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  • Brasília (02/10/2015) - Operação do Ibama em parceria com Exército, Funai e Corpo de Bombeiros tenta controlar uma linha de fogo de 82 quilômetros de extensão na Terra Indígena de Araribóia, no interior do Maranhão. O fogo, que começou há 30 dias, ameaça atingir um grupo de 80 índios da etnia Awá que vive isolado na floresta. Outros 12 mil, da etnia Guajajara, também podem ser afetados pelo incêndio.

    Na região, de aproximadamente 400 mil hectares, já foram queimados 82 mil ha, cerca de 20% da reserva. Brigadistas indígenas do Prevfogo/Ibama se deslocaram para a área, em apoio às etnias Guajajara, Awá, Gavião e Xerente do Tocantins. É a primeira vez que indígenas de diferentes etnias se unem para combater incêndios florestais.

    Segundo o coordenador da Operação Awá, Rodrigo de Moraes Falleiro, a falta de acessos terrestres e a vegetação de sub-bosque fechada dificultam muito a abertura das linhas de defesa dentro da mata. Todo o transporte de brigadistas e suprimentos é feito por dois helicópteros do Ibama em clareiras abertas na mata.

    O satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou uma redução nos focos de calor nesta sexta-feira (2). Porém, a previsão do tempo aponta que não há perspectiva de chuva para as próximas semanas, o que pode dificultar o trabalho das brigadas.

    Os índios suspeitam que os incêndios foram causados por madeireiros em represália à tribo que protege a reserva contra o roubo sistemático de madeira.

    Brigadistas indígenas

    O Ibama tem 1413 brigadistas, dos quais 608 são indígenas. De acordo Gabriel Zacharias, chefe do PrevFogo, os índios capacitados aprendem que cada região do país precisa de um manejo especial do fogo. No período de prevenção os brigadistas produzem mudas para reflorestamento de áreas degradas. “Foram plantadas mais de cem mil nos últimos quatro anos”, explica.

    Fotos: Prevfogo/Banco de Imagens do Ibama
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Imperatriz (18/10/2015) - Uma equipe de fiscalização do Ibama foi atacada a tiros na tarde desta sexta-feira (16/10) por criminosos que roubavam madeira da Terra Indígena Arariboia, no município de Arame, no Maranhão. O agente ambiental federal Roberto Cabral, que coordenava a operação, foi atingido no braço direito por um tiro de espingarda. O coordenador usava colete à prova de balas. Ele recebeu atendimento médico no município de Imperatriz (MA) e foi liberado.

    A tentativa de homicídio é investigada pela Polícia Federal (PF). A equipe do Ibama sobrevoava o local quando avistou três caminhões e um trator usados para extração ilegal de madeira. Perseguidos pelo grupo de fiscalização, os madeireiros abandonaram os veículos e se esconderam na floresta. Os agentes aterrissaram o helicóptero e se aproximaram do local por terra, quando sofreram o atentado. Houve troca de tiros.

    “Isso comprova que não são trabalhadores. São criminosos que estão roubando madeira e se dispõem a matar para continuar a atividade ilegal. O Estado brasileiro não aceitará isso. A ação do Ibama será intensificada”, disse o coordenador, que passará por novos exames em Brasília.

    A fiscalização vem atuando na Terra Indígena paralelamente à equipe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Ibama (Prevfogo), que trabalha com 222 pessoas para combater um incêndio que já destruiu cerca de 40% da área de proteção ambiental. Além da extração ilegal, madeireiros são suspeitos de atear fogo na floresta em represália à fiscalização federal. “Sem dúvida há relação entre o incêndio e a atividade madeireira”, disse Cabral.

    O Ibama atua no combate ao incêndio com 123 brigadistas, dos quais 58 são indígenas. Fundação Nacional do Índio (Funai), Exército, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar do Maranhão e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, apoiam a operação.

    Tiago Costa
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Cuiabá (31/03/2016) – A operação Sangue Verde, realizada pelo Ibama com o apoio da Força Nacional, resultou na aplicação de R$ 14,7 milhões em multas a invasores que extraíam madeira ilegalmente da Terra Indígena Manoki, em Brasnorte, a 580 km de Cuiabá.

    A partir de denúncia de índios da etnia Manoki, o Ibama iniciou levantamento por satélite de toda a região e de áreas previamente embargadas em ações realizadas em 2014 e 2015. Os primeiros alvos fiscalizados foram as fazendas Machadinho, Onça Parda, Elo Verde e Aprusma.

    ODesmatamentos fiscais identificaram casos de desmatamento ilegal, exploração seletiva de madeira e descumprimento de embargos, motivando a aplicação de R$ 14.741.968,00 em multas e novos embargos que somam 5.535 hectares. Foram apreendidos dois tratores, três motosserras e 290 m³ de madeira, o que equivale à carga de dez caminhões toreiros.

    Um trator encontrado em área de desmatamento ilegal, sem identificação e sem condições de remoção, foi destruído para evitar novos ilícitos. Uma arma foi apreendida e uma pessoa foi presa por porte ilegal.

    “Antes de qualquer transação de terras na região, orientamos que se consulte a Funai e a Sema para verificar os limites da Terra Indígena”, disse o gerente-executivo do Ibama em Juína, Evandro Selva.

    A Terra Indígena (TI) Manoki ocupa uma área de uma área de 206.455 hectares coberta de florestas a oeste do Rio do Sangue e a leste da TI Irantxe. A Manoki foi reconhecida oficialmente em 2002 e sua demarcação ocorreu em 2008. Agentes do Ibama continuam fiscalizando a região.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Evandro Selva e Edilson Fagundes/Banco de Imagens do Ibama

  • Brasília (29/04/2016) – O Ibama e a Fundação Nacional do Índio (Funai) realizaram na última semana operação de combate à exploração ilegal de ouro na terra indígena Yanomami, em Roraima, que resultou na destruição de 20 balsas, 11 acampamentos e 6 motobombas.

    Os fiscais apreenderam um revólver calibre 38 com numeração raspada, uma espingarda de caça, munição e dois frascos de mercúrio. A ação mobilizou 35 servidores, incluindo agentes ambientais do Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) do Ibama, técnicos da Funai e policiais de Roraima. A equipe utilizou 3 helicópteros e 1 avião para fiscalizar regiões de difícil acesso. Durante a ação, foram identificadas 15 pistas de pouso clandestinas.

    O coordenador de Operações do Ibama, Roberto Cabral, disse que o objetivo é interromper o dano ambiental, interferindo na logística dos garimpeiros, com a destruição de balsas, barcos e instrumentos utilizados na prática ilegal.

    Em março deste ano, o Ibama havia recebido estudo realizado em 19 aldeias da região pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, da Fundação Oswaldo CruzSobrevoo (Fiocruz), que revelou índices preocupantes de contaminação por mercúrio (Hg). Foram coletadas 239 amostras de cabelo no período de 16/11/2014 a 03/12/2014.

    O mercúrio é usado por garimpeiros para separar o ouro de outras substâncias. Ao ser despejado na água, o metal pesado se deposita no lodo acumulado no fundo do rio e pode ser ingerido por peixes. Dessa maneira, a substância passa a fazer parte da cadeia alimentar, tornando-se um risco para a saúde pública. Altamente tóxico, o mercúrio pode causar danos graves e permanentes. Afeta o sistema nervoso central, os rins, o coração e o sistema reprodutor, sendo especialmente perigoso para gestantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que concentrações superiores a 6 microgramas de mercúrio por grama de cabelo podem trazer sérias consequências para a saúde, especialmente no caso de grupos mais vulneráveis, como os índios.

    Os níveis de exposição colhidos pela pesquisa apresentaram mediana de 3,2 microgramas de mercúrio por grama de cabelo na região de Papiú e de 5,0 microgramas em Waikás. A situação mais preocupante foi encontrada na aldeia de Aracaça, situada próximo à área de garimpo, onde a mediana verificada foi de 15,5 microgramas, com Reunião6,8 microgramas entre crianças menores de 5 anos e 16,0 microgramas para mulheres em idade reprodutiva. Na mesma aldeia, praticamente todos os adultos avaliados apresentaram níveis elevados de mercúrio no cabelo e 92% dos índios examinados estavam contaminados. A situação melhora onde a presença dos garimpeiros é menor, como em Papiú, onde 6,7% das amostras analisadas apresentaram sinais de contaminação. Em razão dos altos índices de desnutrição, malária, tuberculose e parasitoses intestinais, os indígenas da região já possuem um sistema imunológico comprometido, o que potencializa a toxidade do mercúrio.

    O estudo da Fiocruz foi realizado a partir de pedido do líder Yanomami Davi Kopenawa, com apoio do Instituto Socioambiental (ISA), do Laboratório de Química da PUC e da Hutukara Associação Yanomami (HAY). Os resultados foram apresentados à comunidade indígena e entregues ao diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, no mês passado (na foto acima). A terra indígena Yanomami é a maior do Brasil, com 9,6 milhões de hectares nos estados de Roraima e Amazonas.

    O monitoramento da região será mantido pelo Ibama e as informações obtidas durante a operação serão usadas para responsabilizar a cadeia criminosa.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Banco de Imagens do Ibama

  • Amazonas (15/03/2015) – Operação realizada pelo Ibama no Amazonas resultou no embargo de 115 hectares de área desmatada ilegalmente (equivalente a 115 campos de futebol) e em multas que totalizam cerca de um milhão de reais.

    Os fiscais apreenderam no Rio Uaicurapá 277 toras e três máquinas carregadeiras que eram transportadas em um barco empurrador e uma balsa. Os infratores não possuíam Documento de Origem Florestal (DOF). A investigação indica que a madeira, proveniente do município de Barreirinha, havia sido extraída da Terra Indígena (TI) Andirá-Marau e de territórios quilombolas. A carga seria levada para o município de Parintins, a 420 km de Manaus.

    A maior parte das áreas embargadas durante a Operação Muiraquitã fica no Assentamento Vila Amazônia. Também foram apreendidas três motosserras, dez metros cúbicos de madeira serrada e duas embarcações de pequeno porte, além de dez animais silvestres.

    Áreas de exploração mineral suspeitas de ilegalidade também serão alvo da operação, que teve apoio logístico da Fundação Nacional do Índio (Funai), da PM do Amazonas e da Secretaria de Meio Ambiente de Parintins. A TI Andirá-Marau fica na divisa dos estados do Amazonas e do Pará. Possui 788,5 mil hectares e é tradicionalmente ocupada por grupos da etnia Sateré-Mawé.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Porto Velho (05/04/2016) – Operação realizada pelo Ibama no município de Espigão do Oeste (RO), a 550 km de Porto Velho, resultou na aplicação de 26 autos de infração, que totalizam cerca de R$ 8 milhões em multas, e na apreensão de 8,5 mil metros cúbicos de madeira até o momento. O produto florestal apreendido seria suficiente para encher 470 caminhões toreiros.

    Fiscalização Ibama Resultado de trabalho de inteligência que identificou transações virtuais entre Planos de Manejo Florestal fraudulentos e 15 serrarias, a Operação Virtualis combate o comércio ilegal de madeira extraída principalmente das Terras Indígenas Sete de Setembro e Roosevelt.

    As investigações apontam estabelecimentos que movimentaram ilegalmente créditos no sistema do Documento de Origem Florestal (DOF) procedentes de Planos de Manejo Florestal de Rondônia ou de empresas madeireiras do Mato Grosso, com a intenção de “esquentar” madeira ilegal.

    “Além de causar danos ambientais incalculáveis, organizações criminosas que atuam no estado  enfraquecem o setor florestal, comercializando produtos sem origem legal, deixando de recolher impostos e competindo deslealmente com empreendimentos regulares. As fraudes serão combatidas pelo Ibama e encaminhadas à Polícia Federal e à Receita Federal para apuração nas esferas criminal e tributária”, disse o superintendente do Ibama em Rondônia, Renê Luiz de Oliveira.

    A Operação Virtualis, que já resultou no ajuste de pelo menos 15 mil metros cúbicos de madeira no DOF, prevenindo a exploração ilegal em cerca de 1000 hectares (1000 campos de futebol), continuará sendo realizada por prazo indeterminado.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Renê Oliveira

  • Brasília (19/08/2016) – O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama está em campo com duas grandes operações para conter a expansão do fogo em áreas protegidas: a Kuarup, iniciada em 01/08, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, e a Awá II, que teve início em 08/08, na Terra Indígena (TI) Arariboia, no Maranhão. Até o momento, os incêndios já queimaram 76 mil hectares de vegetação.

    No Parque Indígena do Xingu (MT), cerca de 35 mil hectares já foram atingidos por 6 frentes de fogo, que somam 62 quilômetros de extensão. Participam do combate nesta área 46 brigadistas do Prevfogo, da Brigada Especializada de Brasília e das Brigadas Indígenas de Mato Grosso. Os combates se concentram nas frentes Leonardo e Kurisevo, com o auxílio de barcos e veículos terrestres. Um helicóptero e um caminhão Rodofogo, com mais 15 brigadistas do DF e do Tocantins, devem reforçar a equipe nesta semana.

    Inicialmente planejada para evitar a ocorrência de grandes incêndios florestais durante o Kuarup, ritual celebrado pelas etnias do Alto Xingu, a operação tem exigido uma mobilização ainda maior para evitar um desastre durante os festejos.

    Na Terra Indígena Arariboia (MA) o fogo já atingiu mais de 41 mil hectares, aproximadamente 10% da TI. A principal preocupação é proteger as áreas de floresta onde vivem os Awá-Guajá, índios em total isolamento que dependem da floresta preservada para a sua sobrevivência. Ao todo, 62 brigadistas participam do combate, incluindo indígenas Guajajara e Kanela, e integrantes das brigadas especializadas do DF e do Ceará. A equipe utiliza cinco veículos com tração nas quatro rodas e um helicóptero para combater as frentes de fogo.

    Segundo o coordenador nacional do Prevfogo, Gabriel Zacharias, a maioria das frentes de fogo já está controlada. Apenas uma permanece em combate e as demais, em monitoramento. “Queremos evitar o ocorrido em 2015, quando mais de 50% desta área indígena foi atingida pelo fogo”, disse Zacharias.

    As chuvas que atingiram parte das regiões norte e centro-oeste nos últimos dias não chegaram aos incêndios e a tendência é que a massa de ar seco volte a se formar no centro do país, mantendo a umidade baixa até o final de setembro.

    O Prevfogo monitora diariamente os incêndios florestais em todo o país por meio do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman), com a participação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Centro Nacional de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

    Mais informações:

    Ciman Virtual

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (08/04/2016) – O Ibama recebeu no último dia 23/03 o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, na categoria Melhor Exemplo em Fauna, pelo Projeto Pirarucu, que realiza o manejo da espécie Arapaima gigas desde 2000 no estado do Amazonas.

    Com o apoio de institutos de pesquisa, órgãos municipais, estaduais, federais e populações ribeirinhas, o Ibama autoriza e monitora o manejo do pirarucu no Amazonas, iniciativa fundamental para manter o equilíbrio ecológico, assegurar a recuperação do estoque da espécie e promover o desenvolvimento econômico das comunidades ribeirinhas. Só na Reserva Mamirauá é verificado um aumento médio anual de 25% na população do peixe. A renda resultante da pesca também cresce, em média, 29% ao ano.

    Nos anos 60, a Igreja Católica, já preocupada com a pesca indiscriminada, iniciou um trabalho de base com as comunidades ribeirinhas, mostrando a importância da conservação da espécie. Atualmente o pirarucu está na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) e, desde 1996, sua captura está proibida no Amazonas. A pesca só é autorizada por meio de manejo em Unidades de Conservação (UC), áreas de Acordo de Pesca e Terras Indígenas (TI). Como resultado, a produção de pirarucu passou de 75 toneladas em 2001 para 1.300 toneladas em 2013.

    Criado em 2010, o Prêmio Hugo Werneck está em sua sexta edição. Sob o tema  “Pelas águas do Planeta – da Caixa D'Àgua do Brasil à Terra das Cataratas”, foram selecionados 78 projetos de 13 estados brasileiros. A solenidade de premiação foi realizada em 23 de março, em Belo Horizonte. O Ibama foi representado pelo superintendente em MG, Marcelo Belisário. A estatueta recebida pelo Instituto será entregue aos servidores do Núcleo de Fauna da Superintendência no Amazonas, responsáveis pelo projeto.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Foto: Jucier Lima
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  • Brasília (18/08/2015) – A queimada que atingiu 6.517 hectares do Parque Nacional dos Campos Amazônicos e 7.783 hectares da Terra Indígena Tenharim-Marmelos, nos municípios de Machadinho d'Oeste (RO), Humaitá (AM) e Manicoré (AM), foi controlada nesta segunda-feira (17) pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama.

    A ação durou cinco dias. Foram mobilizados 40 brigadistas e um helicóptero para apagar o incêndio, na maior operação da temporada. A queimada atingiu 0,67% da unidade de conservação e 1,56% da Terra Indígena. “A área permanece sob observação, pois há alto índice de risco devido à secura e ao acúmulo de combustíveis florestais”, disse o chefe do Prevfogo, Rodrigo Falleiro.

    O Prevfogo é um centro especializado do Ibama que foi criado em 1989 e atua em todo o território nacional com ações de prevenção e combate a incêndios florestais. Em 2015, estão mobilizados 1413 brigadistas para controlar as queimadas no país. O órgão realiza campanhas educativas, capacitação de produtores rurais, treinamento de brigadistas, monitoramento do fogo e condução de pesquisas.

    Preparativos

    As atividades do Centro Integrado de Cooperação Operacional (Ciman)começaram na última terça-feira (11). “A expectativa é que será um ano difícil por causa dos indícios de intensificação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico”, disse o chefe do Prevfogo. O El Niño altera os padrões de chuva e intensifica a seca em algumas regiões do Brasil. Desde o início do ano já foram registrados 36.821 focos de calor, um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

    O Ciman reúne instituições que atuam no combate a incêndios florestais em nível federal para monitorar a situação durante o período crítico, compartilhar informações, definir prioridades, coordenar grandes operações e avaliar os resultados. Participam do Ciman: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Informação (Abin), Exército, Força Nacional de Segurança e Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e de Goiás.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Foto: Prevfogo/Ibama

  • Brasília (30/06/2016) - O Ibama, a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal realizaram nesta quinta-feira (30/6) a Operação Rios Voadores, contra organização criminosa especializada no desmatamento ilegal e na grilagem de terras públicas no estado do Pará (PA). O grupo, que desenvolveu nova metodologia para conversão forçada de florestas em pastagens, movimentou R$ 1,9 bilhão em quatro anos (2012-2015) e destruiu  290 km quadrados de florestas em Altamira (PA), apontam as investigações. A área equivale ao território de municípios como Fortaleza (CE) ou Belo Horizonte (MG), e o prejuízo ambiental foi estimado em R$ 420 milhões.

    A operação envolveu 95 policiais federais, 15 auditores da Receita, 32 analistas do Ibama e duas aeronaves. Foram expedidos pela Justiça Federal de Altamira 52 medidas judiciais: 24 mandados de prisão preventiva, 9 mandados de condução coercitiva e 19 mandados de busca e apreensão em municípios do Pará (Altamira, Anapu e Novo Progresso), de São Paulo (Araçatuba, Itápolis, Presidente Prudente, Sandovalina e São Paulo), de Mato Grosso (Alta Floresta, Barra do Garças, Cuiabá, Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo, Porto Alegre do Norte, Rondonópolis, Sinop e Sorriso), de Mato Grosso do Sul (Ponta Porã) e de Santa Catarina (São José).

    Segundo as investigações, o grupo liderado pelo empresário Antônio José Junqueira Vilela Filho, conhecido como AJ ou Jotinha, invadia florestas, retirava e vendia a madeira de valor mais alto, e depois derrubava a mata remanescente e ateava fogo. Na terra devastada era plantado capim e instalada criação de gado. Para praticar esses crimes, a organização criminosa utilizava mão de obra submetida a condições semelhantes às de escravos. Após a consolidação das pastagens, o grupo registrava os terrenos em cadastros ambientais rurais oficiais. Os registros eram feitos em nome de laranjas (intermediários em negócios fraudulentos). As pastagens, então, eram exploradas pelos próprios integrantes do grupo ou arrendadas para terceiros. De acordo com dados da fiscalização do Ibama, Vilela Filho é o infrator que recebeu multas de maior maior valor já aplicadas na Amazônia brasileira (R$ 119,8 milhões em dez autos de infração) e também é responsável pela maior área já embargada pelo Instituto na região (29 mil hectares, ou 290 km quadrados).

    Modo de atuação

    O grupo se organizava em vários núcleos: o dos “gatos” (responsáveis pelo agenciamento de trabalhadores para submissão a condições semelhantes às de escravos), o dos gerentes das “fazendas” griladas, o núcleo dos laranjas (que concediam o uso dos seus nomes para as fraudes de forma espontânea), o dos especialistas em geoprocessamento, o grupo de compradores de áreas desmatadas, os gerentes financeiros do negócio, e o núcleo formado pelos familiares de Vilela Filho, organizador de todo o sistema criminoso.

    Submetidos a condições semelhantes à da escravidão, trabalhadores eram alocados em acampamentos espalhados por todo o território invadido, tática conhecida como desmatamento multiponto ou desmatamento cupim. Com número fixo de dez componentes, cada acampamento era formado por oito operadores de motosserras, um encarregado da manutenção dessas máquinas e um cozinheiro. Os trabalhadores só eram pagos ao final da derrubada de toda a área. O desmatamento seguia critérios científicos. As árvores com copas mais altas eram preservadas para que as demais espécies fossem derrubadas sem que o crime pudesse ser identificado pelos satélites de detecção de desmatamento. Com o objetivo de evitar futuras fiscalizações do Ibama, Antônio José Junqueira Vilela Filho monitorava, via satélite, as queimadas feitas pelo grupo criminoso.

    Operação Kayapó

    A denúncia sobre a atuação da quadrilha foi feita por índios Kayapó, da Terra Indígena (TI) Menkragnoti, em  Altamira. Por meio de radiocomunicação amadora, os índios verificaram que os acampamentos organizados pelos desmatadores estavam estrategicamente distribuídos pelo território. Uma comissão de lideranças indígenas foi a Brasília e relatou o caso ao Ibama, que em abril de 2014 promoveu operação Kayapó, de combate ao desmatamento no interior e no entorno da TI. Guiados pelos índios, servidores do Ibama encontraram e desmontaram acampamentos ilegais de madeireiros. Na ocasião, foram apreendidas 26 motosserras e 3 motocicletas, detidas 40 pessoas, embargados 13,9 mil hectares e aplicados R$ 50 milhões em multas.

    Os trabalhadores escravizados foram entrevistados, o que possibilitou a identificação das lideranças da quadrilha. Em seguida, o Ibama, aliado aos Kayapó, aumentou a vigilância na região. Essa maior presença de fiscais na área pode ter mudado as estratégias de atuação da quadrilha. Há a suspeita de que a organização criminosa tenha utilizado aviões agrícolas para sobrevoar as áreas invadidas e lançar  coquetéis molotov e herbicidas desfolhantes semelhantes ao agente laranja, usado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã. O plantio de capim também passou a ser feito por meio de pulverização aérea. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)  aperfeiçoou o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), utilizando imagens de satélite de melhor resolução para identificar a evolução do desmatamento.

    A operação também resultou na autuação de profissionais em geoprocessamento, que eram responsáveis pela elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em nome de laranjas, e do Frigorífico Redentor SA, localizado no Mato Grosso, por ter adquirido pelo menos 257 animais de área embargada, entre outros.

    "A Operação Rios Voadores representa um marco no combate ao desmatamento na Amazônia. Ela evidencia que o crime organizado utiliza profissionais experientes em geoprocessamento para realizar o desmatamento multiponto, e fez com que o Inpe desenvolvesse um sistema ainda mais preciso de detecção", disse o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo. "O grupo criminoso desmantelado superou a quadrilha revelada pela Operação Castanheira, em 2014, que havia resultado na prisão do então maior desmatador individual da floresta amazônica. A união de esforços com outras instituições do Estado brasileiro é essencial para o combate ao crime organizado na defesa da Amazônia."

    Os crimes investigados são: organização criminosa, falsificação de documentos, desmatamento ilegal, ateamento de fogo e grilagem de terras públicas federais na Amazônia (com o objetivo de criar ou vender gado e plantar ou vender soja e arroz), além da ocultação e dissimulação das vantagens econômicas obtidas.

    O título da operação, Rios Voadores, é uma referência ao fenômeno natural responsável por transportar imenso volume de umidade e vapor de água da bacia amazônica até as regiões centro-oeste, sudeste e sul do país . O desmatamento na Amazônia está relacionado ao ciclo de chuvas nessas regiões. No sentido inverso, o fluxo de capital principalmente do sudeste promovia o desmatamento ilegal na Amazônia.

    Prisão preventiva e condução coercitiva - A prisão preventiva é uma modalidade de prisão determinada pela Justiça para impedir que o acusado (réu) atrapalhe a investigação, a ordem pública ou econômica e a aplicação da lei. O réu pode ser mantido preso preventivamente até o seu julgamento ou pelo período necessário para não atrapalhar as investigações. A condução coercitiva é o meio pelo qual determinada pessoa é levada à presença de autoridade policial ou judiciária.

    Representantes das instituições que realizaram a operação concederam entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (30/6) na sede da PF, em Belém.

    Parte da coletiva foi filmada pelo MPF e está disponível em: http://bit.ly/periscoperiosvoadores.

    Mandados de prisão preventiva expedidos contra:
    Adilce Eleotério Garcia, o Panquinha
    Adriano Campos de Almeida
    Antônio José Junqueira Vilela Filho
    Arnildo Rogério Gauer
    Bruno Garcia Almeida
    Cláudio Roberto Bratz
    Clesio Antonio Sousa Carvalho
    Douglas Dalerto Naves
    Edson Mariano da Silva
    Eremilton Lima da Silva
    Evaldo Mulinari
    Francisco Antônio Junqueira Franco
    Jerônimo Braz Garcia
    Jhonatham Brito Medeiros
    Laura Rosa Rodrigues de Sousa
    Leilson Gomes Maciel
    Luciano Bello Lorenzoni
    Márcio Kleib Cominho
    Nélio  ngelo Santiago
    Nilce Maia Nogueira Gauer
    Thiago Bello Lorenzoni
    Ramão Benites Gimenes
    Ricardo Caldeira Viacava
    Rodrigo Siqueira Pereto

    Mandados de condução coercitiva expedidos contra:
    Alisson Fernando Klimek
    Ana Luiza Junqueira Vilela Viacava
    Ana Paula Junqueira Vilela Carneiro Vianna
    Cleber Rodrigo de Oliveira
    Clemar José Fais
    Dione Regina de Lucca
    Eduardo Góes da Silva
    Fábio Brustolin Giaretta
    Heládio Cezar Menezes Machado

    Proibição de comunicação com arrendatários citados na investigação, proibição de deslocamento de município e controle por monitoramento eletrônico contra:
    Antônio José Rossi Junqueira Vilela

    Mandados de busca e apreensão expedidos para os endereços das seguintes pessoas físicas e jurídicas:
    A. E. Garcia Comércio e Transporte ME - Panquinha Compra de Gado (Altamira/PA)
    Adilce Eleotério Garcia, o Panquinha (Altamira/PA)
    Adriano Campos de Almeida (Novo Progresso/PA)
    Antônio José Junqueira Vilela Filho (São Paulo/SP)
    Bruno Garcia Almeida (Sinop/MT)
    Escritório Campos Organização Contábil (Presidente Prudente/SP)
    Edson Mariano da Silva (Novo Progresso/PA)
    Empresa Adepará de Castelo dos Sonhos (Altamira/PA)
    Fertimig Fertilizantes Ltda (unidades de Rondonópolis/MT e Sorriso/MT)
    Jeronimo Máquinas Ltda – ME (Sinop/MT)
    Jerônimo Braz Garcia (Sinop/MT)
    Jhonatham Brito Medeiros (Sinop/MT)
    Nilce Maia Nogueira Gauer (Guarantã do Norte/MT)
    Ricardo Caldeira Viacava (São Paulo/SP)
    Sociedade Comercial AJJ S.A (São Paulo/SP)
    Sociedade Comercial do Rochedo (Cuiabá/MT)
    Sociedade Empresária Terra Engenharia-PA (unidades de Altamira/PA e Novo Progresso/PA)

    Atualizado com informações das Assessorias de Comunicação do Ministério Público Federal no Pará e da Polícia Federal.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    (61) 3316-1015

  • Brasília (10/12/2015) - O Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama, atua há dez dias com 75 brigadistas para proteger florestas e povos indígenas ameaçados pelo fogo no norte do Maranhão. A estiagem prolongada elevou o risco de graves incêndios nas terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Caru.

    A ação do Prevfogo ocorre cerca de 40 dias após o encerramento da maior operação dos últimos anos de combate a incêndios em terras indígenas, na TI Arariboia, também no Maranhão. Dos 75 brigadistas, 60 são indígenas e 15 atuam na brigada especializada da Caatinga, no Ceará. Eles realizam neste momento a abertura de linhas de defesa na mata fechada, apoiados por um helicóptero. A prioridade é a proteção de grupos de índios da etnia Awá, que vivem em isolamento voluntário nos 819,7 mil hectares das três terras indígenas.

    A operação de combate ao fogo, com coordenação unificada do Ibama e da Fundação Nacional do Índio (Funai), tem o apoio do Corpo de Bombeiros do Maranhão e de dezenas de associações, organizações e institutos ligados à questão indígena. "Os incêndios nesse tipo de vegetação são de difícil combate e o acesso ao fogo é restrito. Essas parcerias são muito importantes para o sucesso da operação", disse o chefe do Prevfogo, Gabriel Zacharias, que destacou a importância da participação de indígenas da região no apoio ao combate, como já havia ocorrido na TI Arariboia.

    As terras indígenas do Maranhão preservam as últimas grandes áreas de floresta amazônica do Estado. Este ecossistema, rico em biodiversidade, é altamente impactado pelos incêndios. Além dos danos à flora e dos impactos sociais, diversos animais são atingidos pelos efeitos do fogo e da fumaça na floresta.

    Segundo Zacharias, não é possível precisar uma data para o início dos incêndios na região, porque eles têm sido extintos e recomeçado ao longo do ano, o que aumenta a suspeita de ação criminosa dentro das terras indígenas, seja de madeireiros, caçadores ou pessoas que foram retiradas durante os processos de desintrusão que ocorreram nos últimos anos.

    Em outubro, durante a ação de combate ao incêndio na TI Arariboia, uma equipe de fiscalização do Ibama foi atacada a tiros por criminosos que roubavam madeira no município de Arame (MA). O agente ambiental federal Roberto Cabral, que coordenava a operação, foi baleado no braço direito. A tentativa de homicídio é investigada pela Polícia Federal (PF).

    Mais informações podem ser obtidas no portal Ciman Virtual, ferramenta que disponibiliza dados em tempo real sobre incêndios florestais no país. O Ciman Virtual é uma parceria do Ibama, da Funai, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Defesa Civil com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (29/10/2015) – O incêndio na terra indígena Arariboia, no Maranhão, foi controlado nesta quarta-feira (28/10) por brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Ibama (Prevfogo). Cerca de 300 pessoas participam da Operação Awá, iniciada em 24 de setembro.

    De acordo com o chefe do Prevfogo, Gabriel Zacharias, 90% dos focos foram extintos e 10% estão cercados, sob controle. Com o apoio de 60 índios de três etnias, os brigadistas conseguiram impedir o avanço das chamas na direção das tribos Awá-Guajá, que vivem em isolamento voluntário na floresta. A área afetada é de 220 mil hectares, cerca de metade da reserva, mas a parte mais preservada da Arariboia não foi atingida.

    “Essa foi a maior operação de combate ao fogo já feita em terras indígenas. Vamos permanecer na região para monitorar a situação e ajudar na construção de casas que foram destruídas”, disse Zacharias. A operação mobilizou seis helicópteros (três do Ibama, um do estado do Pará, outro do Maranhão e um da Vale), além de dois aviões do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O governo do Chile enviou ao Brasil 20 mil litros de retardante, produto usado em lançamentos aéreos que ajuda a atrasar a evaporação da água.

    Madeireiros são apontados pelo diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, como responsáveis pelo início do incêndio. Em 16/10, uma equipe de fiscalização do Ibama foi atacada a tiros por criminosos que roubavam madeira da terra indígena no município de Arame (MA). O agente ambiental federal Roberto Cabral, que coordenava a operação, foi baleado no braço direito. A tentativa de homicídio é investigada pela Polícia Federal (PF). "A fiscalização será mantida para evitar que madeireiros deem início a um novo incêndio criminoso", disse Evaristo.

    Cerca de 12 mil índios da etnia Guajajara e 80 da Awá-Guajá vivem na Arariboia, que tem 413 mil hectares. De acordo com o coordenador do Prevfogo, o trabalho Brigada Indígena conjunto com indígenas permitiu um combate mais eficaz e integrado. O Ibama contratou 60 índios de três etnias para reforçar a operação.

    O chefe do Prevfogo alerta que ainda há risco, porque as condições climáticas e de vegetação são propícias a novos incêndios. “Com a baixa umidade e as altas temperaturas, vamos manter o alerta na área para evitar novos focos de calor e continuar com as brigadas e o trabalho de prevenção.”

    A Operação Awá tem o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai), do ICMBio, do Exército, da Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai), do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (26/09/2016) – O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama controlou neste domingo (25/09) incêndio que destruiu 310 mil hectares (cerca de 15 %)

    do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. O combate às chamas teve a participação de 105 pessoas, incluindo 25 índios do Xingu e 10 da Terra Indígena Xerente, do Tocantins, além de brigadistas de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Rondônia e Rio de Janeiro.

     O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou nota na manhã desta segunda-feira (26/09) em que ressalta a contratação pelo Prevfogo de 834 brigadistas, que estão atuando em 50 brigadas distribuídas por 18 estados. "Solidarizo-me com os produtores rurais e com os indígenas da área do Parque do Xingu, em Mato Grosso, que sofreram com o grande incêndio que assolou o local e foi controlado neste domingo. Determinei providências imediatas para o controle da situação e medidas preventivas para que novos incêndios desta proporção não venham a ocorrer”, disse o ministro. Segundo ele, as estratégias de prevenção serão intensificadas em 2017.

    Inicialmente planejada para evitar grandes incêndios florestais durante o período do Kuarup, ritual celebrado pelas etnias do Alto Xingu, a operação do Prevfogo precisou ser prorrogada para combater as diversas frentes de fogo que se formaram em outros locais da terra indígena. Chuvas abaixo da média histórica contribuíram para agravar a situação.

    “O Prevfogo reforçou a prevenção aos incêndios, principalmente em florestas nativas, como as do Parque do Xingu, que estão fragilizadas pelos efeitos de uma seca mais intensa neste ano”, disse o chefe do Prevfogo, Gabriel Zacharias. Em razão da estiagem prolongada, o fogo se propagou com muita intensidade em áreas onde normalmente a umidade da vegetação impediria o avanço das chamas.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Belo Horizonte (03/09/2015) – Sete pessoas foram presas em ação conjunta do Ibama com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no município de São João das Missões, em Minas Gerais, sob acusação de corte irregular de madeira da espécie Aroeira, na Terra Indígena Xakriabá.

    Na operação, foram apreendidas 400 peças de madeira, que serão entregues aos índios para cercamento de áreas e construção de moradias e currais. Também foram apreendidas duas motosserras e uma espingarda. Os acusados foram levados para o quartel da Polícia Militar de Meio Ambiente de Manga, norte de Minas, de onde seguiram para a carceragem da Polícia Civil.

    A extração de madeira em Xakriabá é fiscalizada pelo Ibama com apoio do ICMBio, da Fundação Nacional do Índio (Funai), de indígenas locais e das polícias Federal e Militar. Fiscalização Ibama Os sete foram autuados (auto de infração Ibama N° 9815/E, de 24/08/2015) e terão que pagar multa no valor de R$ 11.015,00 por extrair madeira em Área de Preservação Permanente (APP). Os autos, que apontam crime ambiental (Lei 9.605/08), formação de quadrilha (Lei 12.850/2013), reduzir alguém a condição análoga à de escravo (Código Penal) e porte de arma de fogo (Estatuto do Desarmamento), serão encaminhados à Procuradoria da República no Município de Montes Claros (MG).

    O Ibama e o ICMBio continuarão monitorando a terra indígena e a APP Peruaçu com o apoio da população local. A Delegacia de Polícia Federal em Montes Claros (MG) conduz inquéritos para apontar lideranças não indígenas da região como os responsáveis pelos crimes.

    Valdo Elias Veloso
    Ascom Ibama/MG

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