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  • Brasília (18/12/2015) - O Ibama, em parceria com a Associação Mata Ciliar, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), devolveu à natureza uma onça-pintada resgatada em julho deste ano de um garimpo em Novo Progresso, no Pará. A irregularidade foi denunciada ao Instituto após a divulgação em redes sociais de uma imagem do animal. O proprietário foi autuado em R$ 5 mil por manter animal silvestre ameaçado de extinção em cativeiro. A onça foi apreendida e encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), da Associação Mata Ciliar, em Jundiaí (SP), após viajar mais de 3 mil km.

    Com idade estimada de 1 ano e 10 meses a 2 anos, o animal foi retirado da natureza ainda filhote e permaneceu por cerca de um ano em uma fazenda. Nos primeiros meses de vida, foi criado solto na propriedade. Ao crescer, passou a ficar preso por uma coleira à noite, segundo relatos do funcionário que o alimentava. Durante o dia, permanecia em liberdade. A onça alimentava-se de presas silvestres que caçava dentro da propriedade e de animais domésticos vivos, oferecidos pelo dono da fazenda. O alto custo para manter a onça já havia levado o proprietário a dizer que pretendia vendê-la.

    No momento da apreensão, o destino final do animal era incerto. A intensa convivência com pessoas tornava necessária observação do seu comportamento. Também era importante avaliar suas habilidades de caça. O felino, porém, se manteve arredio na presença humana durante a permanência de cinco meses no CRAS e abateu todas as presas vivas que lhe foram oferecidas no espaço de reabilitação, uma área isolada de aproximadamente 3 mil m².

    Antes de sua devolução à natureza, também foi necessária a escolha de uma área de soltura adequada, que estivesse próxima do seu local de origem. Para isso, foi analisado o provável raio de ação da espécie. Por segurança, o animal foi solto em reserva com mais de 1,5 milhão de hectares de mata nativa, com comprovada disponibilidade de presas naturais. A localidade é extremamente remota, com possibilidade de acesso apenas por via aérea. A extensão territorial também é suficiente para que o animal não tenha chances de chegar a áreas habitadas durante o período de exploração e escolha do seu território.

    O acesso ao local de soltura só foi possível com o apoio da FAB. A onça, que recebeu o nome de Felipe, está sendo monitorada por um radiocolar com recepção de dados via satélite, equipamento cedido pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos (Cenap), do ICMBio, em parceria com a Associação Mata Ciliar.

    O retorno de grandes carnívoros à natureza é um tema considerado controverso. No Brasil, somente duas iniciativas desse tipo ocorreram até o momento e ainda não existem protocolos que garantam o sucesso do procedimento. A maior limitação é a carência de áreas viáveis para soltura. Animais apreendidos ou resgatados pelos órgãos ambientais costumam vir de áreas sob forte pressão da caça, e frequentemente não podem ser devolvidos à sua população de origem sem alto risco de abate por caçadores ou fazendeiros. Outro fator que frequentemente torna inviável o retorno ao habitat é a convivência prolongada com pessoas, o que pode modificar o comportamento do animal a ponto de comprometer sua capacidade de sobrevivência no meio selvagem. “Sem esse grau de articulação entre instituições públicas e sem essa enorme área de soltura disponibilizada pela Aeronáutica, uma iniciativa com toda essa complexidade não seria viável”, diz o coordenador-geral de Autorização de Uso e Gestão de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama, João Pessoa Moreira Júnior.

    “A formulação de políticas públicas que tornem viável a coexistência de grandes carnívoros e proprietários rurais, assim como a difusão da educação ambiental, são fundamentais para o restabelecimento de espécies ameaçadas de extinção no Brasil, como a onça-pintada”, acrescenta a médica veterinária e agente ambiental federal Christina Whiteman.

    Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas
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  • Rio de Janeiro (30/09/2016) - O Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) apreenderam nesta quinta-feira (29/09) cinco barcos clandestinos e 10 redes de arrasto na Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, na altura da Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. Os envolvidos na pesca sem licença foram autuados em R$ 17,5 mil e serão denunciados ao Ministério Público por crime ambiental.

     Os fiscais surpreenderam os pescadores pela manhã, quando já haviam lançado as redes e realizavam o arrasto em busca de camarão no interior da unidade de conservação. A APA de Guapimirim abriga um dos últimos remanescentes de manguezal da Baía de Guanabara e funciona como berçário para inúmeras espécies marinhas.

    "A APA de Guapimirim mantém a Baía de Guanabara viva em termos ambientais. Ainda existem pescados de importância econômica como o robalo no Rio de Janeiro por causa dessa área protegida", diz o analista ambiental Renato Riebold, que coordenou a fiscalização.

    A pesca com redes de arrasto causa enormes prejuízos ao meio ambiente. Sua prática é proibida em unidades de conservação e em profundidade inferior a cinco metros na Baía de Guanabara, ou seja, em locais perto da costa. Estima-se que para conseguir um quilo de camarão a rede de arrasto revolve o fundo e captura dez quilos de outros organismos vivos, que serão descartados pelo pescador. "Grande parte é de peixes e organismos juvenis que não atingiram a maturidade sexual, uma perda enorme para a natureza", diz o analista do Ibama.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: Vinicius Modesto/Ibama

     

  • Brasília (17/08/2016) - O Ibama desarticulou esquema criminoso para extração, transporte e comercialização de madeira ilegal na região norte de Mato Grosso. Na ação, foram aprendidos aproximadamente 350 metros cúbicos de ipê já serrado (cerca de 18 caminhões carregados), avaliados em R$ 1,7 milhão. O produto teria como destino o mercado internacional, principalmente Bélgica, Estados Unidos e França.

    A partir de uma madeireira fantasma com sede no município de Tabaporã, a quadrilha fraudava dados no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Mato Grosso, para obter créditos florestais que eram usados para simular origem legal para a madeira explorada irregularmente na região. Dessa forma, o grupo garantia o transporte e a comercialização do produto.

    Parte da madeira, cerca de 40 metros cúbicos, foi apreendida quando era transportada por um caminhão que foi interceptado com o apoio da Polícia Rodoviária Federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O restante foi apreendido no momento em que era carregado em contêineres para exportação no Porto de Paranaguá, no Paraná.

    Em dois anos e meio, estima-se que tenham sido vendidos 16 mil metros cúbicos de madeira ilegal em tora, esquentados por 656 guias florestais falsas emitidas pela empresa fantasma. Além dos crimes contra o meio ambiente, há indícios de irregularidades tributárias que serão denunciadas ao Ministério Público Federal.

    A desarticulação do esquema criminoso faz parte da Operação Sinapse, realizada pelo Ibama para combater a exploração, o transporte e a comercialização de madeira ilegal no país por meio da identificação e neutralização de fraudes praticadas nos sistemas oficiais de controle florestal, que permitem o monitoramento da cadeia produtiva desde a solicitação de corte ou manejo até o consumo do produto final.

    Os sistemas federal e estadual apontam que no ano passado foram comercializados três milhões de metros cúbicos de toras de madeira nativa no Mato Grosso.

    Principal alvo das quadrilhas, o ipê é a madeira brasileira mais procurada no exterior e a que atinge maior valor: US$ 2 mil o metro cúbico. A maior parte dos estoques de ipê fica em áreas protegidas, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: Ibama

  • Brasília (08/12/2015) – Setecentos e dez animais foram resgatados durante operação realizada no interior da Bahia pelo Ministério Público do Estado, com apoio do Ibama, da Polícia Federal e do Conselho Regional de Medicina Veterinária, entre outros órgãos. Cinco pessoas foram detidas pelos fiscais, que apreenderam 16 armas e 405 quilos de agrotóxicos.

    Entre os animais resgatados havia 76 filhotes de papagaio, seis de tucano e três veados. Durante a operação, realizada no fim de novembro em 18 municípios, 149 fornos de carvão foram destruídos. As multas totalizaram R$ 584 mil.

    Uma fazenda no município de Cocos (BA) usada como depósito de animais foi desativada. Cerca de 90 aves foram encontradas em um viveiro improvisado. "Muitos estavam machucados e subnutridos. Esses animais precisarão ficar pelo menos seis meses no Centro de Triagem para reabilitação até poderem voltar para a natureza”, disse o servidor do Ibama Ariosvaldo Antunes da Luz, que chefiou a operação.

    O dono da fazenda foi acusado de pagar crianças da região para retirar filhotes de aves dos ninhos. O Ministério Público pediu à Justiça a prisão preventiva do proprietário e o agravamento da multa por maus tratos. Dos 710 animais, 260 foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista (BA). Os outros foram soltos.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (02/10/2015) - Operação do Ibama em parceria com Exército, Funai e Corpo de Bombeiros tenta controlar uma linha de fogo de 82 quilômetros de extensão na Terra Indígena de Araribóia, no interior do Maranhão. O fogo, que começou há 30 dias, ameaça atingir um grupo de 80 índios da etnia Awá que vive isolado na floresta. Outros 12 mil, da etnia Guajajara, também podem ser afetados pelo incêndio.

    Na região, de aproximadamente 400 mil hectares, já foram queimados 82 mil ha, cerca de 20% da reserva. Brigadistas indígenas do Prevfogo/Ibama se deslocaram para a área, em apoio às etnias Guajajara, Awá, Gavião e Xerente do Tocantins. É a primeira vez que indígenas de diferentes etnias se unem para combater incêndios florestais.

    Segundo o coordenador da Operação Awá, Rodrigo de Moraes Falleiro, a falta de acessos terrestres e a vegetação de sub-bosque fechada dificultam muito a abertura das linhas de defesa dentro da mata. Todo o transporte de brigadistas e suprimentos é feito por dois helicópteros do Ibama em clareiras abertas na mata.

    O satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou uma redução nos focos de calor nesta sexta-feira (2). Porém, a previsão do tempo aponta que não há perspectiva de chuva para as próximas semanas, o que pode dificultar o trabalho das brigadas.

    Os índios suspeitam que os incêndios foram causados por madeireiros em represália à tribo que protege a reserva contra o roubo sistemático de madeira.

    Brigadistas indígenas

    O Ibama tem 1413 brigadistas, dos quais 608 são indígenas. De acordo Gabriel Zacharias, chefe do PrevFogo, os índios capacitados aprendem que cada região do país precisa de um manejo especial do fogo. No período de prevenção os brigadistas produzem mudas para reflorestamento de áreas degradas. “Foram plantadas mais de cem mil nos últimos quatro anos”, explica.

    Fotos: Prevfogo/Banco de Imagens do Ibama
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (10/11/2016) – O Ibama participou na última segunda-feira (07/11) do 1º Seminário de Monitoramento Integrado com Radar Orbital 2016, em que foi discutido o uso de tecnologia que permite observar a superfície terrestre através das nuvens em períodos de clima fechado e de chuvas. A iniciativa faz parte do Projeto Amazônia SAR, realizado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), com apoio do Ibama e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

    As informações obtidas pelo radar são enviadas ao Ibama e analisadas pela equipe de geoprocessamento, resultando em monitoramento com dados mais precisos para a fiscalização. O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). "O Projeto Amazônia SAR permite ao Ibama chegar ainda mais rápido aos desmatamentos, principalmente na época de chuva. Esse financiamento veio em momento propício, justamente quando o Ibama aprovou seu projeto de apoio logístico à fiscalização (Profisc)”, disse o diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo.

    Área de vegetação amazônica suprimida. Imagens de satélite.          

    Área de vegetação amazônica suprimida. Imagens de satélite.

    O monitoramento da Amazônia em tempo real realizado pelo Inpe utiliza radar ótico e pode ser prejudicado pela presença de nuvens. O radar orbital do Projeto Amazônia SAR emite pulsos de rádio cujos ecos são recebidos e gravados para gerar imagens SAR. A tecnologia, que será utilizada para monitorar cerca de 950 mil quilômetros quadrados por mês, não depende da luz do sol e tem a vantagem de ultrapassar a barreira de nuvens, permitindo a detecção do desmatamento no período chuvoso, que se estende de outubro a abril. Os alertas emitidos serão utilizados pelo Ibama e pelos órgãos estaduais na fiscalização.

    Participaram do seminário como palestrantes do Ibama os coordenadores-gerais de Fiscalização Ambiental, Jair Schmitt, e de Monitoramento, George Porto, que abordou a metodologia de priorização dos polígonos de desmatamento na Amazônia com base em sua velocidade e persistência, detalhando a leitura das imagens de satélite. Schmitt destacou a importância de novas tecnologias para o combate ao desmatamento. "As medidas repressivas são fundamentais para coibir a prática criminosa do desmatamento e irão auxiliar as ações de fiscalização ambiental", disse Schmitt.

    Mais informações:

    Sipam - Projeto Amazônia SAR
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Fotos: Ascom Censipam

  • Fortaleza (15/12/2015) – Cinco barcos apreendidos por agentes do Ibama em operações contra a pesca ilegal de lagosta no litoral cearense foram doados para o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

    As embarcações, avaliadasem R$ 100 mil, serão utilizadas por jovens de Acaraú, que fica a 235 km de Fortaleza, em aulas práticas de carpintaria naval, construção de barcos e operação e manutenção de motores, disse ocoordenador do curso de Aquicultura do IFCE, Toivi Masih Neto.

    De acordo com o superintendente do Ibama no Ceará, Carlos Alexandre Gomes, os infratores capturavam em média 500 quilos de lagosta a cada 15 dias. Eles usavam métodos proibidos como a caçoeira (rede de arrasto), além de compressores para mergulho."Isso ameaça toda a cadeia produtiva da pesca na região, em especial a pesca artesanal, desempenhada por famílias do Ceará que dependem da manutenção dos estoques pesqueiros em níveis que garantam a exploração sustentável das espécies marinhas", disse Gomes.

    Defeso da Lagosta

    O período de defeso da lagosta começou no último dia 1/12. A pesca e a captura dos crustáceos ‘vermelho’ e ‘cabo-verde’ estão proibidas até 31 de maio de 2016. O defeso foi estabelecido pelo Ibama por meio da Instrução Normativa nº 206, de novembro de 2008.O objetivo é promover a recuperação dos estoques e a preservação das espécies.

    Os infratores estão sujeitos a penalidades previstas na Lei n° 9.605/1998 e no Decreto n° 6.514/2008. Além das duas espécies de lagosta, continua vigorando defeso do caranguejo-guaiamum (Cardisoma guanhumi), da sardinha (Sardinella brasilliensis) e do mexilhão (Perna perna).

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (15/10/2015) - A Polícia Federal (PF) e o Ibama realizaram operação conjunta na manhã desta quinta-feira (15/10) para desarticular organização criminosa que atuava junto ao antigo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA, pasta recém incorporada ao Ministério da Agricultura) e à Superintendência do Ibama em Santa Catarina, causando graves danos ambientais também em outros Estados. Dois servidores do Ibama foram presos sob acusação de integrar o grupo, entre eles o superintendente em Santa Catarina.

    A presidente do Instituto, Marilene Ramos, determinou a exoneração imediata do superintendente, que estava no cargo desde 26 de fevereiro de 2014. Também foi determinada uma correição extraordinária na superintendência, que será coordenada pela Corregedoria do Ibama em Brasília, para rever todos os atos que estão sob suspeita.

    A investigação para apurar a ocorrência de fraudes no ramo do comércio atacadista de pescados, que resultou na Operação Enredados, começou no fim de 2014. A colaboração do Ibama com a Polícia Federal envolveu levantamento de informações de inteligência e operações de fiscalização em embarcações pesqueiras, entrepostos de pesca e no transporte de pescado, entre outras ações.

    Foram constatadas infrações ambientais como pesca de espécies ameaçadas de extinção, pesca em áreas ou períodos proibidos, pesca sem Certificado de Registro e Autorização de Embarcação Pesqueira ou em desacordo com a legislação e comercialização de pescados sem identificação de origem ou provenientes da pesca ilegal. Os principais suspeitos são servidores ligados ao MPA e ao Ibama, além de representantes de sindicatos e proprietários de embarcações.

    A investigação apurou que servidores públicos, armadores de pesca, representantes sindicais e intermediários, mediante atos de corrupção, tráfico de influência e/ou advocacia administrativa, atuavam na concessão ilegal de permissões para a pesca industrial emitidas pelo MPA. Muitas das embarcações licenciadas irregularmente sequer possuíam os requisitos para obter a autorização. Em outros casos, eram colocados empecilhos para embarcações aptas com o objetivo de pressionar os proprietários dos barcos para o pagamento de propina. A organização criminosa chegou a cobrar R$ 100 mil por embarcação para permitir a pesca sem cumprimento dos requisitos legais.

    A Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais da PF compilou dados de inteligência, de autuações aplicadas pelo Ibama e de ações ostensivas de patrulhamento na costa do Rio Grande do Sul. Além das ramificações no MPA e no Ibama, a investigação identificou ilícitos como pesca ilegal e fraudes em documentação para inserir no mercado o pescado sem identificação de origem.

    Foram apreendidas durante a operação espécies ameaçadas de extinção cuja pesca é proibida, como Tubarão Azul, Tubarão Cola-Fina, Tubarão Anjo e Raia Viola. Ao longo da investigação, 1.200 toneladas de pescado capturado de forma ilegal foram apreendidas em abordagens realizadas em diversos pontos da costa brasileira. Dentre as ilegalidades constatadas, algumas ocorreram de forma reiterada, como a desconsideração dos dados do Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (Preps).

    Foram lavrados 50 autos de infração ambiental, totalizando R$ 20 milhões. A identificação e caracterização de grande parte das infrações ambientais ocorreu por meio da análise de dados de embarcações pesqueiras rastreadas. Somente para a safra 2015 da tainha, o valor estimado para a degradação ambiental causada pela concessão de certificados fraudulentos é de R$ 1,43 bilhão.

    “Foi a maior operação de combate à pesca ilegal realizada no país. Esse trabalho é importante não só para a proteção da biodiversidade brasileira, mas também para a sustentabilidade do setor pesqueiro, porque pune quem trabalha ilegalmente e permite que o trabalhador que cumpre a legislação possa competir no mercado”, disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, que participou de entrevista coletiva na sede da PF no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira.

    Cerca de 400 policiais federais e 20 servidores do Ibama participaram da Operação Enredados. Foram expedidos 61 mandados de busca e apreensão, 19 mandados de prisão preventiva e 26 de condução coercitiva nas cidades de Brasília (DF), São Paulo (SP), Angra dos Reis (RJ), Rio Grande (RS), Florianópolis, Laguna, Itajaí, Camboriú, Bombinhas (SC), Natal (RN), Belém e São Félix do Xingu (PA).

    A área ambiental do governo federal está entre as que mais punem servidores por desvio de conduta, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU). Nos últimos dez anos, o Ibama demitiu 184 servidores.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (17/03/2016) – O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (16) proposta do Ibama e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) que aperfeiçoa regras para o transporte e a industrialização de madeira extraída legalmente. A principal novidade é a redução do índice de conversão de toras em madeira serrada (tábuas, pranchas, sarrafo, etc). O Coeficiente de Rendimento Volumétrico (CRV) define o limite de aproveitamento de cada tora. Esta informação serve de base para a emissão do Documento de Origem Florestal (DOF).

    O CRV hoje é de 45%. Ou seja, para cada metro cúbico de tora consumida nas serrarias, o sistema concede 0,45 m³ de madeira serrada na forma de crédito. O rendimento do processo de transformação da tora, porém, não passa de 35% na maioria das indústrias, gerando uma sobra de crédito nos sistemas de controle que movimenta um mercado ilegal estimado em R$ 500 milhões ao ano.

    Para chegar a essa conclusão, o Ibama revisou 60 estudos científicos, que abrangem cerca de 2,5 mil serrarias, em que a média do CRV obtido é de 34,9%. Também foram analisados os estudos e relatórios das Concessões Florestais geridas pelo SFB, que apresentam índice médio de 34,4%.

    A diferença entre o crédito de 45% e o rendimento real obtido nas serrarias torna possível o “esquentamento”, por ano, de 1,3 milhão de metros cúbicos, que correspondem a 30 mil caminhões carregados de toras ou 9 mil hectares de floresta derrubada. Empresas que não conseguem aproveitamento dentro do índice completam a cota com madeira originária de áreas desmatadas ilegalmente, fato comprovado em diversas operações de fiscalização do Ibama, como a “Onda Verde” e a “Gênesis”, que, só em 2015, embargaram 288 serrarias e impediram a exploração ilícita de 410 km² de florestas.

    A solução encontrada pelo Instituto foi propor uma alteração no texto da Resolução Conama 411/2009, que estabelece o CRV adotado no país. O índice que passa a valer é de 35%, com possibilidade de rendimento maior, condicionado à apresentação de estudos que comprovem a eficiência das instalações. “O trabalho da fiscalização vinha nos mostrando que os números das serrarias não refletem a realidade da emissão de autorizações. A resolução vigente ajudou a padronizar os índices, mas chegou o momento de atualizar os sistemas de controle”, disse o diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, Paulo Fontes. “É uma medida de extrema importância para o combate ao desmatamento ilegal”, acrescentou o diretor do SFB, Raimundo Deusdará Filho.

    Foi estabelecido prazo de até 180 dias para que as empresas apresentem estudos de adequação ao novo índice, que entrará em vigência um ano após a publicação da resolução.

    A extração de madeira nativa só é considerada legal quando feita por meio de planos de manejo ou de autorizações previstas no código florestal.

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  • Brasília (02/10/2015) -  A equipe de emergências ambientais do Ibama acompanhou, na última sexta-feira (02/10), verificação de possível contaminação em 15 contêineres que chegaram ao Porto do Rio de Janeiro no navio MSC Krystal. A carga esteve no Porto de Tianjin, na China, em 12 de agosto, quando ocorreu um acidente ambiental em que galpões com 700 toneladas de cianureto de sódio explodiram. O acidente causou pelo menos 173 mortes e gerou graves impactos ambientais para a região.

    As autoridades brasileiras foram alertadas pelo Centro Internacional de Ameaças Aduaneiras, que ressaltou a possibilidade de haver contaminação nos materiais que estiveram no porto chinês durante o período das explosões. Os órgãos públicos brasileiros agiram preventivamente realizando uma inspenção nos contêineres. Fuzileiros navais equipados com roupas especiais constataram que não havia contaminação e a carga seguiu para seu destino final no Brasil.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Foto: Diretoria de Proteção Ambiental/Banco de Imagens do Ibama
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  • Brasília (21/01/2016) - Operação de combate a crimes ambientais realizada pelo Ibama no fim de 2015 utilizou a internet para identificar e punir infratores em 19 estados, totalizando R$ 3 milhões em multas. Os principais alvos foram caçadores e comerciantes não autorizados de fauna silvestre, além de acusados de maus-tratos.

    A Operação #FaunaLegal se apoiou em ações de inteligência com emprego de recursos tecnológicos e sistemas de informação para monitoramento, análise de ilícitos e identificação de infratores. Segundo a coordenadora da operação, Raquel Barreto, denúncias feitas pela Linha Verde do Ibama também ajudaram na seleção de novos alvos.

    Foram emitidos 96 autos de infração. Os estados com os maiores índices de infrações foram São Paulo (27% do total), Rio de Janeiro (14%) e Pará (12%). Cinco criadores autorizados tiveram suas atividades embargadas por atuarem em desacordo com a legislação ambiental.

    Os ilícitos mais comuns foram o comércio irregular de fauna, cativeiro não autorizado, exploração de imagem de animal em situação de abuso ou maus-tratos, caça e captura de animal silvestre. O hábito dos infratores de divulgar imagens de suas atividades pela internet, principalmente no Facebook e no Youtube, foi fundamental para a identificação de crimes contra espécies nativas e exóticas, muitas ameaçadas de extinção.

    Imagem de animal em situação de maus-tratosA comercialização de animais silvestres só é permitida com autorização do órgão ambiental competente e está regulamentada pela Instrução Normativa do Ibama n° 07, de 30 de abril de 2015. Para que o animal seja regular, é necessário que tenha nascido em cativeiro e esteja acompanhado da nota fiscal emitida pelo criador ou comerciante autorizado.

    De acordo com o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental, Jair Schmitt, as ações de monitoramento serão intensificadas ao longo deste ano.

    O Ibama dispõe de dois canais para denúncias: a Linha Verde, pelo telefone 0800-61-8080, e o endereço eletrônico www.ibama.gov.br/denuncias. O anonimato e o sigilo das informações são garantidos.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (03/03/2016) – Na semana do Dia Mundial da Vida Selvagem, o Ibama apreendeu 1.342 armadilhas e redes de neblina em seis Estados, com a aplicação de R$ 286,6 mil em multas.

    De uso restrito por pesquisadores, as redes de neblina são vendidas em lojas e na internet. Com este tipo de armadilha, os traficantes capturam os pássaros com facilidade em quantidade maior. O objetivo da operação Boca de Lobo era reprimir a venda de redes de neblina e outras armadilhas.

    Entre os alvos, foram autuados dois criadores cadastrados no Sispass, o Sistema de Gestão dos Criadores Amadoristas de Passeriformes. Com os infratores foram encontradas redes de neblina. A aquisição de anilhas adulteradas permitiria a inserção das aves no Sispass com aparência de legalidade.

    “As redes de neblina, que sempre foram usadas para fins científicos, têm se disseminado como instrumento do tráfico na captura de animais silvestres. O Ibama vai estender a operação a todos os Estados" disse o coordenador de Operações de Fiscalização, Roberto Cabral. O Ibama também coibiu o comércio de redes pela internet. A venda é proibida pelo Código de Fauna (Lei 5.197/67), em seu artigo 3°. “É proibido o comércio de espécies da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha”, diz o texto legal.

    O Dia Mundial da Vida Selvagem (3/3) foi criado em assembleia da ONU para promover a reflexão sobre a relação do homem com espécies silvestres e a sua conservação. No Brasil, as Listas Nacionais Oficiais de Espécies Ameaçadas de Extinção mostram que 1.173 espécies da fauna e 2.113 da flora correm o risco de desaparecer.

    No período de 2010 a 2014, os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama receberam 261.091 animais. Em média, 52.218 por ano. A maioria, aves (79,3%). Os Cetas são responsáveis por receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e dar destinação aos animais silvestres.

    PássaroDados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) apontam que 475 milhões de animais silvestres morrem, por ano, atropelados nas rodovias do País, cerca de 15 por segundo. Pequenos vertebrados, como sapos, cobras e aves de menor porte aparecem à frente nas estatísticas, somando 90% dos atropelamentos. O restante se divide em animais de médio porte, como macacos e gambás (cerca de 40 milhões), e de grande porte, como antas, lobos e onças, (5 milhões).

    O Ministério do Meio Ambiente publica nesta semana uma série de reportagens relacionadas ao Dia Mundial da Vida Selvagem. Uma delas conta a história dos irmãos Sinvaldo e Sandovaldo, servidores do Ibama no Piauí que usam educação ambiental no combate ao tráfico de animais silvestres. Outra aborda a inauguração de uma trilha para ciclistas no Parque Nacional de Brasília, com duchas especiais para atletas no fim do percurso. Recentemente, uma onça fotografada no local conseguiu cerca de 100 mil visualizações nas redes sociais em apenas dois dias, fato que também foi noticiado pelo MMA.

    Fotos: Banco de Imagens do Ibama
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (05/10/2015) – O Ibama multou 79 empresas por descumprimento de obrigações previstas na legislação ambiental em relação à destinação de óleo lubrificante usado. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as empresas não cumpriram as metas de coleta para os anos de 2013 e 2014. As multas chegaram a R$ 31,4 milhões. A operação ocorreu de 20 de julho a 02 de outubro.

    A legislação estabelece que os produtores e importadores de óleo lubrificante são responsáveis pela coleta do produto usado ou contaminado, além de sua destinação final. O Ibama, em conjunto com a ANP e os órgãos estaduais de meio ambiente, é responsável pela fiscalização do cumprimento das metas de coleta, fixadas pelos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia. Os percentuais  são estabelecidos de acordo com a participação de cada empresa no mercado.

    Uma tonelada de óleo lubrificante usado descartado por dia, no solo ou curso d'água, equivale ao esgoto doméstico de 40 mil pessoas. A queima de 20 litros do produto libera cerca de 20 gramas de metais pesados no ar, e o descarte diretamente no solo pode contaminar o lençol freático e aquíferos, comprometendo a qualidade da água.

    De acordo com Rizza Rocha, responsável pelo Núcleo de Qualidade Ambiental (Nuqua) do Ibama, o rerrefino do óleo contaminado é o processo de reciclagem ambientalmente adequado para a destinação final do produto. “O processo garante a reintegração do óleo usado ao fluxo de produção, após a remoção dos contaminantes”, avalia.

    Segundo Jair Schmitt, coordenador geral de fiscalização do Ibama, a meta geral no Brasil para o recolhimento e destino do óleo lubrificante usado é de 38% de todo o produto produzido e importado. “Gradativamente, essa meta será aumentada”, afirma. O Ibama continuará fiscalizando o cumprimento das metas de coleta de óleos lubrificantes usados e exigindo a comprovação de sua destinação adequada.

    Badaró Ferrari
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Imperatriz (18/10/2015) - Uma equipe de fiscalização do Ibama foi atacada a tiros na tarde desta sexta-feira (16/10) por criminosos que roubavam madeira da Terra Indígena Arariboia, no município de Arame, no Maranhão. O agente ambiental federal Roberto Cabral, que coordenava a operação, foi atingido no braço direito por um tiro de espingarda. O coordenador usava colete à prova de balas. Ele recebeu atendimento médico no município de Imperatriz (MA) e foi liberado.

    A tentativa de homicídio é investigada pela Polícia Federal (PF). A equipe do Ibama sobrevoava o local quando avistou três caminhões e um trator usados para extração ilegal de madeira. Perseguidos pelo grupo de fiscalização, os madeireiros abandonaram os veículos e se esconderam na floresta. Os agentes aterrissaram o helicóptero e se aproximaram do local por terra, quando sofreram o atentado. Houve troca de tiros.

    “Isso comprova que não são trabalhadores. São criminosos que estão roubando madeira e se dispõem a matar para continuar a atividade ilegal. O Estado brasileiro não aceitará isso. A ação do Ibama será intensificada”, disse o coordenador, que passará por novos exames em Brasília.

    A fiscalização vem atuando na Terra Indígena paralelamente à equipe do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Ibama (Prevfogo), que trabalha com 222 pessoas para combater um incêndio que já destruiu cerca de 40% da área de proteção ambiental. Além da extração ilegal, madeireiros são suspeitos de atear fogo na floresta em represália à fiscalização federal. “Sem dúvida há relação entre o incêndio e a atividade madeireira”, disse Cabral.

    O Ibama atua no combate ao incêndio com 123 brigadistas, dos quais 58 são indígenas. Fundação Nacional do Índio (Funai), Exército, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar do Maranhão e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, apoiam a operação.

    Tiago Costa
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (03/09/2015) – A sede do Ibama, em Brasília, recebeu nesta semana uma comitiva da Superintendência de Meio Ambiente (SMA) do Chile, órgão responsável pela fiscalização ambiental no país. Os chilenos conheceram a estrutura e o trabalho realizado pela Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama para incorporar práticas em suas atividades.

    A programação abordou temas como o Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), o Cadastro Técnico Federal, o Sistema Nacional de Gestão de Florestal, o monitoramento aplicado à fiscalização ambiental, a metodologia das operações realizadas pelo Ibama e o julgamento das sanções administrativas.

    A visita técnica integra as atividades desenvolvidas pela Rede Sul-Americana de Fiscalização Ambiental, criada em 2013, da qual o Ibama faz parte. Para o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt, foi uma oportunidade de fortalecer relações institucionais para o controle das infrações ambientais transnacionais.

    Um protocolo de intenções foi assinado estabelecendo uma parceria na execução, organização e coordenação da fiscalização ambiental. “Vocês serão os nossos contatos no Chile para que a gente possa cuidar do meio ambiente no continente”, disse o diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo. O acordo vai reforçar o conhecimento dos profissionais de ambas as instituições e incentivar o intercâmbio de informações e técnicas.

    Participaram da comitiva da SMA o superintendente da instituição, Cristian Franz; o chefe do Departamento de Gestão das Tecnologias da Informação, Sebastián Elgueta; o chefe substituto do Escritório Regional de Valparaíso, Rodrigo Garcia; e o advogado da Divisão de Sanção e Cumprimento, Jorge Alviña. As atividades foram organizadas pela Coordenação Geral de Fiscalização Ambiental do Ibama.

    Leia abaixo a entrevista com o Superintendente do Meio Ambiente do Chile, Cristian Franz:

    Qual o maior desafio da SMA hoje?

    Temos pouco menos de 3 anos de funcionamento, então o desafio principal é procurar a consolidação institucional em termos de pessoal, presença regional em todo o Chile e, sobretudo, treinamento para a nossa equipe. Trabalhamos com pessoas novas, sem experiência prévia em temas ambientais ou de fiscalização, então a relação com o Ibama para nós é fundamental, porque uma instituição como essa, com 26 anos de funcionamento, tem muito a oferecer em termos de experiência, o que nos permite avançar mais rápido em nossa capacitação.

    Com a descentralização das competências antes concentradas na Comissão Nacional de Meio Ambiente do Chile (Conama), que foram repartidas entre instituições com um maior grau de especialização, o que mudou? O sistema de meio ambiente chileno melhorou?

    Definitivamente melhorou. Foi uma modificação necessária por várias razões. Na área de fiscalização, por exemplo, antes da descentralização as multas eram de valor muito baixo, então não tinham o valor dissuasivo pretendido. Com a descentralização, a superintendência ficou armada com um arsenal de sanções muito mais potente. Antes era mais rentável para o empreendedor pagar a multa do que investir em equipamento ou em medidas que lhe permitissem cumprir as normas. Agora o empreendedor pensa duas vezes. O caráter dissuasivo das sanções está funcionando e, no final das contas, está se cumprindo o que buscamos como instituição, que é o respeito à norma. Mais à frente, esperamos que a lei seja cumprida sem que tenha de ser aplicada a multa.

    Dentre as atividades exercidas pelo Ibama, qual vocês observam com maior interesse, do ponto de vista da capacitação de pessoal?

    Como somos uma instituição de fiscalização, certamente é essa a atividade que mais nos interessa. As apresentações que assistimos hoje sobre o trabalho de inteligência definitivamente estão na linha do trabalho que temos de realizar, com a diferença que fiscalizamos basicamente empreendimentos licenciados e padrões. Em nosso país temos, por exemplo, 32 normas relativas a emissões de resíduos, temos também normas de ruído, de uso da água para fins recreativos e consumo humano. Estas também são frentes que devemos fiscalizar. O que não temos é a competência de fiscalizar florestas e sua exploração ilegal, para isso existe uma instituição específica, que se chama CONAF e que, inclusive, tem relações com o Serviço Florestal Brasileiro.

    Qual sua visão para o futuro da Relação Ibama/SMA?

    Estou convencido de que a relação entre as instituições passa pela relação entre as pessoas. Enquanto a minha equipe e os que vierem depois de nós tiverem interesse em manter um vínculo, um contato com o Ibama, isso vai ocorrer. E acho que é do interesse de nossas instituições manter este diálogo. Neste primeiro momento, o benefício dessa relação para a Superintendência de Meio Ambiente do Chile é bem evidente. E, para o Ibama, sem dúvida, há âmbitos em que este relacionamento institucional pode gerar bons resultados. O Chile tem um papel muito importante na Rede Sul-americana de Fiscalização. Eu fui recentemente eleito membro do Conselho Executivo da Rede, e isso é muito importante porque abre para o Brasil e para o Ibama um leque de possibilidades que não se limita a uma relação específica com o Chile, mas com diversos países da Europa, com os Estados Unidos. Há muitas possibilidades a partir deste intercâmbio. Por exemplo, estamos negociando agora um convênio com a ESA  (Agência Espacial Europeia) sobre a utilização de um satélite do Projeto Copernicus, um sistema de teledetecção via radar que possui um nível de resolução altíssimo. Este convênio nos permitirá o uso de imagens do satélite europeu de forma gratuita em nossa fiscalização ambiental, sobretudo no setor pesqueiro. E eu acredito que se nós podemos nos beneficiar de um convênio como este, lançando mão de uma tenologia de ponta, não há nenhuma razão para que o Ibama não possa fazer o mesmo. Eu acredito que estamos cheios de oportunidades mundo afora, e que devemos aproveitá-las em benefício de nossas instituições. Acho que a presidente do Ibama Marilene Ramos tem essa mesma linha de raciocínio, assim como o Jair. Então, acho que a relação entre o Ibama e a SMA tende a beneficiar a todos. Por isso mesmo espero que ela se estenda por muitos anos.

    Qual seria uma meta para a Rede de Fiscalização?

    É algo muito ambicioso, mas eu gostaria de ver os doze países da América do Sul reunidos na Rede. Inclusive Suriname e Guiana Francesa, que são pequenos no contexto da região, porém importantes. Portanto se daqui a dois ou três anos viéssemos a uma reunião em Brasília, com o Brasil ocupando a presidência e, sentados à mesa, tivéssemos os doze países da América do Sul, eu voltaria para casa muito feliz.

    Luiz Flávio Mendes
    Assessoria de Comunicação/Ibama
    Fotos: Hermínio Lacerda e Vinícius Mendonça

  • Campo Grande (02/07/2015) – A fiscalização do Ibama identificou casos de empresas que utilizavam créditos fictícios para fraudar a comprovação de origem e transportar madeira ilegal.

    Dois estabelecimentos de Mato Grosso do Sul foram autuados, o que resultou em mais de R$ 500 mil em multas.

    O combate pela regularização de madeira ilegal visa principalmente desarticular desmatamentos ilegais no Pantanal, na Mata Atlântica e no Cerrado. Além disso, reduz a entrada ilegal de produto florestal do Paraguai, objeto de competência federal através do Sistema de Comércio Exterior.

    A investigação do Ibama monitorou os créditos recebidos por algumas empresas. Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e consultas ao Registro de Passagem da Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso (Sefaz/MT), foi possível confirmar que os veículos citados pelos empreendimentos no Sistema DOF não passaram pelos postos da PRF na BR-163, que liga Mato Grosso a Mato Grosso do Sul.

    A origem do produto era de empresas localizadas em Alta Floresta, Marcelândia e Santa Carmem, em Mato Grosso. Com base nessas informações, foi realizada a ação no mês de junho em duas empresas localizadas em Dourados e Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, onde foi confirmada a fraude no sistema. Em um dos casos, não havia sequer madeira no pátio e, no outro, somente eucaliptos. Os empreendimentos foram autuados por vender 1.208 metros cúbicos de madeira sem origem e por inserir informações falsas no sistema.

    A ação realizada foi uma intensificação dos trabalhos de investigação do fluxo de créditos fictícios entre empresas. Em agosto de 2014, já havia sido realizada a operação de fiscalização “Malha Verde”, entre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. Na ocasião, foram autuadas nos dois estados 28 empresas por fraudes no Sistema DOF e aplicados mais de R$ 2 milhões em multas.

    Ascom/Ibama

    Foto: Ibama

  • Brasília (03/11/2016) - O Ibama e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta quinta-feira (03/11), em cerimônia no Ministério do Meio Ambiente (MMA), contrato para aplicação de R$ 56,3 milhões do Fundo Amazônia em operações de combate ao desmatamento.

    O projeto vai garantir apoio logístico às ações de fiscalização ambiental nos próximos 15 meses. "O contrato do Fundo Amazônia será fundamental para garantir a eficácia da atuação do Ibama. Os helicópteros e veículos são muito importantes na logística de apoio à fiscalização", disse a presidente do Ibama, Suely Araújo.

    As atividades serão concentradas nas regiões que sofrem maior pressão de desmatamento, de acordo com alertas emitidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Estão previstas 133 operações de fiscalização. As ações de monitoramento, controle e fiscalização foram determinantes para redução das taxas de desmatamento da Amazônia Legal de 27,7 mil km² em 2004 para 6,2 mil km² em 2015.

    “Essa assinatura é emblemática”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, referindo-se ao caráter logístico da destinação da verba. “Esses recursos vão servir como uma suplementação para garantirmos mais helicópteros, veículos e pessoas”. Segundo ele, o apoio do Fundo Amazônia auxiliará o Brasil a cumprir os compromissos assumidos no Acordo de Paris, em 2015. “Temos que fazer a transição para a economia de baixo carbono e, para isso, precisamos de recursos. O Brasil é um país em desenvolvimento que tem cumprido suas obrigações, diminuindo as emissões e assumindo compromissos ousados em comparação a outros países”.

    Histórico

    Gerido pelo BNDES, sob a coordenação do MMA, o Fundo Amazônia atua nos três eixos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm): monitoramento e controle ambiental; ordenamento fundiário e territorial; e fomento a atividades produtivas sustentáveis.

    Já foram captadas doações de R$ 2,5 bilhões dos governos da Noruega (maior financiador), da Alemanha (por meio do Banco de Desenvolvimento Alemão - KfW) e da Petrobras para aplicação em projetos de redução do desmatamento e desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal.

    Os doadores estrangeiros sinalizaram a intenção de realizar novos aportes, que somarão mais R$ 2,2 bilhões, e também devem autorizar a extensão do prazo para aplicação dos recursos por mais dez anos, de 2020 para 2030.

    O novo contrato de financiamento firmado com o Ibama compõe a carteira do Fundo que possui atualmente 85 projetos apoiados, no valor total de R$ 1,3 bilhão. Este é o segundo projeto do Ibama, que em 2014 contratou financiamento de R$ 14,7 milhões para o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo).

    Com informações do BNDES e do MMA.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (24/03/2016) – Operação realizada pelo Ibama no município de Ibimirim (PE) resultou na prisão de 14 pessoas por caça ilegal, na apreensão de 16 armas e na aplicação de R$ 313 mil em multas.

    O objetivo foi combater a caça de uma espécie de pomba conhecida como avoante ou arribaçã (Zenaida auriculata). Com os infratores foram encontradas 626 aves abatidas. Os fiscais também apreenderam três veículos, além de outras ferramentas de captura, como badoques.

    PArmas Apreendidasarte dos caçadores estava em um acampamento onde era feito o beneficiamento das aves, com retirada das penas e vísceras. Outros foram abordados durante a caça na caatinga.

    “A caça ocorre com o objetivo comercial e durante a época reprodutiva da espécie. Os caçadores matam os pais, pisoteiam os ovos e abandonam filhotes, que acabam morrendo por inanição”, disse o coordenador de Operações do Ibama, Roberto Cabral.

    As aves foram incineradas. Segundo Cabral, o procedimento se justifica para não estimular o consumo de carne de caça e por questões sanitárias, considerando a forma de abate e o transporte dos animais.

    A avoante é uma ave migratória de dorso pardo, com duas faixas negras nas laterais da cabeça e manchas nas asas. Nesta época do ano, a espécie faz ninhos diretamente no solo da caatinga, em áreas chamadas de pombais, que chegam a ter 12 km² de extensão, com 3 a 4 ninhos por m². Este hábito torna a arribaçã uma presa fácil para caçadores.

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  • Brasília (01/12/2015) – O Ibama realizou, em parceria com órgãos federais e estaduais, operação de fiscalização do uso de agrotóxicos no Rio Grande do Sul. Foram emitidos 20 autos de infração, totalizando R$ 400 mil em multas. Durante a operação, realizada em dez municípios gaúchos, os fiscais encontraram depósitos ilegais e empresas funcionando sem licença. Foram apreendidos 33 mil litros de agrotóxicos.

    A fiscalização abrangeu 23 propriedades agrícolas, 5 estabelecimentos comerciais e 20 empresas de aviação agrícola (34 aeronaves). Entre as irregularidades, a equipe encontrou documentos de controle obrigatórios incompletos ou não preenchidos. No município de Dom Pedrito, onde foi apurado o envenenamento de 402 pássaros, houve obstrução à fiscalização e ameaça de homicídio a servidores federais. Para obter informações que possam subsidiar novos autos de infração, o Ibama realizou 56 notificações.

    “O objetivo do trabalho integrado é dissuadir o uso irregular de agrotóxicos e coibir o seu contrabando. O Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de agrotóxicos e o RS é o quarto estado em utilização e o primeiro em quantidade de uso de venenos por hectare", disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental do Ibama, Jair Schmitt. "Historicamente, está entre os estados com maior número de apreensões de veneno contrabandeado."

    As apreensões de agrotóxicos ilegais, que chegam principalmente do Uruguai e do Paraguai, aumentaram nos últimos anos. Esses produtos podem levar à contaminação de pessoas, da fauna, da flora, do solo e dos recursos hídricos.

    Participaram da operação servidores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEPAM), do Ministério da Agricultura Pecuária e Pássaros Abastecimento (Mapa), do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Estado (MPE-RS), da Polícia Civil(PC-RS) e da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi). O fiscalização nos 10 municípios foi um iniciativa de órgãos da Comissão Permanente de Controle e Fiscalização do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA).

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  • Rio de Janeiro (17/03/2016) - O Ibama apreendeu na noite desta quarta-feira (16/03) quatro barcos pesqueiros carregados com 35 toneladas de pescado ilegal, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. As embarcações foram identificadas pela Operação Mareados por meio do monitoramento via satélite de grandes embarcações, o Preps.

    Elas pescavam na costa do estado em baixa profundidade no período do defeso do camarão (de 01/03 e 31/05), o que é proibido. O pescado apreendido será doado à população com apoio do Governo do Estado no Complexo do Alemão, na zona norte da cidade, e em outras comunidades. Os responsáveis pela pesca predatória foram multados em R$ 540 mil. Cada um em R$ 4 mil por pescar em desacordo com a licença e mais R$ 20 para cada quilo de pescado ilegal encontrado nos barcos. Três mestres de embarcação e um empresário foram levados à delegacia, onde foram ouvidos e liberados.

    Os barcos flagrados pela Operação Mareados tinham licença para pesca em grande profundidade, acima dos 100 metros. Mas estavam lançando redes de arrasto no litoral norte, na altura de Campos, e sul, nas imediações de Angra dos Reis. "A pesca ocorria exatamente na área da costa onde está o camarão, prejudicando ou mesmo impedindo a reprodução da espécie", disse o chefe da Fiscalização do Ibama no Rio de Janeiro, Leonardo Tomás.

    A Operação Mareados é uma ação nacional do serviço de inteligência do Ibama. Depois de identificar pelo Preps as embarcações envolvidas na pesca predatória, os agentes enviam alertas às superintendências do Ibama nos estados, que iniciam o monitoramento dos barcos até concluir a apreensão e a recuperação do pescado capturado ilegalmente.

    O Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras (Preps) monitora por satélite barcos a partir de 15 metros de comprimento ou 50 toneladas de arqueação (capacidade de carga).

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