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  • Brasília (14/03/2016) – Mudança no sistema de controle florestal realizada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas/PA) na semana passada causou uma falha na integração de informações com o Documento de Origem Florestal (DOF), do Ibama.

    A Semas/PA deve enviar ao instituto informações relativas a emissões de guias florestais para atualização do DOF. O Sisflora 2.0 foi instituído pelo Governo do Pará em 7/3/2016. O Ibama só foi comunicado sobre a mudança neste dia, o que impossibilitou a adaptação do sistema federal.

    A principal falha detectada ocorreu nas guias florestais emitidas pelo órgão ambiental estadual no sistema usado anteriormente, e recebidas no DOF a partir de 26/2. Elas ficaram travadas com o status “Pré-recebida”, além de outros problemas comunicados pelos usuários. A área técnica do Ibama está trabalhando para solucionar o problema.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Rio de Janeiro (27/11/2015) - O Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciaram nesta semana em Arraial do Cabo, no litoral norte do Rio, a Operação Saturação.

    A fiscalização foi realizada na Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São João/Mico Leão-Dourado e na Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Arraial do Cabo. Foram apreendidas duas traineiras (pequena embarcação de pesca) e 50 toneladas de pescado.

    Os fiscais também autuaram uma empresa que vendia sardinha sem comprovante de origem.

    O Ibama aplicou multas que totalizaram R$1.098.240,00 e os infratores responderão por crime ambiental. O pescado apreendido foi doado para a colônia de pescadores tradicionais Z-5, em Arraial do Cabo. Com o apoio de agentes do Ibama e do ICMBio, eles organizaram a distribuição dos peixes à população em diferentes pontos do município.

    Habitat do Mico Leão Dourado (Leontopithecus rosalia), símbolo da região, a APA é ameaçada pelo desmatamento de grileiros e pelo crescimento urbano desordenado.

    O Mico Leão Dourado só existe na Mata Atlântica da baixada litorânea do Rio de Janeiro e a contínua redução do bioma tem forçado o declínio populacional da espécie. O Ibama e o ICMBio intensificaram a atuação na área. Desde outubro, infratores foram autuados por descumprimento de embargo e por desmatamento em R$ 20.000,00.

    Na frente marítima, a operação fiscalizou a pesca predatória para garantir o defeso da Sardinha Verdadeira (Sardinella brasiliensis) na Resex de Arraial do Cabo, Unidade Operação Saturaçãode Conservação (UC) federal, e no município de Cabo Frio. Os fiscais abordaram embarcações industriais que utilizam a modalidade de cerco e são permissionadas para a pesca da sardinha. Também foram fiscalizados douradeiros e atuneiros que usam a espécie como isca viva.

    Duas traineiras industriais utilizavam redes de cerco para capturar o Peroá (Balistes sp.), espécie cuja captura não é autorizada nesta modalidade e que vem sofrendo com a pesca predatória no norte fluminense e no Espírito Santo. Durante o período do defeso da sardinha, as embarcações de cerco recebem autorização provisória para captura de outras espécies, mas não para o Peroá.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Vinicius Modesto de Oliveira e Renato Rieboldt

  • Brasília (27/04/2016) – A presidente do Ibama, Marilene Ramos, e o governador do Maranhão, Flávio Dino, assinaram na última segunda-feira (25/04), em solenidade no Palácio dos Leões (MA), acordo de cooperação técnica para iniciar a operação do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) no estado.

    O diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, Paulo Fontes, disse que o objetivo é integrar os dados de todos os estados em um só sistema. “O Sinaflor é uma importante ferramenta de gestão que vai corrigir lacunas existentes no controle florestal com o efetivo acompanhamento do processo autorizativo”. Segundo Fontes, o sistema será colocado em prática em todo o país ao longo do ano, após período de adaptação em outros estados. “A agenda envolve capacitação dos órgãos, do setor produtivo e dos responsáveis técnicos dos empreendimentos, etapas que já foram cumpridas no Maranhão”, completou.

    O Sinaflor permite cadastrar, pela internet, empreendimentos de base florestal e atividades sujeitas ao controle dos órgãos do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). Outro recurso oferecido é a possibilidade de requerer autorização para acesso a recurso florestal. A análise das solicitações feitas pelos usuários ganha agilidade na medida em que os dados ficam disponíveis para o Ibama e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente em tempo real. O sistema também oferece mais segurança à disponibilização de crédito de produtos florestais para emissão do Documento de Origem Florestal (DOF).

    Os Estados de Roraima e Maranhão já estão operando o Sinaflor. A previsão é que todos estarão integrados ao sistema até janeiro de 2017.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: Divulgação/Governo do Maranhão

  • Brasília (25/08/2015) - No último sábado (22/8), veículos de imprensa noticiaram que hackers teriam invadido computadores do Ibama, capturado senhas de acesso e liberado empresas suspensas por crimes ambientais junto ao sistema de controle de comércio de produtos florestais.

    O Ibama esclarece que a invasão relatada não ocorreu. O sistema a que se referem as reportagens é o módulo eletrônico do Documento de Origem Florestal (DOF), hospedado em servidor externo que possui soluções de ponta em tecnologia da informação e cuja segurança é comparável à dos melhores sistemas bancários da atualidade.

    O acesso a esse módulo não se dá por meio de senha. Em agosto de 2014, o Ibama tornou obrigatória a utilização de certificado digital para todos os usuários. No caso de servidores do Ibama e de órgãos estaduais de meio ambiente, a obrigatoriedade foi adotada nove meses antes, em novembro de 2013.

    O Ibama não controla a emissão nem o gerenciamento de certificados digitais - atividades realizadas pelas autoridades certificadoras credenciadas pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) - e tampouco armazena senhas utilizadas nesses certificados. São dispositivos pessoais e intransferíveis cujo código de acesso é atribuído pelo usuário no momento da aquisição do certificado e administrado por meio de aplicativo relacionado ao dispositivo.

    O que ocorreu, de fato, foi o uso de certificados digitais fraudulentos, adquiridos com documentos pessoais falsificados junto à autoridade certificadora, em nome de servidores do Ibama que possuíam privilégio gerencial no DOF. A atuação dos criminosos nos desbloqueios de empresas ocorreu no período de 25 a 30 de março deste ano, tendo sido rapidamente detectada pelo monitoramento sistemático das transações realizado pelo Ibama.

    Já no dia 31 de março, todas as empresas envolvidas na fraude estavam novamente bloqueadas e os certificados digitais indevidos tiveram seu acesso suspenso no sistema. Naquela mesma semana, os servidores atingidos pelo uso dos certificados digitais fraudados providenciaram sua revogação junto às autoridades certificadoras.

    Como de praxe, os crimes foram imediatamente comunicados à Polícia Federal. As informações fornecidas pelo Ibama subsidiaram a investigação, que resultou nas recentes prisões noticiadas. No início de abril foram adotadas novas regras de segurança para acesso ao DOF, com a limitação de horários e locais vinculados à unidade de trabalho do servidor e o reconhecimento de um único certificado por pessoa.

    Portanto, o Ibama esclarece:

    1) não houve invasão de computadores, roubo de senhas nem qualquer quebra de segurança no sistema;

    2) houve aquisição de certificados digitais ilegítimos em nome de servidores do Ibama com a apresentação de documentação falsa junto à autoridade certificadora, fato que possibilitou o acesso indevido ao módulo eletrônico do DOF entre 25 e 30 de março deste ano;

    3) os certificados fraudados foram rapidamente identificados e tiveram seu acesso suspenso em 31 de março de 2015, e imediatamente houve o bloqueio de todas as empresas envolvidas na irregularidade, a auditagem das movimentações e a consequente penalização das empresas beneficiadas;

    4) todas as informações relacionadas às operações ilegais foram encaminhadas à Polícia Federal, resultando nas prisões realizadas recentemente;

    5) foram acrescentadas no início de abril medidas adicionais de segurança para o acesso com certificado digital ao DOF;

    6) o Ibama não controla a emissão, distribuição, renovação, revogação ou gerenciamento de certificados digitais, atividades que estão sob responsabilidade das autoridades certificadoras.

    Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama

  • Brasília (07/10/2015) - A Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) informou ao Ibama em 22 de setembro a ocorrência de mortandade de peixes durante os testes para energização das unidades geradoras 2, 3 e 4 da Usina Hidrelétrica (UHE) Teles Pires, localizada na divisa entre os estados do Pará e do Mato Grosso. Os testes foram realizados a partir de 15 de setembro e o incidente foi denunciado à ouvidoria do Ibama pela Linha Verde (0800-618080) em 23 de setembro.

    As informações sobre a mortandade na UHE Teles Pires motivaram a ação de equipes de fiscalização do Ibama na área do empreendimento. Foi constatado que, durante a fase de teste das turbinas geradoras de energia, peixes foram atraídos para as máquinas. Foram emitidas duas notificações para a CHTP, exigindo a apresentação de relatório técnico sobre o caso. Uma delas solicita que sejam discriminadas as espécies e o número de peixes mortos, e a outra exige o uso de sistema anticardume no canal de fuga da UHE para impedir novas ocorrências.

    As ações da CHTP estão sendo acompanhadas no processo de licenciamento ambiental de Teles Pires, com apoio da Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama e do Escritório Regional em Alta Floresta. Todos os procedimentos estão sendo averiguados para a aplicação das medidas adequadas.

    Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama
    Foto: Arquivo/Banco de Imagens do Ibama

  • Rio de Janeiro (09/10/2015) - A Secretaria Municipal de Meio Ambiente do Rio de Janeiro (SMAC) foi autuada nesta quarta-feira (07) em R$ 1 milhão por descumprir notificação do Ibama que determinava o início das obras de reforma no Zoológico do Rio até 1.º de agosto.

    O Ibama encontrou irregularidades em todas as vistorias realizadas em 2012, 2013, 2014 e 2015. A notificação foi emitida em julho, após a constatação de que os problemas apontados não haviam sido corrigidos pela Fundação RioZoo, subordinada à SMAC, que administra o zoológico, o mais antigo do Brasil.

    O processo administrativo do caso já acumula 20 volumes e reúne uma dezena de pareceres, nos quais a Fundação RioZoo é notificada a se adequar, principalmente em relação à densidade populacional nas instalações, e a realizar obras estruturais urgentes.

    Na última vistoria, em 16 de junho deste ano, a equipe do Ibama verificou mais uma vez que os problemas permaneciam sem solução. Entre eles, a altura e o tamanho de Zoológico Rio de Janeirorecintos, ainda inadequados, além da ambientação deficitária. As obras nos recintos denominados “Viveirão”, “Corredor de Fauna”, "Extra" e “Núcleos de Reprodução de Felinos e Saguis” também não ocorreram, apesar de serem consideradas prioritárias pelo Ibama.

    "Houve apenas o esvaziamento parcial desses locais, com remanejamento dos animais para os recintos da área de exposição, o que não resolve o problema. A realização das obras continua sendo de extrema necessidade e urgência para o bem-estar dos animais e a segurança dos tratadores", diz o chefe-substituto da Divisão de Fiscalização do Ibama no Rio de Janeiro, Vinícius Modesto de Oliveira.

    Nelson Feitosa
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    (61) 3316-1015

  • Brasília (08/04/2016) – O Ibama recebeu no último dia 23/03 o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, na categoria Melhor Exemplo em Fauna, pelo Projeto Pirarucu, que realiza o manejo da espécie Arapaima gigas desde 2000 no estado do Amazonas.

    Com o apoio de institutos de pesquisa, órgãos municipais, estaduais, federais e populações ribeirinhas, o Ibama autoriza e monitora o manejo do pirarucu no Amazonas, iniciativa fundamental para manter o equilíbrio ecológico, assegurar a recuperação do estoque da espécie e promover o desenvolvimento econômico das comunidades ribeirinhas. Só na Reserva Mamirauá é verificado um aumento médio anual de 25% na população do peixe. A renda resultante da pesca também cresce, em média, 29% ao ano.

    Nos anos 60, a Igreja Católica, já preocupada com a pesca indiscriminada, iniciou um trabalho de base com as comunidades ribeirinhas, mostrando a importância da conservação da espécie. Atualmente o pirarucu está na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) e, desde 1996, sua captura está proibida no Amazonas. A pesca só é autorizada por meio de manejo em Unidades de Conservação (UC), áreas de Acordo de Pesca e Terras Indígenas (TI). Como resultado, a produção de pirarucu passou de 75 toneladas em 2001 para 1.300 toneladas em 2013.

    Criado em 2010, o Prêmio Hugo Werneck está em sua sexta edição. Sob o tema  “Pelas águas do Planeta – da Caixa D'Àgua do Brasil à Terra das Cataratas”, foram selecionados 78 projetos de 13 estados brasileiros. A solenidade de premiação foi realizada em 23 de março, em Belo Horizonte. O Ibama foi representado pelo superintendente em MG, Marcelo Belisário. A estatueta recebida pelo Instituto será entregue aos servidores do Núcleo de Fauna da Superintendência no Amazonas, responsáveis pelo projeto.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Foto: Jucier Lima
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  • Brasília (17/09/2015) – A Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas (DBFlo) do Ibama realiza nesta quinta (17/09) e na sexta-feira (18/09) reunião com professores e pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), da Universidade Federal do Acre (Ufac), do Museu Emílio Goeldi, da Embrapa, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e do Laboratório de Produtos Florestais para discutir os impactos da exploração do mogno na Amazônia.

    Realizada no âmbito do Comitê Técnico Científico do Mogno, instituído pela Portaria nº 14, de 23 de março de 2005, a reunião é coordenada pela DBFlo e tem como objetivo auxiliar a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) na avaliação da viabilidade dos Planos de Manejo Florestal Sustentável.

    O Mogno (Swietenia macrophylla) foi incluído no Anexo II da Cites a partir da XII Conferência das Partes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagens em Perigo de Extinção, realizada em Santiago do Chile em 2002.

    O diretor da DBFlo, Paulo Fontes, disse que pretende aproximar cada vez mais o Ibama da comunidade científica.


    Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas/Ibama
    Foto: Franca Vilarinho

  • Brasília (06/11/2015) – Operação conjunta do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Polícia Ambiental de Roraima (Cipa) finalizada na última quarta-feira (04) resultou na maior apreensão e soltura de tartarugas-da-amazônia adultas nos últimos dez anos.

    Os animais, que chegavam a pesar 70 kg, eram transportados em embarcações por duas quadrilhas de traficantes na região do Baixo Rio Branco, no município de Caracaraí (RR). Os criminosos foram surpreendidos em dois locais: a 90 km e a 180 km do centro do município. Foram apreendidas 225 tartarugas com o primeiro grupo, próximo à foz do rio Anauá, e 168 com o outro, perto comunidade de Santa Maria do Boiaçu.

    De acordo com os fiscais, as tartarugas estavam aprisionadas há mais de duas semanas em pequenos cercados escondidos na mata. “Eles (os traficantes) afundam as canoas ou as escondem na mata para despistar a localização do cativeiro, aí fica mais difícil, considerando que são mais de 300 km de margens para fiscalizar”, disse Samuel Rodrigues, técnico do Parque Nacional do Viruá, Unidade de Conservação (UC) do ICMBio.

    A região possui grandes áreas de desova de tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa). De acordo com o superintendente do Ibama em Roraima, Diego Milléo Bueno, nesta época do ano os quelônios (animais de casco) estão em fase de reprodução e, por isso, ficam mais vulneráveis. Eles sobem às praias formadas pela diminuição do volume de água nos rios para depositar seus ovos e se tornam presas fáceis para os traficantes, que os recolhem e os levam até os currais. No cativeiro, elas são amontoadas sem água ou alimento, até o dia do transporte.

    O método de captura mais comum é também o mais cruel. De acordo com o fiscal do Ibama Sebastião Ferreira Jr., a maioria é capturada com o uso de “capa-sacos”, uma rede de malha grossa que pode chegar a 200m de comprimento. “Eles são estirados de uma margem à outra do rio e ficam abertos para que os animais possam entrar. Há casos em que a gente encontra boto, peixe-boi e outros animais, que muitas vezes acabam morrendo porque os animais não podem subir pra respirar”, disse Sebastião.

    A compra e a venda de tartarugas configuram não apenas infração mas também crime ambiental. Seis pessoas foram multadas no valor de R$ 1,5 milhão, totalizando R$ 9 milhões.

    Na operação também foram destruídas cinco embarcações e apreendidos 5 motores fluviais. “Além da multa administrativa, o Ibama comunica a ocorrência do crime ao Ministério Público. Eles serão investigados e responderão judicialmente”, disse o fiscal.

    Com esta nova apreensão, o Parque Nacional do Viruá totaliza cerca de 1.700 tartarugas-da-amazônia resgatadas da ação de traficantes e devolvidas aos rios da região com vida nos últimos cinco anos. O número é um recorde de apreensão e soltura de tartarugas adultas na região. Desde o início do ano, 590 foram resgatadas.

    Segundo Beatriz Lisboa, analista ambiental do ICMBio, o sucesso das operações se deve sobretudo ao trabalho em parceria com o Ibama e a Cipa, às estratégias de inteligência e ao uso de equipamento próprio do parque. “Apesar de todas essas apreensões ocorrerem fora dos limites da unidade de conservação, a gestão do Parque Nacional do Viruá tem feito um grande esforço para viabilizá-las, porque sem a parceria dos órgãos ambientais a população de tartarugas da região seria drasticamente reduzida em poucos anos”.

    As ações de combate ao tráfico de quelônios na região serão realizadas até o fim do verão, em abril de 2016, custeadas pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do Ministério do Meio Ambiente (MMA). As tartarugas apreendidas (algumas com até cem anos) foram devolvidas com vida ao rio Branco.

    Assessoria de Comunicação do Ibama com informações da Comunicação do ICMBio
    Fotos: Carlos Dantas

  • Porto Velho (24/05/2016) - Operação de fiscalização ambiental coordenada pela Superintendência do Ibama em Rondônia, com o apoio de Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Polícia Federal, Batalhão de Polícia Militar Ambiental, Comando de Operações Especiais e Força Nacional de Segurança, desarticulou esquema de furto de madeira e exploração ilegal de minério na Floresta Nacional (Flona) do Jamari, a 100 km de Porto Velho (RO).

    Equipes que participaram da Operação Virtualis, realizada no início de abril, identificaram áreas com exploração ilegal de madeira que abastecem serrarias localizadas na cidade de Cujubim (RO). As madeireiras recebiam créditos virtuais de madeira resultantes de planos de manejo fraudulentos e de outras empresas, com o objetivo de legalizar madeira extraída de uma antiga área de concessão florestal no interior da Flona.

    Desmatamento IlegalApós ajustes em cerca de 20 mil metros cúbicos de madeira de saldos ilegais no sistema Documento de Origem Florestal (DOF), as equipes se dirigiram às áreas de exploração ilegal. O superintendente do Ibama em Rondônia, Renê Luiz de Oliveira, disse que o governo federal tem estimulado o aproveitamento sustentável dos recursos florestais por meio de concessões, que permitem extrair madeira de forma legal. Utilizando técnicas adequadas, é possível minimizar os impactos ambientais, gerar renda e promover pesquisas. A exploração ilegal da área contraria o objetivo da concessão florestal, trazendo danos ambientais e prejuízos financeiros.

    A operação também resultou na desativação de um grande garimpo de metais como cassiterita, columbita, tantalita e nióbio, considerados de grande valor e importância para setores ligados à tecnologia e à fabricação de estruturas aeroespaciais. Esses minérios, principalmente o nióbio, são exportados para países como a China, passando ilegalmente pela Bolívia ou sendo “esquentados” por empresas da região.

    Queima Foram destruídos quatro motores usados no garimpo, centenas de metros de mangueiras e outros equipamentos. Os agentes também apreenderam grande quantidade de minerais. "O objetivo é descapitalizar o infrator e interromper o dano ambiental. O garimpo causa um grande trauma, com danos incalculáveis principalmente para a flora e a ictiofauna, pois o pequeno rio foi transformado em um mar de lama”, disse o superintendente do Ibama.

    Ações de fiscalização ambiental e investigação continuarão sendo realizadas para impedir  a retomada de atividades criminosas e identificar os responsáveis, que serão acionados administrativa e judicialmente para reparar os danos causados.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    (61) 3316-1015
    Fotos: Ibama

  • Brasília (24/08/2015) – Doze pessoas foram presas neste sábado (22/8) sob a acusação de fraudar o sistema de controle de comércio de produtos florestais. Os mandados de prisão foram cumpridos em Alagoas, no Maranhão e no Pará.

    Criminosos falsificaram identidades de superintendentes e servidores do Ibama para conseguir o certificado digital que é usado para acessar o Documento de Origem Florestal (DOF). Com a liberação de empresas que estavam suspensas por crimes ambientais, o grupo gerou créditos falsos para movimentar madeira ilegal.

    Foram geradas autorizações para cerca de 100 mil m³ de madeira. Desse total, 28 mil m³ chegaram a ser comercializados. “A quadrilha não conseguiu movimentar o sistema por muito tempo em função do monitoramento constante que é realizado”, disse o superintendente substituto do Ibama  no Pará, Alex Lacerda. Em três dias a invasão foi detectada, o que impediu a venda de cerca de 70 mil m³ de madeira ilegal.

    Os envolvidos apresentaram identidade falsa junto à empresa responsável pela chave de segurança usada para acessar o DOF. A chefe do Centro Nacional de Telemática do Ibama (CNT), Rosana Freitas, explicou que o acesso só foi possível em função de uma fraude na emissão do certificado digital. Ela esclarece que não houve invasão de computadores, roubo de senhas ou qualquer quebra de segurança no sistema. O que ocorreu foi o uso de certificados digitais fraudulentos, adquiridos com documentos pessoais falsos junto à autoridade certificadora em nome de três servidores do Ibama que possuíam privilégio gerencial no DOF.

    Os crimes são investigados pela Polícia Civil, com o apoio do Ibama.

    Assessoria de Comunicação/Ibama
    Foto: Assessoria de Comunicação/Ibama

  • Rio de Janeiro (10/11/2015) – Duzentos e oitenta e seis animais silvestres apreendidos pelo Ibama em cativeiros ilegais no Rio de Janeiro foram reabilitados e serão devolvidos à região de ocorrência, em Porto Seguro, no sul da Bahia.

    A operação de soltura dos 274 jabutis, onze pássaros e uma iguana será realizada pelas superintendências do Ibama no Rio, no Espirito Santo e na Bahia, com apoio da Marinha.

    Antes disso, passarão por um período de recuperação no Centro de Triagem (Cetas) de Porto Seguro, que inclui exames clínicos e marcação individual para futura identificação.

    Os animais foram reabilitados no Cetas do Rio e deverão chegar ao Nordeste nesta quarta-feira (11). Todos serão soltos em uma área protegida na localidade de Tremendal.

    “Muitos animais retirados das matas do Norte e Nordeste são levados ilegalmente para o Sudeste. O tráfico só ocorre porque existem compradores. É importante conscientizar as pessoas para que não comprem animais de origem ilegal”, diz a analista ambiental Taciana Sherlock, do Núcleo de Biodiversidade do Ibama no Rio.

    Segundo ela, as espécies de maior ocorrência são pássaros, quelônios e primatas. “A maioria dos animais que chegam ao Cetas do Rio é de outras regiões do país. EssePássaros processo de retorno à região de ocorrência é muito trabalhoso.”

    O Centro de Triagem de Animais Silvestres recebe espécies apreendidas em operações contra o tráfico, resgatadas ou entregues de forma voluntária. O processo de reabilitação não é o mesmo para todos. “Alguns animais que estão acostumados com a presença humana demoram mais tempo para serem reabilitados. Trabalhamos com alguns papagaios que levam até seis meses para voltar à natureza”, diz Taciana.

    Nelson Feitosa
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    (061) 3316-1015

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