Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página
  • Brasília (08/12/2015) – Setecentos e dez animais foram resgatados durante operação realizada no interior da Bahia pelo Ministério Público do Estado, com apoio do Ibama, da Polícia Federal e do Conselho Regional de Medicina Veterinária, entre outros órgãos. Cinco pessoas foram detidas pelos fiscais, que apreenderam 16 armas e 405 quilos de agrotóxicos.

    Entre os animais resgatados havia 76 filhotes de papagaio, seis de tucano e três veados. Durante a operação, realizada no fim de novembro em 18 municípios, 149 fornos de carvão foram destruídos. As multas totalizaram R$ 584 mil.

    Uma fazenda no município de Cocos (BA) usada como depósito de animais foi desativada. Cerca de 90 aves foram encontradas em um viveiro improvisado. "Muitos estavam machucados e subnutridos. Esses animais precisarão ficar pelo menos seis meses no Centro de Triagem para reabilitação até poderem voltar para a natureza”, disse o servidor do Ibama Ariosvaldo Antunes da Luz, que chefiou a operação.

    O dono da fazenda foi acusado de pagar crianças da região para retirar filhotes de aves dos ninhos. O Ministério Público pediu à Justiça a prisão preventiva do proprietário e o agravamento da multa por maus tratos. Dos 710 animais, 260 foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista (BA). Os outros foram soltos.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316-1015

  • Brasília (03/03/2016) – Na semana do Dia Mundial da Vida Selvagem, o Ibama apreendeu 1.342 armadilhas e redes de neblina em seis Estados, com a aplicação de R$ 286,6 mil em multas.

    De uso restrito por pesquisadores, as redes de neblina são vendidas em lojas e na internet. Com este tipo de armadilha, os traficantes capturam os pássaros com facilidade em quantidade maior. O objetivo da operação Boca de Lobo era reprimir a venda de redes de neblina e outras armadilhas.

    Entre os alvos, foram autuados dois criadores cadastrados no Sispass, o Sistema de Gestão dos Criadores Amadoristas de Passeriformes. Com os infratores foram encontradas redes de neblina. A aquisição de anilhas adulteradas permitiria a inserção das aves no Sispass com aparência de legalidade.

    “As redes de neblina, que sempre foram usadas para fins científicos, têm se disseminado como instrumento do tráfico na captura de animais silvestres. O Ibama vai estender a operação a todos os Estados" disse o coordenador de Operações de Fiscalização, Roberto Cabral. O Ibama também coibiu o comércio de redes pela internet. A venda é proibida pelo Código de Fauna (Lei 5.197/67), em seu artigo 3°. “É proibido o comércio de espécies da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha”, diz o texto legal.

    O Dia Mundial da Vida Selvagem (3/3) foi criado em assembleia da ONU para promover a reflexão sobre a relação do homem com espécies silvestres e a sua conservação. No Brasil, as Listas Nacionais Oficiais de Espécies Ameaçadas de Extinção mostram que 1.173 espécies da fauna e 2.113 da flora correm o risco de desaparecer.

    No período de 2010 a 2014, os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama receberam 261.091 animais. Em média, 52.218 por ano. A maioria, aves (79,3%). Os Cetas são responsáveis por receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e dar destinação aos animais silvestres.

    PássaroDados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) apontam que 475 milhões de animais silvestres morrem, por ano, atropelados nas rodovias do País, cerca de 15 por segundo. Pequenos vertebrados, como sapos, cobras e aves de menor porte aparecem à frente nas estatísticas, somando 90% dos atropelamentos. O restante se divide em animais de médio porte, como macacos e gambás (cerca de 40 milhões), e de grande porte, como antas, lobos e onças, (5 milhões).

    O Ministério do Meio Ambiente publica nesta semana uma série de reportagens relacionadas ao Dia Mundial da Vida Selvagem. Uma delas conta a história dos irmãos Sinvaldo e Sandovaldo, servidores do Ibama no Piauí que usam educação ambiental no combate ao tráfico de animais silvestres. Outra aborda a inauguração de uma trilha para ciclistas no Parque Nacional de Brasília, com duchas especiais para atletas no fim do percurso. Recentemente, uma onça fotografada no local conseguiu cerca de 100 mil visualizações nas redes sociais em apenas dois dias, fato que também foi noticiado pelo MMA.

    Fotos: Banco de Imagens do Ibama
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316-1015

  • Salvador (28/10/2015) – O Ibama apreendeu 97 pássaros silvestres, 15 espingardas de caça, cartuchos de munição e uma pata de veado mateiro durante a Operação Sispass no sudoeste da Bahia. As ações foram realizadas em outubro e resultaram em 12 autos de infração no valor total de R$ 62.500,00.

    Todas as armas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil do Município de Boa Nova para destruição. Os pássaros resgatados serão reabilitados pelo Centro de Operação SispassTriagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista. A operação teve apoio de policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Sudoeste) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    “A ação tinha o objetivo de fiscalizar os plantéis dos criadores amadores com movimentações suspeitas no Sispass, principalmente espécies como o canário-da-terra e o trinca-ferro, que são os mais procurados pelos caçadores”, destacou a chefe do Escritório Regional do Ibama em Vitória da Conquista, Ana Cacilda Reis.

    Carlos Garcia
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    (61) 33161015

  • Brasília (19/12/2017) – O Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Goiás programou para este mês a soltura de 140 papagaios em três áreas cadastradas no Projeto Asas (Áreas de Soltura de Animais Silvestres), iniciado no estado em 2008. Recebidos a partir de apreensões, resgates ou entregas voluntárias, os animais foram reabilitados nos Cetas de Alagoas, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. A devolução à natureza ocorre no Cerrado, área de ocorrência natural das espécies.

    Na última sexta-feira (15/12), 35 papagaios (32 da espécie Amazona aestiva e três da espécie Amazona amazônica) foram soltos na fazenda Nossa Senhora Aparecida, em Hidrolândia (GO). A fazenda está cadastrada no projeto há dois anos e, em 2017, devolveu à natureza 447 animais, entre aves, répteis e mamíferos. O proprietário, Paulo Marçal, é professor de agronomia na Universidade Federal de Goiás (UFG) e parceiro do Cetas/GO no trabalho de reintrodução de diversas espécies em seus biomas de origem.

    Segundo o analista ambiental Leo Caetano, as aves são estimuladas a voar nos viveiros para fortalecer a musculatura e formar grupos, até que estejam prontas para retornar ao seu habitat. “O papagaio-verdadeiro (papagaio-boiadeiro) e a curica (papagaio-do-mangue) estão entre as espécies mais procuradas pelos traficantes”, diz Caetano. Alguns dos animais recebidos pelo Cetas de Goiânia estavam há mais de uma década em cativeiro.

    Os proprietários que aderem ao Projeto Asas podem desenvolver atividades turísticas e educativas de caráter ambiental. Em 2017, o Cetas/GO já recuperou e soltou 2.495 animais.

    "Além de combater o tráfico, reabilitar animais mantidos ilegalmente em cativeiro e devolvê-los à natureza, o Ibama recompõe a biodiversidade nos estados", diz o analista ambiental Luiz Alfredo Baptista, responsável pelo Cetas/GO.

    Em 1° de dezembro, 39 papagaios (33 da espécie Amazona aestiva e seis da espécie Amazona amazonica) foram soltos na Fazenda Eloy Camargo, em Jaraguá (GO).

    Está prevista para este mês a soltura de 49 papagaios (Amazona aestiva) em Goiás. Outros 17, recebidos em Cetas da região nordeste, ainda precisam concluir a reabilitação antes de retornar à natureza.

     

    Educação Ambiental

     

    Em 22 de novembro, durante a conclusão de projeto de capacitação de professores e estudantes de escolas municipais de Jaraguá (GO), realizado pelo Núcleo de Educação Ambiental de Goiás, o Cetas/GO realizou a soltura de 36 aves reabilitadas:  29 periquitos-de-encontro-amarelo, 4 periquitos-rei, 2 maritacas e 1 jandaia-de-testa-vermelha.

    O projeto de sensibilização nas escolas é desenvolvido em etapas. “Primeiramente são elaborados questionários que identificam o nível de compreensão dos estudantes sobre a fauna silvestre. Em seguida, a fase de intervenção é marcada por trabalhos práticos, que propiciam o contato com a realidade dos animais”, diz a analista ambiental Ana Carolina Dias, do Núcleo de Educação Ambiental de Goiás.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316-1015

  • Brasília (09/03/2018) - Equipes do Ibama no Ceará e no Rio Grande do Norte devolveram à natureza 24 macacos-prego (Sapajus libidinosus) dia 01/03 no sertão cearense. Os animais estavam no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto, após resgate durante operações de combate ao tráfico e ao cativeiro ilegal. A reabilitação e soltura dos macacos-prego teve apoio de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

    Antes da soltura, 16 macacos-prego precisaram ser reabilitados no Cetas, o que envolveu reeducação alimentar, treinos de habilidades manipulativas e locomotoras, além de socialização com indivíduos da mesma espécie. Após a soltura, macacos apresentavam comportamento típico da espécie em vida livre. Pesquisadores da UFRN e analistas do Ibama continuarão monitorando os animais nos próximos meses.

    Em 2015 e 2016, os Cetas do Ibama em 17 estados e no Distrito Federal receberam 66 mil animais silvestres de apreensões realizadas pelo Instituto, pelas polícias ambientais dos estados e demais órgãos fiscalizadores. No mesmo período, foram devolvidos à natureza pelo menos 63 mil animais. Cerca de 80% dos animais recebidos são aves, 14%, mamíferos (a maior parte primatas) e 5%, répteis. Estes últimos voltam à natureza com facilidade no processo de soltura. Mamíferos como primatas e felinos, por terem uma difícil recuperação das habilidades e instintos, na maioria das vezes são destinados a criadouros e zoológicos autorizados.

    “Ao devolver os animais à natureza, ocorre um revigoramento, inclusive genético, da fauna. O resultado é o equilíbrio ambiental”, diz a Coordenadora de Gestão, Destinação e Manejo da Biodiversidade, Raquel Monti Sabaini.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316 1015

  • Brasília (05/07/2016) – Os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama devolveram à natureza 275.716 animais de 2002 a 2014, conforme relatório elaborado pela Coordenação de Fauna Silvestre do Instituto. O documento aponta que, no período de 13 anos, foram recebidos 568 mil animais, em média 43.742 por ano.

    Do total, aproximadamente metade (275.716 ou 48,5%) foi solta e 81.633 (14,4%) foram destinados a criadouros científicos e particulares por não terem condições de retornar à natureza. Dos animais que chegaram aos Cetas, 79% eram aves apreendidas em operações de fiscalização do Ibama e da Polícia Militar Ambiental.

     “Os Cetas são aliados importantes na repressão ao tráfico, pois fornecem informações a respeito dos animais silvestres apreendidos ou entregues voluntariamente. À medida que foram se estabelecendo, também se tornaram essenciais para atender animais recolhidos em ambientes urbanos”, disse a coordenadora de Geração de Conhecimento dos Recursos Faunísticos e Pesqueiros, Maria Izabel Gomes. Quando chega ao Cetas, o animal passa por uma avaliação para detectar ferimentos e doenças. O tratamento deve ser concluído no menor tempo possível para evitar a perda do comportamento selvagem.

    A destinação, que só acontece após avaliação clínica, física e comportamental, pode ser a soltura na natureza em caráter experimental (para revigoramento ou reintrodução), a entrega a criadouros ou a utilização em pesquisa, educação e treinamento.


    Em 2014, foram recebidos 577 animais de 53 espécies ameaçadas de extinção nos Cetas. As mais comuns foram as aves: pichochó (Sporophila frontalis, total: 92), chauá (Amazona rhodocorytha, 57) e bicudo (Sporophila maximiliani, 57). A espécie de réptil ameaçada mais recebida foi a tartaruga verde (Chelonia mydas, 19) e a de mamíferos foi o tamanduá bandeira (Myrmecophaga tridactyla, 58).

    Entre as espécies com o maior número de indivíduos soltos em 2014, destacam-se os passeriformens: 3.323 canários da terra (Sicalis flaveola), 1.475 coleiros baianos (Sporophila nigricollis) e 1.100 cardeais (Paroaria dominicana). Entre os mamíferos, a espécie solta com maior frequência foi a preguiça (Bradypus variegatus, com 113 indivíduos) e entre os répteis, a jiboia (Boa constrictor, com 643).

    “Em 2015, apreendemos 20.238 animais vivos. Grande parte seria destinada ao mercado interno, para servir de pet (bicho de estimação) ou ornamentação”, disse o Coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral. Segundo ele, o tráfico internacional tem preferência por espécies raras ou ameaçadas de extinção.

    “As pesquisas científicas realizadas em animais recebidos nos Cetas contribuem para ampliar o conhecimento sobre a saúde dessas espécies e seu manejo. Esse trabalho é feito em parceria com universidades e outras instituições”, disse a analista ambiental da Coordenação de Fauna Silvestre Graziele Batista. No Cetas de Juiz de Fora, é realizada uma pesquisa sobre o índice de recuperação e perda de animais. Em Belo Horizonte, há estudos sobre enriquecimento comportamental em cativeiro, treinamento para a soltura e monitoramento do animal após o retorno à natureza.

    Os espaços que recebem animais apreendidos começaram a ser construídos no início da década de 1970. Posteriormente, o Projeto Cetas Brasil chamou a atenção para a necessidade de implantação, reforma e ampliação dos Centros de Triagem. Os Cetas oferecem estrutura adequada para a triagem, manutenção, recuperação e destinação de animais silvestres. Atualmente, há 24 Cetas do Ibama em funcionamento no país.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316-1015
    Fotos: Ibama

  • Brasília (20/07/2017) – O Ibama realizou a soltura de 14 araras-canindé (Ara ararauna) e 6 tucanos-toco (Ramphastus toco) na Fazenda Orgânica Vale do Tamanduá, na região de Cachoeirinha, em Aragoiânia (GO). A ação teve o apoio do Instituto Vida Livre, organização não governamental de Niterói (RJ).

    O tratamento e a preparação necessários para retorno à natureza ocorreram no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama em Seropédica (RJ).

    Segundo a veterinária e analista ambiental Taciana Sherlock, da Superintendência do Instituto no Rio de Janeiro, as aves precisam reaprender habilidades fundamentais para a sobrevivência antes de retornar à vida livre. “Não é só o vigor físico que os animais perdem no cativeiro. O processo de domesticação resultante da convivência prolongada com humanos compromete a capacidade de buscar alimento no ambiente selvagem e de reagir a situações de risco”, disse Sherlock.

    Lara, uma das araras devolvida à natureza, havia sido apreendida ainda filhote pela polícia em Nova Iguaçu (RJ), em novembro de 2016. Ela foi tratada e passou a conviver com adultas para aprender o comportamento natural da espécie. No momento da soltura, foi uma das primeiras a deixar o viveiro e sobrevoar os arredores.

    Nem todos os animais recebidos nos Cetas têm condições de voltar à natureza. Mutilações, idade avançada e alto grau de domesticação são fatores que impedem esse retorno. Alguns são entregues a criadouros ou usados em pesquisa, educação e treinamento. A escolha da destinação mais adequada só acontece após avaliação clínica, física e comportamental.

    As araras e tucanos tratados no Rio de Janeiro foram transportadas para o Cetas de Goiânia e encaminhadas para soltura em Aragoiânia (GO). A Fazenda Orgânica Vale do Tamanduá é cadastrada no projeto Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) do Ibama e foi escolhido por ser um ambiente de ocorrência natural das espécies reabilitadas.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316-1015

  • Brasília (05/04/2017) – Agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgataram 219 animais silvestres comercializados ilegalmente em feiras livres nos municípios de Salgado, Estância, Itaporanga d'Ajuda, Lagarto e Simão Dias, em Sergipe; e em Paripiranga, na Bahia. Foram recolhidas 194 aves e 25 jabutis, réptil listado no Apêndice II da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (Cites), que estabelece controle mais rigoroso para importação e exportação. As multas aplicadas totalizam cerca de R$ 185 mil.

    Realizada para fiscalizar o tráfico de animais, a operação apurou a participação de crianças e adolescentes na captura e no comércio da fauna silvestre. “Vamos continuar fiscalizando de forma ostensiva o tráfico no estado. Vários animais são vendidos ou mantidos em condições de maus-tratos. É importante conscientizar as pessoas de que se trata de crime ambiental”, disse a coordenadora do Núcleo de Inteligência da superintendência do Ibama em Sergipe, Cristina Coelho. Segundo ela, os caçadores têm mais facilidade para realizar a captura durante a seca em razão da escassez de alimentos.

    Parte das aves apreendidas foi libertada em trechos de floresta no interior do estado. As demais foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas/SE) para tratamento e avaliação. De acordo com a legislação ambiental, não é permitido criar animais silvestres sem autorização dos órgãos competentes. O infrator está sujeito a multa de R$ 500 por animal. Se a espécie estiver ameaçada de extinção, o valor sobe para R$ 5 mil.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316-1015

  • Manaus (07/11/2016) – O Ibama aplicou mais de R$ 1,3 milhão em multas durante ação de fiscalização de crimes contra a fauna no Amazonas. A Operação Teia foi realizada com o objetivo de identificar e punir a utilização ilegal de animais silvestres em publicações nas redes sociais e em anúncios publicitários para vendas de pacotes turísticos. Seis empresas de turismo e a organizadora do concurso Miss Brasil Be Emotion foram autuadas.

    No total, foram aplicados 22 autos de infração para ilícitos identificados pelo núcleo de inteligência do Ibama, além de duas multas durante ação de fiscalização no Lago Janauari, ponto turístico do município de Iranduba (AM). O Instituto já havia recebido denúncias de utilização ilegal de animais silvestres em atividades realizadas no local.

    Uma equipe do Ibama, em conjunto com o Batalhão de Policiamento Ambiental do Amazonas, se infiltrou em um pacote turístico no Lago Janauari e conseguiu flagrar um cativeiro com seis animais silvestres. Duas sucuris, uma jibóia e dois jacarés foram resgatados e devolvidos à natureza. Um filhote de bicho-preguiça foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama para reabilitação.

    “Essas atividades desrespeitam a legislação ambiental. Os animais são capturados na natureza e mantidos em cativeiro ilegalmente, onde sofrem maus tratos para serem expostos aos turistas”, disse o coordenador da operação, Geandro Pantoja. A pena nestes casos varia de seis meses a um ano de detenção, além de multa por animal mantido ilegalmente, no valor de R$ 500 até R$ 5 mil, quando a espécie está ameaçada de extinção.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    (61) 3316-1015

  • São Paulo (12/11/2015) – O Ibama repatriou quatro ovos de falcão apreendidos com o irlandês Jeffrey Lendrum, em outubro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Os ovos estavam sob supervisão veterinária no Centro de Recuperação de Animais Silvestres do Parque Ecológico do Tietê, com autorização do Ibama.

    A devolução ao Chile foi realizada nesta sexta-feira (13) em voo que partiu de São Paulo. A ação teve apoio da Association for Falconry and the Conservation of Birds of Prey (IAF) e foi coordenada pelos órgãos ambientais do Brasil e do Chile com o objetivo de reintroduzir a espécie em seu habitat e promover sua conservação.

    O falcão peregrino é considerado ameaçado de extinção e está incluído no Anexo I da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites). A soltura na natureza só pode ser feita após o nascimento, que deve acontecer em local sob supervisão técnica especializada e que permita o contato parental com aves de rapina, para que não haja o chamado imprinting com seres humanos.

    Imprinting é um fenômeno comportamental que ocorre em geral com os filhotes e é especialmente significativo em aves de rapina. Eles aprendem por meio da observação do comportamento dos pais e por associação. Nesta etapa, as aves não devem associar seres humanos à obtenção de alimento, pois isso pode dificultar o desenvolvimento de comportamentos naturais necessários à soltura.

    O irlandês foi preso em flagrante em 22 de outubro no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos/SP, sob acusação de tráfico internacional de ovos de espécie rara de falcão. Jeffrey também portava incubadoras e equipamentos de escalada supostamente utilizados para acessar ninhos da espécie. A operação foi realizada pelo Ibama em parceria com a Agência Ambiental do Chile e com o apoio da Polícia Federal. Autuado em R$ 40 mil, o infrator responderá por transportar ovos da fauna silvestre sem autorização dos órgãos ambientais. Ele partiu de Santiago do Chile e pretendia utilizar o Brasil como conexão internacional para o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Lendrum já foi condenado pela mesma infração no Zimbabwe, em 1984; no Canadá, em 2002; e na Inglaterra, em 2010, segundo informações da BBC News.

    Verbena Fé
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    (61) 3316-1015

  • Rio de Janeiro (10/11/2015) – Duzentos e oitenta e seis animais silvestres apreendidos pelo Ibama em cativeiros ilegais no Rio de Janeiro foram reabilitados e serão devolvidos à região de ocorrência, em Porto Seguro, no sul da Bahia.

    A operação de soltura dos 274 jabutis, onze pássaros e uma iguana será realizada pelas superintendências do Ibama no Rio, no Espirito Santo e na Bahia, com apoio da Marinha.

    Antes disso, passarão por um período de recuperação no Centro de Triagem (Cetas) de Porto Seguro, que inclui exames clínicos e marcação individual para futura identificação.

    Os animais foram reabilitados no Cetas do Rio e deverão chegar ao Nordeste nesta quarta-feira (11). Todos serão soltos em uma área protegida na localidade de Tremendal.

    “Muitos animais retirados das matas do Norte e Nordeste são levados ilegalmente para o Sudeste. O tráfico só ocorre porque existem compradores. É importante conscientizar as pessoas para que não comprem animais de origem ilegal”, diz a analista ambiental Taciana Sherlock, do Núcleo de Biodiversidade do Ibama no Rio.

    Segundo ela, as espécies de maior ocorrência são pássaros, quelônios e primatas. “A maioria dos animais que chegam ao Cetas do Rio é de outras regiões do país. EssePássaros processo de retorno à região de ocorrência é muito trabalhoso.”

    O Centro de Triagem de Animais Silvestres recebe espécies apreendidas em operações contra o tráfico, resgatadas ou entregues de forma voluntária. O processo de reabilitação não é o mesmo para todos. “Alguns animais que estão acostumados com a presença humana demoram mais tempo para serem reabilitados. Trabalhamos com alguns papagaios que levam até seis meses para voltar à natureza”, diz Taciana.

    Nelson Feitosa
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    (061) 3316-1015

Fim do conteúdo da página