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  • Brasília (17/08/2016) - O Ibama desarticulou esquema criminoso para extração, transporte e comercialização de madeira ilegal na região norte de Mato Grosso. Na ação, foram aprendidos aproximadamente 350 metros cúbicos de ipê já serrado (cerca de 18 caminhões carregados), avaliados em R$ 1,7 milhão. O produto teria como destino o mercado internacional, principalmente Bélgica, Estados Unidos e França.

    A partir de uma madeireira fantasma com sede no município de Tabaporã, a quadrilha fraudava dados no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso, para obter créditos florestais que eram usados para simular origem legal para a madeira explorada irregularmente na região. Dessa forma, o grupo garantia o transporte e a comercialização do produto.

    Parte da madeira, cerca de 40 metros cúbicos, foi apreendida quando era transportada por um caminhão que foi interceptado com o apoio da Polícia Rodoviária Federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O restante foi apreendido no momento em que era carregado em contêineres para exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná.

    Em dois anos e meio, estima-se que tenham sido vendidos 16 mil metros cúbicos de madeira ilegal em tora, esquentados por 656 guias florestais falsas emitidas pela empresa fantasma. Além dos crimes contra o meio ambiente, há indícios de irregularidades tributárias que serão denunciadas ao Ministério Público Federal.

    A desarticulação do esquema criminoso faz parte da Operação Sinapse, realizada pelo Ibama para combater a exploração, o transporte e a comercialização de madeira ilegal no país por meio da identificação e neutralização de fraudes praticadas nos sistemas oficiais de controle florestal, que permitem o monitoramento da cadeia produtiva desde a solicitação de corte ou manejo até o consumo do produto final.

    Os sistemas federal e estadual apontam que no ano passado foram comercializados três milhões de metros cúbicos de toras de madeira nativa no Mato Grosso.

    Principal alvo das quadrilhas, o ipê é a madeira brasileira mais procurada no exterior e a que atinge maior valor: US$ 2 mil o metro cúbico. A maior parte dos estoques de ipê fica em áreas protegidas, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    (61) 3316-1015
    Foto: Ibama

  • Campo Grande (02/07/2015) – A fiscalização do Ibama identificou casos de empresas que utilizavam créditos fictícios para fraudar a comprovação de origem e transportar madeira ilegal.

    Dois estabelecimentos de Mato Grosso do Sul foram autuados, o que resultou em mais de R$ 500 mil em multas.

    O combate pela regularização de madeira ilegal visa principalmente desarticular desmatamentos ilegais no Pantanal, na Mata Atlântica e no Cerrado. Além disso, reduz a entrada ilegal de produto florestal do Paraguai, objeto de competência federal através do Sistema de Comércio Exterior.

    A investigação do Ibama monitorou os créditos recebidos por algumas empresas. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e consultas ao Registro de Passagem da Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso (Sefaz/MT), foi possível confirmar que os veículos citados pelos empreendimentos no Sistema DOF não passaram pelos postos da PRF na BR-163, que liga Mato Grosso a Mato Grosso do Sul.

    A origem do produto era de empresas localizadas em Alta Floresta, Marcelândia e Santa Carmem, em Mato Grosso. Com base nessas informações, foi realizada a ação no mês de junho em duas empresas localizadas em Dourados e Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, onde foi confirmada a fraude no sistema. Em um dos casos, não havia sequer madeira no pátio e, no outro, somente eucaliptos. Os empreendimentos foram autuados por vender 1.208 metros cúbicos de madeira sem origem e por inserir informações falsas no sistema.

    A ação realizada foi uma intensificação dos trabalhos de investigação do fluxo de créditos fictícios entre empresas. Em agosto de 2014, já havia sido realizada a operação de fiscalização “Malha Verde”, entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na ocasião, foram autuadas nos dois estados 28 empresas por fraudes no Sistema DOF e aplicados mais de R$ 2 milhões em multas.

    Ascom/Ibama

    Foto: Ibama

  • Cuiabá (20/08/2015) – O Ibama realizou na região de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, mais uma etapa da Operação Malha Verde, que desarticulou um esquema criminoso de comercialização de créditos e guias florestais. A ação teve apoio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) e da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

    Segundo a investigação, a fraude começou há quatro anos e permitiu que fossem colocados no mercado mais de 60 mil metros cúbicos de madeira de origem ilegal. A organização criminosa funcionava em um escritório instalado na FZ Indústria e Comércio e Exploração de Madeiras LTDA. No mesmo local, também era movimentada outra empresa de fachada, a Isaac Batista de Brito Comércio de Madeira M. E. 

    Uma pessoa foi presa em flagrante quando finalizava a impressão de três guias florestais falsas que seriam utilizadas para esquentar um carregamento de madeira serrada procedente do município de Nova Monte Verde. A carga teria como destino três municípios paulistas. Na ocasião, foram apreendidos computadores, aproximadamente R$ 10 mil em dinheiro, talões de cheque e documentos que confirmam o funcionamento do esquema.

    Entre os investigados estão o prefeito de Alta Floresta, Asiel Bezerra de Araújo, e integrantes da diretoria do Sindicato dos Madeireiros do Extremo Norte de Mato Grosso (Simenorte).

    Com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foram apreendidos ainda três caminhões com carregamentos de madeira serrada de origem ilegal, totalizando 83,3 metros cúbicos. Os veículos foram interceptados na BR-163 e estavam com guias florestais falsas. Outros carregamentos ainda estão sendo rastreados.

    Foram bloqueados 24 empreendimentos diretamente envolvidos nas atividades ilegais. A medida possibilitou o bloqueio de mais de 100 mil metros cúbicos de madeira Operação Malha Verdeque, possivelmente, seriam utilizados no esquema criminoso, o que equivale a aproximadamente três mil caminhões carregados de madeira. Uma placa de identificação de uma madeireira envolvida foi encontrada fixada em uma residência e outra em um lava-jato. A maior parte das transações entre os envolvidos ocorria virtualmente. Os investigados são acusados de crimes ambientais, formação de organização criminosa e falsidade ideológica, entre outras irregularidades. O Ibama/MT continuará as análises para apuração das infrações administrativas.

    “O Núcleo de Inteligência do Ibama está trabalhando intensamente para desarticular e interromper esses esquemas ilegais no setor madeireiro, que causam muitos prejuízos, tanto econômicos quanto ambientais, para o estado e para a sociedade”, disse o superintendente do Ibama no Mato Grosso, Marcus Keynes. “Essa concorrência desleal prejudica também os esforços para que o setor madeireiro trabalhe de forma sustentável.”

    Assessoria de Comunicação do Ibama/MT
    Fotos: Nuint/Ibama/MT

  • Brasília (23/07/2019) - O Ibama interrompeu extração ilegal de madeira em estágio inicial em Unidades de Conservação (UCs) na divisa do Amazonas com Mato Grosso. Foram apreendidos quatro tratores, uma serraria móvel, uma motocicleta e cerca de 100 metros cúbicos de madeira em tora.

    O maquinário, avaliado em R$ 500 mil, foi depositado temporariamente em base da Fundação Nacional do Índio (Funai) e posteriormente destinado a prefeituras dos municípios mato-grossenses de Cotriguaçu, Colniza e Alta Floresta.

    Agentes ambientais identificaram ramais abertos para escoamento da madeira. As vias cortam a Reserva Extrativista (Resex) Guariba Roosevelt, em Colniza (MT); e a Resex do Guariba e o Parque Estadual Guariba, ambos em Novo Aripuanã (AM).

    Ao perceber que os equipamentos usados na exploração florestal haviam sido localizados, os responsáveis pela atividade se apresentaram como proprietários dos bens. Eles foram autuados pela abertura de ramais na floresta e por extração de madeira em área não permitida. As multas totalizam R$ 360 mil.

    Reservas Extrativistas são áreas protegidas usadas por populações tradicionais. Nesses locais, a extração de madeira para fins comerciais só é permitida em situações especiais, quando realizada de forma sustentável e com o objetivo de complementar outras atividades desenvolvidas na reserva.

    O Parque Estadual do Guariba é uma Unidade de Conservação de proteção integral onde é permitido apenas o uso indireto dos recursos naturais em atividades de recreação, turismo ecológico, pesquisa científica e educação ambiental. Dois acampamentos usados pelos madeireiros foram identificados no interior do parque.

    Além das sanções administrativas (multas e apreensões) aplicadas, os infratores responderão pelas atividades ilegais em âmbito criminal.

    A fiscalização na região será intensificada para reprimir violações à legislação ambiental e práticas como evasão fiscal e trabalho análogo à escravidão.

     

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    061 3316 1015

     

     

     

  • Brasília (19/08/2016) – O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama está em campo com duas grandes operações para conter a expansão do fogo em áreas protegidas: a Kuarup, iniciada em 01/08, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, e a Awá II, que teve início em 08/08, na Terra Indígena (TI) Arariboia, no Maranhão. Até o momento, os incêndios já queimaram 76 mil hectares de vegetação.

    No Parque Indígena do Xingu (MT), cerca de 35 mil hectares já foram atingidos por 6 frentes de fogo, que somam 62 quilômetros de extensão. Participam do combate nesta área 46 brigadistas do Prevfogo, da Brigada Especializada de Brasília e das Brigadas Indígenas de Mato Grosso. Os combates se concentram nas frentes Leonardo e Kurisevo, com o auxílio de barcos e veículos terrestres. Um helicóptero e um caminhão Rodofogo, com mais 15 brigadistas do DF e do Tocantins, devem reforçar a equipe nesta semana.

    Inicialmente planejada para evitar a ocorrência de grandes incêndios florestais durante o Kuarup, ritual celebrado pelas etnias do Alto Xingu, a operação tem exigido uma mobilização ainda maior para evitar um desastre durante os festejos.

    Na Terra Indígena Arariboia (MA) o fogo já atingiu mais de 41 mil hectares, aproximadamente 10% da TI. A principal preocupação é proteger as áreas de floresta onde vivem os Awá-Guajá, índios em total isolamento que dependem da floresta preservada para a sua sobrevivência. Ao todo, 62 brigadistas participam do combate, incluindo indígenas Guajajara e Kanela, e integrantes das brigadas especializadas do DF e do Ceará. A equipe utiliza cinco veículos com tração nas quatro rodas e um helicóptero para combater as frentes de fogo.

    Segundo o coordenador nacional do Prevfogo, Gabriel Zacharias, a maioria das frentes de fogo já está controlada. Apenas uma permanece em combate e as demais, em monitoramento. “Queremos evitar o ocorrido em 2015, quando mais de 50% desta área indígena foi atingida pelo fogo”, disse Zacharias.

    As chuvas que atingiram parte das regiões norte e centro-oeste nos últimos dias não chegaram aos incêndios e a tendência é que a massa de ar seco volte a se formar no centro do país, mantendo a umidade baixa até o final de setembro.

    O Prevfogo monitora diariamente os incêndios florestais em todo o país por meio do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman), com a participação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Centro Nacional de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

    Mais informações:

    Ciman Virtual

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    (61) 3316-1015

  • Brasília (26/09/2016) – O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama controlou neste domingo (25/09) incêndio que destruiu 310 mil hectares (cerca de 15 %)

    do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. O combate às chamas teve a participação de 105 pessoas, incluindo 25 índios do Xingu e 10 da Terra Indígena Xerente, do Tocantins, além de brigadistas de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Rondônia e Rio de Janeiro.

     O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou nota na manhã desta segunda-feira (26/09) em que ressalta a contratação pelo Prevfogo de 834 brigadistas, que estão atuando em 50 brigadas distribuídas por 18 estados. "Solidarizo-me com os produtores rurais e com os indígenas da área do Parque do Xingu, em Mato Grosso, que sofreram com o grande incêndio que assolou o local e foi controlado neste domingo. Determinei providências imediatas para o controle da situação e medidas preventivas para que novos incêndios desta proporção não venham a ocorrer”, disse o ministro. Segundo ele, as estratégias de prevenção serão intensificadas em 2017.

    Inicialmente planejada para evitar grandes incêndios florestais durante o período do Kuarup, ritual celebrado pelas etnias do Alto Xingu, a operação do Prevfogo precisou ser prorrogada para combater as diversas frentes de fogo que se formaram em outros locais da terra indígena. Chuvas abaixo da média histórica contribuíram para agravar a situação.

    “O Prevfogo reforçou a prevenção aos incêndios, principalmente em florestas nativas, como as do Parque do Xingu, que estão fragilizadas pelos efeitos de uma seca mais intensa neste ano”, disse o chefe do Prevfogo, Gabriel Zacharias. Em razão da estiagem prolongada, o fogo se propagou com muita intensidade em áreas onde normalmente a umidade da vegetação impediria o avanço das chamas.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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