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Analista do Ibama participa de conferência na Alemanha sobre avaliação de riscos do uso de agrotóxicos

Publicado: Terça, 17 de Janeiro de 2017, 14h49 | Última atualização em Terça, 25 de Abril de 2017, 16h13
Foto: Hugo Oliveira
Foto: Hugo Oliveira

Brasília (17/01/2017) - A analista ambiental Rafaela Maciel Rebelo representou o Ibama na 16th International Fresenius Ecotox Conference – Aquatic and Terrestrial Ecotoxicology and Risk Management, realizada em dezembro na cidade de Mainz, na Alemanha. A servidora apresentou os últimos avanços de dois grupos de trabalho (GTs) que discutem a avaliação de riscos do uso de agrotóxicos no Brasil, com o objetivo de produzir normas gerais sobre o tema.

Formados por representantes da academia, de empresas e de órgãos de pesquisa, os GTs analisam as legislações internacionais, em especial a europeia e a norte-americana, com a finalidade de propor normas brasileiras sobre o risco do uso de agrotóxicos para organismos que não deveriam ser afetados pela sua aplicação. Outro objetivo é a elaboração de um manual que oriente a aplicação dessas normas.

Um dos GTs, que trata do efeito de agrotóxicos em organismos aquáticos, é coordenado por Rafaela. O outro, voltado para polinizadores, é coordenado pela analista ambiental Karina Cham, que também é servidora do Ibama e representou o Instituto na mesma conferência em 2015. Foi a terceira vez que o Ibama participou do evento.

O International Fresenius Ecotox Conference reúne representantes da comunidade científica, do setor regulado e da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) para o debate de aspectos científicos e regulatórios de temas como segurança química e ecotoxicologia aquática e terrestre, além de assuntos relacionados com saúde ambiental e proteção do consumidor. Para os participantes, a conferência foi uma oportunidade de acompanhar a evolução da avaliação de riscos de agrotóxicos no Brasil.

A partir de 2012, o Ibama começou a aplicar conceitos e ferramentas desenvolvidos em outros países na avaliação ambiental desses produtos. Os Grupos de Trabalho criados em 2015 vão propor instrumentos mais adequados para a análise e o registro de agrotóxicos.

Avanços

Entre os avanços dos GTs, foram apresentados os resultados parciais dos mapas de vulnerabilidade ao uso de agrotóxicos em águas superficiais e subterrâneas. A intenção é construir cenários de exposição, levando em consideração a curva de sensibilidade de espécies, e propor novo regulamento técnico para avaliação dos riscos a que estão sujeitos os organismos aquáticos.

Para polinizadores, já existe proposta de norma que foi submetida a consulta pública e, em breve, será publicada pelo Ibama.

Embora sejam amplamente utilizados para proteger áreas cultivadas e prevenir pragas e doenças, os agrotóxicos podem causar poluição ambiental e efeitos adversos em organismos vivos. Por isso, autoridades governamentais de diversos países exigem a apresentação de informações científicas robustas, que permitam avaliar riscos ambientais associados a essas substâncias, de forma a incentivar o uso seguro.

Atualmente, a avaliação de riscos é empregada na fase inicial da análise de novos produtos e, de forma mais ampla, na reavaliação dos ingredientes ativos neonicotinoides – classe de insecticidas derivados da nicotina –, como Imidacloprido, Clotianidina e Tiametoxam. Seus resultados permitiram que o Ibama encomendasse diversos estudos de campo para avaliar o efeito dos neonicotinoides na população de abelhas.

"É importante mostrarmos a evolução dos trabalhos sobre o tema no Brasil e receber um retorno da experiência internacional para que nossos procedimentos estejam, sempre que possível, harmonizados com essas diretrizes", disse Rafaela.

 

Assessoria de Comunicação do Ibama
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(61) 3316 1015

Foto: Hugo Oliveira

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