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  • Brasília (08/12/2015) – Setecentos e dez animais foram resgatados durante operação realizada no interior da Bahia pelo Ministério Público do Estado, com apoio do Ibama, da Polícia Federal e do Conselho Regional de Medicina Veterinária, entre outros órgãos. Cinco pessoas foram detidas pelos fiscais, que apreenderam 16 armas e 405 quilos de agrotóxicos.

    Entre os animais resgatados havia 76 filhotes de papagaio, seis de tucano e três veados. Durante a operação, realizada no fim de novembro em 18 municípios, 149 fornos de carvão foram destruídos. As multas totalizaram R$ 584 mil.

    Uma fazenda no município de Cocos (BA) usada como depósito de animais foi desativada. Cerca de 90 aves foram encontradas em um viveiro improvisado. "Muitos estavam machucados e subnutridos. Esses animais precisarão ficar pelo menos seis meses no Centro de Triagem para reabilitação até poderem voltar para a natureza”, disse o servidor do Ibama Ariosvaldo Antunes da Luz, que chefiou a operação.

    O dono da fazenda foi acusado de pagar crianças da região para retirar filhotes de aves dos ninhos. O Ministério Público pediu à Justiça a prisão preventiva do proprietário e o agravamento da multa por maus tratos. Dos 710 animais, 260 foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista (BA). Os outros foram soltos.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Campo Grande (02/07/2015) – A fiscalização do Ibama identificou casos de empresas que utilizavam créditos fictícios para fraudar a comprovação de origem e transportar madeira ilegal.

    Dois estabelecimentos de Mato Grosso do Sul foram autuados, o que resultou em mais de R$ 500 mil em multas.

    O combate pela regularização de madeira ilegal visa principalmente desarticular desmatamentos ilegais no Pantanal, na Mata Atlântica e no Cerrado. Além disso, reduz a entrada ilegal de produto florestal do Paraguai, objeto de competência federal através do Sistema de Comércio Exterior.

    A investigação do Ibama monitorou os créditos recebidos por algumas empresas. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e consultas ao Registro de Passagem da Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso (Sefaz/MT), foi possível confirmar que os veículos citados pelos empreendimentos no Sistema DOF não passaram pelos postos da PRF na BR-163, que liga Mato Grosso a Mato Grosso do Sul.

    A origem do produto era de empresas localizadas em Alta Floresta, Marcelândia e Santa Carmem, em Mato Grosso. Com base nessas informações, foi realizada a ação no mês de junho em duas empresas localizadas em Dourados e Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, onde foi confirmada a fraude no sistema. Em um dos casos, não havia sequer madeira no pátio e, no outro, somente eucaliptos. Os empreendimentos foram autuados por vender 1.208 metros cúbicos de madeira sem origem e por inserir informações falsas no sistema.

    A ação realizada foi uma intensificação dos trabalhos de investigação do fluxo de créditos fictícios entre empresas. Em agosto de 2014, já havia sido realizada a operação de fiscalização “Malha Verde”, entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na ocasião, foram autuadas nos dois estados 28 empresas por fraudes no Sistema DOF e aplicados mais de R$ 2 milhões em multas.

    Ascom/Ibama

    Foto: Ibama

  • Brasília (09/12/2016) - Com o objetivo de tornar mais rápido o combate aos incêndios florestais no país, o Governo Federal instituiu por decreto no último dia 25/11 o Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman) , composto pelo Ibama e diversos outros órgãos federais.

    Coordenado pelo Ibama, o Ciman irá monitorar queimadas e incêndios, compartilhando as informações e buscando soluções conjuntas nas ações de combate. Para isso, terá autonomia para decisões quanto ao início, desenvolvimento e encerramento das ações.“Tivemos avanços a partir de 2010, com a participação cada vez mais efetiva das instituições, que perceberam a importância da resposta rápida e de forma integrada aos incêndios florestais”, destacou o chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, Gabriel Zacarias.

    Em 2016, o rápido acesso a áreas atingidas pelo fogo sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional do Índio  (Funai) só foi possível em razão da cooperação desses órgãos. As operações também tiveram apoio fundamental do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável pelo monitoramento das áreas queimadas e pelos boletins meteorológicos diários.

    De acordo com o decreto, é competência do Ciman buscar soluções conjuntas para o combate aos incêndios florestais e disponibilizar as informações à sociedade por meio do site Ciman Virtual, que é atualizado diariamente e possui informações de áreas queimadas, fotos e mapas, entre outros recursos.

    As reuniões do Ciman ocorrem anualmente no período de estiagem (agosto a outubro), presencialmente e por videoconferência. Além do Ibama, participam Ministério do Meio Ambiente (MMA), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Exército, Marinha e Aeronáutica. Outros órgãos e entidades, públicas ou privadas, poderão ser convidados a participar das reuniões.

    Mais informações:
    Ciman Virtual
    Decreto Nº 8.914, publicado no Diário Oficial da União (DOU)

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Cuiabá (20/08/2015) – O Ibama realizou na região de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, mais uma etapa da Operação Malha Verde, que desarticulou um esquema criminoso de comercialização de créditos e guias florestais. A ação teve apoio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

    Segundo a investigação, a fraude começou há quatro anos e permitiu que fossem colocados no mercado mais de 60 mil metros cúbicos de madeira de origem ilegal. A organização criminosa funcionava em um escritório instalado na FZ Indústria e Comércio e Exploração de Madeiras LTDA. No mesmo local, também era movimentada outra empresa de fachada, a Isaac Batista de Brito Comércio de Madeira M. E. 

    Uma pessoa foi presa em flagrante quando finalizava a impressão de três guias florestais falsas que seriam utilizadas para esquentar um carregamento de madeira serrada procedente do município de Nova Monte Verde. A carga teria como destino três municípios paulistas. Na ocasião, foram apreendidos computadores, aproximadamente R$ 10 mil em dinheiro, talões de cheque e documentos que confirmam o funcionamento do esquema.

    Entre os investigados estão o prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra de Araújo, e integrantes da diretoria do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso (Simenorte).

    Com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram apreendidos ainda três caminhões com carregamentos de madeira serrada de origem ilegal, totalizando 83,3 metros cúbicos. Os veículos foram interceptados na BR-163 e estavam com guias florestais falsas. Outros carregamentos ainda estão sendo rastreados.

    Foram bloqueados 24 empreendimentos diretamente envolvidos nas atividades ilegais. A medida possibilitou o bloqueio de mais de 100 mil metros cúbicos de madeira Operação Malha Verdeque, possivelmente, seriam utilizados no esquema criminoso, o que equivale a aproximadamente três mil caminhões carregados de madeira. Uma placa de identificação de uma madeireira envolvida foi encontrada fixada em uma residência e outra em um lava-jato. A maior parte das transações entre os envolvidos ocorria virtualmente. Os investigados são acusados de crimes ambientais, formação de organização criminosa e falsidade ideológica, entre outras irregularidades. O Ibama/MT continuará as análises para apuração das infrações administrativas.

    “O Núcleo de Inteligência do Ibama está trabalhando intensamente para desarticular e interromper esses esquemas ilegais no setor madeireiro, que causam muitos prejuízos, tanto econômicos quanto ambientais, para o estado e para a sociedade”, disse o superintendente do Ibama no Mato Grosso, Marcus Keynes. “Essa concorrência desleal prejudica também os esforços para que o setor madeireiro trabalhe de forma sustentável.”

    Assessoria de Comunicação do Ibama/MT
    Fotos: Nuint/Ibama/MT

  • São Paulo (04/07/2016) – A fiscalização do Ibama em São Paulo realizou, no último dia 23/06, vistoria em pátio de três empresas transportadoras, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O objetivo foi verificar se a frota de caminhões está usando corretamente o Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32) e o sistema de controle de emissões veiculares.

    Denúncias anônimas indicavam que alguns veículos estavam descumprindo as normas ambientais.

     No momento da operação havia 17 caminhões no pátio. Todos foram vistoriados e os proprietários terão que apresentar um laudo ao Ibama comprovando que não estão fraudando o sistema. Em um dos veículos, o percentual de Arla 32 estava abaixo do nível aceitável e a empresa foi multada. Imediatamente foi realizada a limpeza do tanque e a troca do líquido adulterado. Os agentes também encontraram um emulador escondido (dispositivo que engana o sistema de controle do nível de emissões poluentes).

    O Arla 32 é uma solução usada para controlar a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx) no gás de escapamento dos veículos com motores a diesel. Desde 2012, seu uso é obrigatório junto com o Sistema de Redução Catalisadora (SCR). Isso permite que os limites de emissão de poluentes, estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), sejam cumpridos.

    A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) lançou em junho deste ano a Cartilha de Conscientização Pública do Uso do Arla 32. O material foi produzido a partir de solicitação do Ibama para informar sobre a importância da utilização adequada do sistema no controle de emissões poluentes.

    O Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) do Ibama é responsável por executar as políticas estabelecidas pelo Conama. Os limites de emissão veiculares estão disponíveis para consulta no site do Instituto.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (02/05/2016) - Agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgataram 870 animais silvestres na região de Euclides da Cunha, a 323 km de Salvador. A operação Azul Cobalto, realizada entre os dias 21 e 29 de abril, teve como objetivo inibir o tráfico e a caça predatória de animais silvestres, apreender instrumentos utilizados nas atividades ilegais e promover ações de educação ambiental. Os animais serão avaliados por especialistas antes de voltar à natureza.

    Um filhote de arara-azul-de-lear estava ferido por arma de fogo. O animal foi encaminhado para recuperação no Centro de Manejo de Fauna da Caatinga, em Petrolina (PE). Essa espécie de psitacídeo, endêmica na região do Raso da Catarina, é a mais ameaçada de extinção no país. Um dos motivos é seu alto valor comercial. O coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, destaca que, com a destruição do Licuri (pequeno coco que serve de alimento para a arara), o animal procura plantações de milho onde acaba sendo alvo de agricultores armados.

    Em 2015, o Ibama resgatou mais de 20 mil animais silvestres. Os estados com maior número de apreensões são Ceará (4.698), Bahia (3.511) e Rio Grande do Norte (2.077). “A captura ocorre de forma rotineira e vários animais são vendidos ou mantidos em condições de maus-tratos. É uma ameaça à biodiversidade brasileira. A população precisa se conscientizar de que prender passarinho é crime ambiental”, diz o coordenador.

    Denúncias podem ser encaminhadas ao Ibama por meio da Linha Verde: 0800 61 8080. O sigilo é garantido.

    Pescado ilegal no Pará

    No Pará, o Ibama apreendeu 90 quilos de pescado ilegal no terminal de passageiros da Companhia Docas do Pará (CDP), em navio proveniente de Macapá. O pescado seria comercializado em Belém e foi doado para o Mesa Brasil – programa de segurança alimentar e nutricional do Serviço Social do Comércio (Sesc). Tanto a empresa proprietária do navio quanto o comprador do pescado foram autuados em R$ 63 mil.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    (61) 3316-1015
    Foto: PRF

  • Brasília (18/08/2015) – A queimada que atingiu 6.517 hectares do Parque Nacional dos Campos Amazônicos e 7.783 hectares da Terra Indígena Tenharim-Marmelos, nos municípios de Machadinho d'Oeste (RO), Humaitá (AM) e Manicoré (AM), foi controlada nesta segunda-feira (17) pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama.

    A ação durou cinco dias. Foram mobilizados 40 brigadistas e um helicóptero para apagar o incêndio, na maior operação da temporada. A queimada atingiu 0,67% da unidade de conservação e 1,56% da Terra Indígena. “A área permanece sob observação, pois há alto índice de risco devido à secura e ao acúmulo de combustíveis florestais”, disse o chefe do Prevfogo, Rodrigo Falleiro.

    O Prevfogo é um centro especializado do Ibama que foi criado em 1989 e atua em todo o território nacional com ações de prevenção e combate a incêndios florestais. Em 2015, estão mobilizados 1413 brigadistas para controlar as queimadas no país. O órgão realiza campanhas educativas, capacitação de produtores rurais, treinamento de brigadistas, monitoramento do fogo e condução de pesquisas.

    Preparativos

    As atividades do Centro Integrado de Cooperação Operacional (Ciman)começaram na última terça-feira (11). “A expectativa é que será um ano difícil por causa dos indícios de intensificação do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico”, disse o chefe do Prevfogo. O El Niño altera os padrões de chuva e intensifica a seca em algumas regiões do Brasil. Desde o início do ano já foram registrados 36.821 focos de calor, um aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

    O Ciman reúne instituições que atuam no combate a incêndios florestais em nível federal para monitorar a situação durante o período crítico, compartilhar informações, definir prioridades, coordenar grandes operações e avaliar os resultados. Participam do Ciman: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Agência Brasileira de Informação (Abin), Exército, Força Nacional de Segurança e Corpo de Bombeiros do Distrito Federal e de Goiás.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Foto: Prevfogo/Ibama

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