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  • Brasília (02/09/2016) – O caçador apontado como responsável pela morte de pelo menos 19 felinos no Pará foi multado em R$ 494 mil pelo Ibama. Júlio César da Silva foi preso pela Policia Militar em Curionópolis (PA) no dia 26/08, durante a apuração de uma denúncia de porte ilegal de armas. O acusado armazenava cabeças, crânios, couros e patas dos animais silvestres abatidos em um refrigerador. Os policiais também apreenderam no local espingardas e munições.

     Foi a maior quantidade de grandes felinos caçados já registrada em uma operação. Para os agentes ambientais, o crime está relacionado ao tráfico de fauna. Três autos de infração totalizaram R$ 460 mil por matar, mutilar e manter animais silvestres em depósito. A apreensão de sete aves silvestres no local resultou na aplicação de mais uma multa no valor de R$ 34 mil.

    Pelo menos 20 animais foram abatidos: 16 onças (Panthera onca), duas suçuaranas (Puma concolor), uma jaguatirica (Leopardus pardalis) e um jacaré (Caimam sp.). Todos foram levados para sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Floresta Nacional de Carajás (PA). Exames genéticos serão realizados nas partes de animais encontradas no local.

    O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou nota nesta sexta-feira (02/09) sobre o caso: "Estou chocado com as imagens daquela que foi considerada pelo Ibama como a maior quantidade de grandes felinos caçados já encontrada em uma operação desde a criação do Instituto. O tráfico de animais silvestres é um crime que atinge a cada um de nós, pois fere nosso direito a um meio ambiente equilibrado. O perigo de extinção da onça pintada aponta, de forma dramática, para a necessidade urgente de aumentarmos, em quantidade e qualidade, a proteção de nossa biodiversidade. O Ministério do Meio Ambiente entende que essa proteção passa, necessariamente, pelo fortalecimento da estrutura de fiscalização do Ibama e do ICMBio, e pela conscientização, através da educação ambiental. Trabalhamos nesse sentido, de forma prática e objetiva, mas guiados pela convicção de que homem, planta e bicho são irmanados na natureza."

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: Ascom/Policia Civil-PA

  • Brasília (26/09/2016) – Uma pesquisadora francesa foi detida pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (23/09) ao tentar embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com 39 sapos mortos na bagagem sem autorização do Ibama. Agentes ambientais do Ibama haviam recebido denúncia anônima pela Linha Verde (0800-618080) e realizaram a abordagem durante o check-in.

    A pesquisadora, que seguiria para a França, teve o passaporte retido e recebeu duas multas: R$ 19,5 mil por transporte de espécies da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente (Decreto 6.514/2008, art. 24, §3°, inciso III); e R$ 20 mil por transferir amostras de patrimônio genético nacional para instituição localizada fora do país sem cadastro prévio no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado - Sisgen (Lei n.º 13.123/2015 e o Decreto n.º 8.772/16).

    Quando abordada, a francesa apresentou uma licença antiga, que já havia sido usada em abril deste ano para o envio de 73 espécimes ao exterior. O documento não tinha relação com a carga biológica encontrada na bagagem durante a tentativa de embarque.

    Os animais apreendidos estavam acondicionados em recipientes plásticos, alguns em formol, outros em lâminas de resina para estudos de estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos. Laudo concluído pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo nesta terça-feira (27/09), a pedido do Ibama, identificou 11 espécies de anfíbios em meio ao material encontrado.

    Biopirataria

    Biopirataria é a apropriação indevida de recursos da biodiversidade para uso científico ou biotecnológico.

    A Constituição Federal determina que o Poder Público deve preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação do material genético.

    Recentemente, a Lei n.º 13.123/2015 criou regras para a remessa de patrimônio genético ao exterior com finalidades científicas ou de desenvolvimento tecnológico. Seus infratores ficam sujeitos às punições previstas no Decreto n.º 8.772/2016. A pesquisadora francesa foi a primeira a receber multa com base neste decreto.

    Texto atualizado em 28/09/2016.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (05/07/2016) – Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama devolveram à natureza 275.716 animais de 2002 a 2014, conforme relatório elaborado pela Coordenação de Fauna Silvestre do Instituto. O documento aponta que, no período de 13 anos, foram recebidos 568 mil animais, em média 43.742 por ano.

    Do total, aproximadamente metade (275.716 ou 48,5%) foi solta e 81.633 (14,4%) foram destinados a criadouros científicos e particulares por não terem condições de retornar à natureza. Dos animais que chegaram aos Cetas, 79% eram aves apreendidas em operações de fiscalização do Ibama e da Polícia Militar Ambiental.

     “Os Cetas são aliados importantes na repressão ao tráfico, pois fornecem informações a respeito dos animais silvestres apreendidos ou entregues voluntariamente. À medida que foram se estabelecendo, também se tornaram essenciais para atender animais recolhidos em ambientes urbanos”, disse a coordenadora de Geração de Conhecimento dos Recursos Faunísticos e Pesqueiros, Maria Izabel Gomes. Quando chega ao Cetas, o animal passa por uma avaliação para detectar ferimentos e doenças. O tratamento deve ser concluído no menor tempo possível para evitar a perda do comportamento selvagem.

    A destinação, que só acontece após avaliação clínica, física e comportamental, pode ser a soltura na natureza em caráter experimental (para revigoramento ou reintrodução), a entrega a criadouros ou a utilização em pesquisa, educação e treinamento.


    Em 2014, foram recebidos 577 animais de 53 espécies ameaçadas de extinção nos Cetas. As mais comuns foram as aves: pichochó (Sporophila frontalis, total: 92), chauá (Amazona rhodocorytha, 57) e bicudo (Sporophila maximiliani, 57). A espécie de réptil ameaçada mais recebida foi a tartaruga verde (Chelonia mydas, 19) e a de mamíferos foi o tamanduá bandeira (Myrmecophaga tridactyla, 58).

    Entre as espécies com o maior número de indivíduos soltos em 2014, destacam-se os passeriformens: 3.323 canários da terra (Sicalis flaveola), 1.475 coleiros baianos (Sporophila nigricollis) e 1.100 cardeais (Paroaria dominicana). Entre os mamíferos, a espécie solta com maior frequência foi a preguiça (Bradypus variegatus, com 113 indivíduos) e entre os répteis, a jiboia (Boa constrictor, com 643).

    “Em 2015, apreendemos 20.238 animais vivos. Grande parte seria destinada ao mercado interno, para servir de pet (bicho de estimação) ou ornamentação”, disse o Coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral. Segundo ele, o tráfico internacional tem preferência por espécies raras ou ameaçadas de extinção.

    “As pesquisas científicas realizadas em animais recebidos nos Cetas contribuem para ampliar o conhecimento sobre a saúde dessas espécies e seu manejo. Esse trabalho é feito em parceria com universidades e outras instituições”, disse a analista ambiental da Coordenação de Fauna Silvestre Graziele Batista. No Cetas de Juiz de Fora, é realizada uma pesquisa sobre o índice de recuperação e perda de animais. Em Belo Horizonte, há estudos sobre enriquecimento comportamental em cativeiro, treinamento para a soltura e monitoramento do animal após o retorno à natureza.

    Os espaços que recebem animais apreendidos começaram a ser construídos no início da década de 1970. Posteriormente, o Projeto Cetas Brasil chamou a atenção para a necessidade de implantação, reforma e ampliação dos Centros de Triagem. Os Cetas oferecem estrutura adequada para a triagem, manutenção, recuperação e destinação de animais silvestres. Atualmente, há 24 Cetas do Ibama em funcionamento no país.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Ibama

  • Brasília (02/05/2016) - Agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgataram 870 animais silvestres na região de Euclides da Cunha, a 323 km de Salvador. A operação Azul Cobalto, realizada entre os dias 21 e 29 de abril, teve como objetivo inibir o tráfico e a caça predatória de animais silvestres, apreender instrumentos utilizados nas atividades ilegais e promover ações de educação ambiental. Os animais serão avaliados por especialistas antes de voltar à natureza.

    Um filhote de arara-azul-de-lear estava ferido por arma de fogo. O animal foi encaminhado para recuperação no Centro de Manejo de Fauna da Caatinga, em Petrolina (PE). Essa espécie de psitacídeo, endêmica na região do Raso da Catarina, é a mais ameaçada de extinção no país. Um dos motivos é seu alto valor comercial. O coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, destaca que, com a destruição do Licuri (pequeno coco que serve de alimento para a arara), o animal procura plantações de milho onde acaba sendo alvo de agricultores armados.

    Em 2015, o Ibama resgatou mais de 20 mil animais silvestres. Os estados com maior número de apreensões são Ceará (4.698), Bahia (3.511) e Rio Grande do Norte (2.077). “A captura ocorre de forma rotineira e vários animais são vendidos ou mantidos em condições de maus-tratos. É uma ameaça à biodiversidade brasileira. A população precisa se conscientizar de que prender passarinho é crime ambiental”, diz o coordenador.

    Denúncias podem ser encaminhadas ao Ibama por meio da Linha Verde: 0800 61 8080. O sigilo é garantido.

    Pescado ilegal no Pará

    No Pará, o Ibama apreendeu 90 quilos de pescado ilegal no terminal de passageiros da Companhia Docas do Pará (CDP), em navio proveniente de Macapá. O pescado seria comercializado em Belém e foi doado para o Mesa Brasil – programa de segurança alimentar e nutricional do Serviço Social do Comércio (Sesc). Tanto a empresa proprietária do navio quanto o comprador do pescado foram autuados em R$ 63 mil.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: PRF

  • Rio de Janeiro (01/08/2016) – O Ibama começa a monitorar a partir desta segunda-feira (01/08) os cerca de dois mil embarques e desembarques de voos internacionais previstos para ocorrer durante osJogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Com a operação, que reforçou o número de agentes de fiscalização nos principais aeroportos do circuito olímpico, o Instituto quer evitar que passageiros ingressem no País com plantas, animais exóticos ou substâncias que ameacem o meio ambiente na bagagem, ou retornem dos Jogos levando para o exterior componentes da biodiversidade brasileira.

    No alvo principal do Ibama estão o tráfico de animais silvestres, o transporte de exemplares da flora brasileira, a exportação de componentes do patrimônio genético e a circulação de substâncias químicas controladas pelo Instituto, além do porte de artefatos que usam fragmentos de animais nativos protegidos, como cocares indígenas, quadros de borboletas e adornos com penas, ossos e dentes, entre outros.  

    A operação prosseguirá até o fim dos Jogos Paralímpicos, em setembro. As ações estão centradas nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Manaus, Galeão e outros estratégicos, além do Porto do Rio. São esses os terminais por onde circulará a maior parte dos cerca de um milhão de viajantes previstos para o período dos Jogos.

    "Em um evento deste porte, com pessoas de 205 países, precisamos evitar prejuízos ao meio ambiente. Entre eles, destacam-se os danos à nossa fauna e flora, como a introdução de uma espécie exótica que possa ameaçar os ecossistemas e as espécies nativas, ou o tráfico da biodiversidade brasileira para uso em pesquisas ou mesmo para o desenvolvimento de produtos no exterior", diz o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Vinícius Modesto / Ibama

  • São Paulo (22/01/2016) - O irlandês Jeffrey Paul Lendrun, preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) em outubro de 2015 sob acusação de tráfico internacional de uma espécie rara de falcão, foi condenado pela Justiça Federal a 4 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. De acordo com a decisão, Lendrun ainda deverá pagar multa no valor de R$ 42.552,00. Ele foi detido quando tentava embarcar com quatro ovos de falcão peregrino (Falco peregrinus) em uma chocadeira na bagagem de mão.

    O falcão consta na lista de espécies ameaçadas da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), da qual o Brasil é signatário.

    Análise constatou que três dos quatro ovos transportados pelo irlandês estavam com embrião formado. Nos volumes despachados pelo traficante também foram encontradas duas incubadoras e equipamentos de alpinismo (cordas, mosquetão, cinto e capacete) que teriam sido usados para acessar ninhos de falcão em bordas de desfiladeiros. Os objetos apreendidos contribuíram para a condenação ao indicar a prática de caça profissional.

    O irlandês poderá recorrer da decisão em liberdade, mas deverá pagar uma fiança e ficará com o passaporte retido na Justiça, portanto impedido de deixar o país. Além disso, deverá comparecer a cada dois meses à 2ª Vara Federal de Guarulhos para comprovar endereço e atividade.

    Lendrun foi preso em flagrante no dia 21 de outubro no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Na ocasião, foi autuado pelo Ibama em R$ 40 mil. A operação foi realizada pela Unidade Avançada do instituto em Guarulhos, em parceria com a Agência Ambiental do Chile e com o apoio da Polícia Federal. O irlandês partiu de Santiago do Chile e seguia em conexão internacional para o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele já havia sido condenado pela mesma infração no Zimbabwe, em 1984; no Canadá, em 2002; e na Inglaterra, em 2010, segundo informações da BBC.

    “O Ibama tem intensificado a fiscalização ambiental em portos, aeroportos e fronteiras para combater o tráfico de animais silvestres e outras infrações ambientais. Essa prisão é resultado do empenho da equipe da Unidade Avançada do Ibama em Guarulhos”, disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental, Jair Schimitt. Segundo ele, além da condenação na Justiça, o traficante também sofrerá sanções impostas pelo Ibama.

    O falcão peregrino é uma ave de rapina diurna de porte médio que alcança velocidades superiores a 320 km/h, sendo considerado um dos animais mais rápidos do mundo. A espécie é frequentemente criada e treinada para a caça. Esta prática, conhecida como falcoaria, vem sendo estudada e utilizada em diversas aplicações, como reabilitação de aves de rapina, educação ambiental e controle de fauna, principalmente em indústrias e aeroportos.

    Foto: Servicio Agrícola Y Ganadero/Governo do Chile
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Rio de Janeiro (10/11/2015) – Duzentos e oitenta e seis animais silvestres apreendidos pelo Ibama em cativeiros ilegais no Rio de Janeiro foram reabilitados e serão devolvidos à região de ocorrência, em Porto Seguro, no sul da Bahia.

    A operação de soltura dos 274 jabutis, onze pássaros e uma iguana será realizada pelas superintendências do Ibama no Rio, no Espirito Santo e na Bahia, com apoio da Marinha.

    Antes disso, passarão por um período de recuperação no Centro de Triagem (Cetas) de Porto Seguro, que inclui exames clínicos e marcação individual para futura identificação.

    Os animais foram reabilitados no Cetas do Rio e deverão chegar ao Nordeste nesta quarta-feira (11). Todos serão soltos em uma área protegida na localidade de Tremendal.

    “Muitos animais retirados das matas do Norte e Nordeste são levados ilegalmente para o Sudeste. O tráfico só ocorre porque existem compradores. É importante conscientizar as pessoas para que não comprem animais de origem ilegal”, diz a analista ambiental Taciana Sherlock, do Núcleo de Biodiversidade do Ibama no Rio.

    Segundo ela, as espécies de maior ocorrência são pássaros, quelônios e primatas. “A maioria dos animais que chegam ao Cetas do Rio é de outras regiões do país. EssePássaros processo de retorno à região de ocorrência é muito trabalhoso.”

    O Centro de Triagem de Animais Silvestres recebe espécies apreendidas em operações contra o tráfico, resgatadas ou entregues de forma voluntária. O processo de reabilitação não é o mesmo para todos. “Alguns animais que estão acostumados com a presença humana demoram mais tempo para serem reabilitados. Trabalhamos com alguns papagaios que levam até seis meses para voltar à natureza”, diz Taciana.

    Nelson Feitosa
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    (061) 3316-1015

  • São Paulo (23/10/2015) – Um irlandês foi preso em flagrante nesta quinta-feira (22/10) no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos/SP, sob acusação de tráfico internacional de ovos de uma espécie rara de falcão. A operação foi realizada pelo Ibama em parceria com a Agência Ambiental do Chile e a Polícia Federal. Ele foi autuado em R$ 40 mil e responderá por crime ambiental por transportar ovos da fauna silvestre sem autorização dos órgãos ambientais competentes.

    O irlandês foi flagrado com quatro ovos da espécie Falco Peregrinus, que estavam dentro de uma chocadeira na bagagem de mão. Ovoscopia confirmou que três tinham embrião formado. Nos dois volumes despachados, foram encontradas duas incubadoras e equipamentos de alpinismo (cordas, mosquetão, cinto e capacete) que teriam sido usados para acessar ninhos de falcão em bordas ingrimes de desfiladeiros.

    O infrator partiu de Santiago do Chile e tinha como destino o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Lá, onde a falcoaria é muito praticada, os ovos têm mercado Operação Ibama Cumbica clandestino valorizado. O acusado, que passou mal na carceragem do aeroporto e foi internado, será apresentado à Justiça Federal. Em 2010, ele já havia cumprido dez meses de prisão na Inglaterra por transportar 14 ovos de falcão com valor estimado de até 70 mil libras cada.

    A operação foi resultado de articulação entre autoridades da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) no Brasil e no Chile. “A parceria do Ibama com a Agência Ambiental do Chile fortalece cada vez mais a integração do continente na defesa do meio ambiente”, disse o chefe da Unidade do Ibama no Aeroporto de Guarulhos, Daniel Visciano, destacando o trabalho no aeroporto internacional de São Paulo.

    Verbena Fé
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Fotos: UA Ibama/Guarulhos
    (61) 3316-1015

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