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  • Brasília (22/09/2016) – Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam aumento de 40% nos focos de queimadas e incêndios florestais no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015. Até 21 de setembro foram identificados 120.896 focos.

    O Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estão fiscalizando queimadas criminosas e orientando produtores rurais sobre as melhores práticas de preparo da terra. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) alerta para o alto risco de queimadas e incêndios florestais de setembro a novembro. Nesse período, considerado crítico pelos especialistas, as áreas mais suscetíveis ao fogo podem ser ampliadas em razão da estiagem no sul da Amazônia e nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Um solo com baixa concentração de água faz com que a vegetação fique cada vez mais seca e morra, se transformando em combustível para as chamas.

    O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama contratou, a partir de junho, 834 brigadistas, que estão atuando em 51 brigadas distribuídas por 18 estados, sobretudo no noroeste do país, fronteira do Cerrado com a Amazônia, no chamado arco do desmatamento. Os brigadistas recebem capacitação, assistência técnica, salários, benefícios, equipamentos de combate e proteção individual, além de veículos 4x4.

    Já o ICMBio contratou, no fim de junho, 1.152 brigadistas. Eles foram treinados e distribuídos entre 72 Unidades de Conservação (UCs) federais, a maioria localizada em áreas de maior risco de fogo.

    El Niño

    A estiagem prolongada dos últimos dois anos, provocada pelo El Niño, fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico, deixou a vegetação mais suscetível a incêndios. “Mais de 90% dos incêndios têm ação humana”, destaca o chefe do Prevfogo, Gabriel Zacharias. “Temos o caso do produtor que faz uma queimada no fundo do quintal e perde o controle do fogo, provocando incêndio gigantesco. E existem os incêndios dolosos, em áreas de conflito ou em florestas que serão transformadas em pasto.”

    O Prevfogo atua na prevenção e no combate aos incêndios florestais em todo o território nacional, o que inclui campanhas educativas, treinamento e capacitação de produtores rurais e brigadistas, monitoramento e pesquisa. Neste ano, já foram contabilizados 1.350 combates a incêndios florestais; 332 campanhas de educação ambiental, atingindo de forma direta 7.012 pessoas; 9.356 mudas para recuperação de áreas degradadas; 686,1 quilômetros de aceiros; 1.179,42 hectares de queimadas controladas e 53 mil hectares de queimadas prescritas (preventivas).

    O Ibama apoia preferencialmente ações de combate ao fogo nas UCs, em terras indígenas, assentamentos da reforma agrária e territórios quilombolas, que, somados, representam 15% da área total do país. O ICMBio atua no combate a incêndios florestais no interior e entorno das unidades de conservação.

    “Contratamos brigadas e estamos mantendo a situação sob controle. O nível de queimadas não aumentou como previsto para este mês”, disse o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. “Já sabemos os meses e as áreas mais propícias a queimadas. Então, tenho a certeza de que com essas ações vamos diminuir bastante o número de queimadas”, disse o ministro, que no início de agosto lançou em cadeia nacional a campanha “Fogo no mato, prejuízo de fato”.

    Mais informações:

    Estatísticas do Inpe sobre queimadas
    Ciman Virtual

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: Prevfogo/Ibama

  • Brasília (19/08/2016) – O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama está em campo com duas grandes operações para conter a expansão do fogo em áreas protegidas: a Kuarup, iniciada em 01/08, no Parque Indígena do Xingu, em Mato Grosso, e a Awá II, que teve início em 08/08, na Terra Indígena (TI) Arariboia, no Maranhão. Até o momento, os incêndios já queimaram 76 mil hectares de vegetação.

    No Parque Indígena do Xingu (MT), cerca de 35 mil hectares já foram atingidos por 6 frentes de fogo, que somam 62 quilômetros de extensão. Participam do combate nesta área 46 brigadistas do Prevfogo, da Brigada Especializada de Brasília e das Brigadas Indígenas de Mato Grosso. Os combates se concentram nas frentes Leonardo e Kurisevo, com o auxílio de barcos e veículos terrestres. Um helicóptero e um caminhão Rodofogo, com mais 15 brigadistas do DF e do Tocantins, devem reforçar a equipe nesta semana.

    Inicialmente planejada para evitar a ocorrência de grandes incêndios florestais durante o Kuarup, ritual celebrado pelas etnias do Alto Xingu, a operação tem exigido uma mobilização ainda maior para evitar um desastre durante os festejos.

    Na Terra Indígena Arariboia (MA) o fogo já atingiu mais de 41 mil hectares, aproximadamente 10% da TI. A principal preocupação é proteger as áreas de floresta onde vivem os Awá-Guajá, índios em total isolamento que dependem da floresta preservada para a sua sobrevivência. Ao todo, 62 brigadistas participam do combate, incluindo indígenas Guajajara e Kanela, e integrantes das brigadas especializadas do DF e do Ceará. A equipe utiliza cinco veículos com tração nas quatro rodas e um helicóptero para combater as frentes de fogo.

    Segundo o coordenador nacional do Prevfogo, Gabriel Zacharias, a maioria das frentes de fogo já está controlada. Apenas uma permanece em combate e as demais, em monitoramento. “Queremos evitar o ocorrido em 2015, quando mais de 50% desta área indígena foi atingida pelo fogo”, disse Zacharias.

    As chuvas que atingiram parte das regiões norte e centro-oeste nos últimos dias não chegaram aos incêndios e a tendência é que a massa de ar seco volte a se formar no centro do país, mantendo a umidade baixa até o final de setembro.

    O Prevfogo monitora diariamente os incêndios florestais em todo o país por meio do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman), com a participação da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Centro Nacional de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

    Mais informações:

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  • Brasília (07/10/2015) – O Brasil foi escolhido para receber, em maio de 2019, a sétima edição da Conferência Mundial de Incêndios Florestais. O anúncio será feito pelo Ibama na abertura da sexta edição do evento, na Coreia do Sul, a partir de 12 de outubro.

    Maior conferência sobre o tema, a Wildfire reúne os resultados apontados pelas 14 Redes Regionais de Incêndios Florestais das Nações Unidas. O Ibama coordena a Rede Regional Sul Americana, que engloba Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Paraguai, Uruguai, Peru, Uruguai e Venezuela. As redes trabalham para criar diretrizes nacionais e internacionais sobre uso do fogo nos diversos ecossistemas.

    “Vamos mostrar os avanços da nossa legislação, a experiência com o manejo do fogo dentro de terras indígenas e unidades de conservação, além da Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas. Receber a conferência é um reconhecimento importante”, diz o coordenador do Núcleo de Operações e Combate aos Incêndios Florestais, Rodrigo Falleiro, representante do Ibama no encontro.

    Com 13 anos de experiência no centro especializado, Falleiro avalia que a Conferência fortalece os compromissos assumidos internacionalmente para diminuição da emissão de gases de efeito estufa e capacitação de técnicos e pesquisadores brasileiros. A coordenadora do Núcleo de Interagências e Controle de Queimadas, Lara Steil, responsável pela articulação internacional do setor, também participará do Wildfire.

    Prevfogo

    Os dois núcleos pertencem ao Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), responsável pela política de prevenção e combate aos incêndios florestais no país. No momento, o Prevfogo atua com 1.413 brigadistas, dos quais 608 são indígenas. Além de combater incêndios, os índios sensibilizam a comunidade local sobre o uso consciente do fogo. No período de prevenção, os brigadistas produzem mudas para reflorestamento de áreas degradadas - nos últimos quatro anos, cerca de cem mil foram plantadas. Todos os brigadistas indígenas passam por capacitação para trabalhar em campo e recebem salário de R$ 1.600. Para difundir as técnicas de prevenção e combate, foi realizado levantamento prévio nas comunidades envolvidas com o objetivo de rastrear o conhecimento tradicional sobre o uso do fogo.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (26/09/2016) – O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama controlou neste domingo (25/09) incêndio que destruiu 310 mil hectares (cerca de 15 %)

    do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. O combate às chamas teve a participação de 105 pessoas, incluindo 25 índios do Xingu e 10 da Terra Indígena Xerente, do Tocantins, além de brigadistas de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Rondônia e Rio de Janeiro.

     O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, divulgou nota na manhã desta segunda-feira (26/09) em que ressalta a contratação pelo Prevfogo de 834 brigadistas, que estão atuando em 50 brigadas distribuídas por 18 estados. "Solidarizo-me com os produtores rurais e com os indígenas da área do Parque do Xingu, em Mato Grosso, que sofreram com o grande incêndio que assolou o local e foi controlado neste domingo. Determinei providências imediatas para o controle da situação e medidas preventivas para que novos incêndios desta proporção não venham a ocorrer”, disse o ministro. Segundo ele, as estratégias de prevenção serão intensificadas em 2017.

    Inicialmente planejada para evitar grandes incêndios florestais durante o período do Kuarup, ritual celebrado pelas etnias do Alto Xingu, a operação do Prevfogo precisou ser prorrogada para combater as diversas frentes de fogo que se formaram em outros locais da terra indígena. Chuvas abaixo da média histórica contribuíram para agravar a situação.

    “O Prevfogo reforçou a prevenção aos incêndios, principalmente em florestas nativas, como as do Parque do Xingu, que estão fragilizadas pelos efeitos de uma seca mais intensa neste ano”, disse o chefe do Prevfogo, Gabriel Zacharias. Em razão da estiagem prolongada, o fogo se propagou com muita intensidade em áreas onde normalmente a umidade da vegetação impediria o avanço das chamas.

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