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  • Brasília (08/12/2015) – Setecentos e dez animais foram resgatados durante operação realizada no interior da Bahia pelo Ministério Público do Estado, com apoio do Ibama, da Polícia Federal e do Conselho Regional de Medicina Veterinária, entre outros órgãos. Cinco pessoas foram detidas pelos fiscais, que apreenderam 16 armas e 405 quilos de agrotóxicos.

    Entre os animais resgatados havia 76 filhotes de papagaio, seis de tucano e três veados. Durante a operação, realizada no fim de novembro em 18 municípios, 149 fornos de carvão foram destruídos. As multas totalizaram R$ 584 mil.

    Uma fazenda no município de Cocos (BA) usada como depósito de animais foi desativada. Cerca de 90 aves foram encontradas em um viveiro improvisado. "Muitos estavam machucados e subnutridos. Esses animais precisarão ficar pelo menos seis meses no Centro de Triagem para reabilitação até poderem voltar para a natureza”, disse o servidor do Ibama Ariosvaldo Antunes da Luz, que chefiou a operação.

    O dono da fazenda foi acusado de pagar crianças da região para retirar filhotes de aves dos ninhos. O Ministério Público pediu à Justiça a prisão preventiva do proprietário e o agravamento da multa por maus tratos. Dos 710 animais, 260 foram levados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista (BA). Os outros foram soltos.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (21/01/2016) - Operação de combate a crimes ambientais realizada pelo Ibama no fim de 2015 utilizou a internet para identificar e punir infratores em 19 estados, totalizando R$ 3 milhões em multas. Os principais alvos foram caçadores e comerciantes não autorizados de fauna silvestre, além de acusados de maus-tratos.

    A Operação #FaunaLegal se apoiou em ações de inteligência com emprego de recursos tecnológicos e sistemas de informação para monitoramento, análise de ilícitos e identificação de infratores. Segundo a coordenadora da operação, Raquel Barreto, denúncias feitas pela Linha Verde do Ibama também ajudaram na seleção de novos alvos.

    Foram emitidos 96 autos de infração. Os estados com os maiores índices de infrações foram São Paulo (27% do total), Rio de Janeiro (14%) e Pará (12%). Cinco criadores autorizados tiveram suas atividades embargadas por atuarem em desacordo com a legislação ambiental.

    Os ilícitos mais comuns foram o comércio irregular de fauna, cativeiro não autorizado, exploração de imagem de animal em situação de abuso ou maus-tratos, caça e captura de animal silvestre. O hábito dos infratores de divulgar imagens de suas atividades pela internet, principalmente no Facebook e no Youtube, foi fundamental para a identificação de crimes contra espécies nativas e exóticas, muitas ameaçadas de extinção.

    Imagem de animal em situação de maus-tratosA comercialização de animais silvestres só é permitida com autorização do órgão ambiental competente e está regulamentada pela Instrução Normativa do Ibama n° 07, de 30 de abril de 2015. Para que o animal seja regular, é necessário que tenha nascido em cativeiro e esteja acompanhado da nota fiscal emitida pelo criador ou comerciante autorizado.

    De acordo com o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental, Jair Schmitt, as ações de monitoramento serão intensificadas ao longo deste ano.

    O Ibama dispõe de dois canais para denúncias: a Linha Verde, pelo telefone 0800-61-8080, e o endereço eletrônico www.ibama.gov.br/denuncias. O anonimato e o sigilo das informações são garantidos.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (03/03/2016) – Na semana do Dia Mundial da Vida Selvagem, o Ibama apreendeu 1.342 armadilhas e redes de neblina em seis Estados, com a aplicação de R$ 286,6 mil em multas.

    De uso restrito por pesquisadores, as redes de neblina são vendidas em lojas e na internet. Com este tipo de armadilha, os traficantes capturam os pássaros com facilidade em quantidade maior. O objetivo da operação Boca de Lobo era reprimir a venda de redes de neblina e outras armadilhas.

    Entre os alvos, foram autuados dois criadores cadastrados no Sispass, o Sistema de Gestão dos Criadores Amadoristas de Passeriformes. Com os infratores foram encontradas redes de neblina. A aquisição de anilhas adulteradas permitiria a inserção das aves no Sispass com aparência de legalidade.

    “As redes de neblina, que sempre foram usadas para fins científicos, têm se disseminado como instrumento do tráfico na captura de animais silvestres. O Ibama vai estender a operação a todos os Estados" disse o coordenador de Operações de Fiscalização, Roberto Cabral. O Ibama também coibiu o comércio de redes pela internet. A venda é proibida pelo Código de Fauna (Lei 5.197/67), em seu artigo 3°. “É proibido o comércio de espécies da fauna silvestre e de produtos e objetos que impliquem na sua caça, perseguição, destruição ou apanha”, diz o texto legal.

    O Dia Mundial da Vida Selvagem (3/3) foi criado em assembleia da ONU para promover a reflexão sobre a relação do homem com espécies silvestres e a sua conservação. No Brasil, as Listas Nacionais Oficiais de Espécies Ameaçadas de Extinção mostram que 1.173 espécies da fauna e 2.113 da flora correm o risco de desaparecer.

    No período de 2010 a 2014, os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama receberam 261.091 animais. Em média, 52.218 por ano. A maioria, aves (79,3%). Os Cetas são responsáveis por receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e dar destinação aos animais silvestres.

    PássaroDados do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) apontam que 475 milhões de animais silvestres morrem, por ano, atropelados nas rodovias do País, cerca de 15 por segundo. Pequenos vertebrados, como sapos, cobras e aves de menor porte aparecem à frente nas estatísticas, somando 90% dos atropelamentos. O restante se divide em animais de médio porte, como macacos e gambás (cerca de 40 milhões), e de grande porte, como antas, lobos e onças, (5 milhões).

    O Ministério do Meio Ambiente publica nesta semana uma série de reportagens relacionadas ao Dia Mundial da Vida Selvagem. Uma delas conta a história dos irmãos Sinvaldo e Sandovaldo, servidores do Ibama no Piauí que usam educação ambiental no combate ao tráfico de animais silvestres. Outra aborda a inauguração de uma trilha para ciclistas no Parque Nacional de Brasília, com duchas especiais para atletas no fim do percurso. Recentemente, uma onça fotografada no local conseguiu cerca de 100 mil visualizações nas redes sociais em apenas dois dias, fato que também foi noticiado pelo MMA.

    Fotos: Banco de Imagens do Ibama
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (24/03/2016) – Operação realizada pelo Ibama no município de Ibimirim (PE) resultou na prisão de 14 pessoas por caça ilegal, na apreensão de 16 armas e na aplicação de R$ 313 mil em multas.

    O objetivo foi combater a caça de uma espécie de pomba conhecida como avoante ou arribaçã (Zenaida auriculata). Com os infratores foram encontradas 626 aves abatidas. Os fiscais também apreenderam três veículos, além de outras ferramentas de captura, como badoques.

    PArmas Apreendidasarte dos caçadores estava em um acampamento onde era feito o beneficiamento das aves, com retirada das penas e vísceras. Outros foram abordados durante a caça na caatinga.

    “A caça ocorre com o objetivo comercial e durante a época reprodutiva da espécie. Os caçadores matam os pais, pisoteiam os ovos e abandonam filhotes, que acabam morrendo por inanição”, disse o coordenador de Operações do Ibama, Roberto Cabral.

    As aves foram incineradas. Segundo Cabral, o procedimento se justifica para não estimular o consumo de carne de caça e por questões sanitárias, considerando a forma de abate e o transporte dos animais.

    A avoante é uma ave migratória de dorso pardo, com duas faixas negras nas laterais da cabeça e manchas nas asas. Nesta época do ano, a espécie faz ninhos diretamente no solo da caatinga, em áreas chamadas de pombais, que chegam a ter 12 km² de extensão, com 3 a 4 ninhos por m². Este hábito torna a arribaçã uma presa fácil para caçadores.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Salvador (28/10/2015) – O Ibama apreendeu 97 pássaros silvestres, 15 espingardas de caça, cartuchos de munição e uma pata de veado mateiro durante a Operação Sispass no sudoeste da Bahia. As ações foram realizadas em outubro e resultaram em 12 autos de infração no valor total de R$ 62.500,00.

    Todas as armas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil do Município de Boa Nova para destruição. Os pássaros resgatados serão reabilitados pelo Centro de Operação SispassTriagem de Animais Silvestres (Cetas) de Vitória da Conquista. A operação teve apoio de policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Sudoeste) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

    “A ação tinha o objetivo de fiscalizar os plantéis dos criadores amadores com movimentações suspeitas no Sispass, principalmente espécies como o canário-da-terra e o trinca-ferro, que são os mais procurados pelos caçadores”, destacou a chefe do Escritório Regional do Ibama em Vitória da Conquista, Ana Cacilda Reis.

    Carlos Garcia
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (18/03/2016) – Operação realizada em Pernambuco para combater a coleta, o comércio e o transporte ilegais do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) durante o período reprodutivo resultou na apreensão de 10,4 mil caranguejos e gauiamuns vivos e na autuação de 22 pessoas. Já no Maranhão, a fiscalização do Ibama apreendeu uma embarcação, 4,5 mil caranguejos vivos, 30 abatidos, 160 kg de carne de caranguejo beneficiada e 30 kg de lagosta.

    A Operação Uçá, realizada simultaneamente em Recife e outros municípios do litoral norte e sul do estado, identificou, somente na Praia de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho, cerca de 5 mil animais transportados de forma ilegal. A equipe do Ibama também fiscalizou o mercado da capital, ponto de distribuição para toda a região metropolitana. Foram apreendidos 10,4 mil caranguejos e guaiamuns vivos, um veículo e três pássaros silvestres, encontrados em cativeiro ilegal. Os fiscais autuaram 22 pessoas, totalizando R$ 26,4 mil em multas. Um dos envolvidos foi levado para a Delegacia de Porto de Galinhas. Agentes do Ibama realizaram a soltura dos crustáceos em manguezais do Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca e Goiana.

    Operação semelhante realizada no Maranhão, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), fiscalizou os portos do Bacanga, Portinho, Tribuzzi, Mojó, Mocajituba e Timbuba, além de 50 estabelecimentos comerciais na região metropolitana. Foram aplicadas multas de R$ 700 a R$ 100 mil, com o acréscimo de R$ 20 por kg do produto irregular.

    Durante o defeso do caranguejo-uçá, as atividades de captura, manutenção em cativeiro, conservação, beneficiamento, industrialização e comercialização só podem ser realizadas com a apresentação da declaração de estoque. O documento deve ser entregue na Sema ou no Ibama até o último dia útil que antecede cada período de defeso, conforme calendário abaixo:

    1º período:
    Atividades restritas de 10 a 15 de janeiro e de 24 a 29 de janeiro.
    2º período:
    Atividades restritas de 9 a 14 de fevereiro e de 23 a 28 de fevereiro.
    3º período:
    Atividades restritas de 09 a 14 de março e de 24 a 29 de março.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (19/11/2015) – O Ibama e o ICMBio realizam desde o início da semana ações de emergência para proteção da fauna na região afetada pela catástrofe ambiental provocada pelo rompimento de barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG). Além de avaliar os danos ambientais ao longo do Rio Doce, as equipes atuam para reduzir os impactos no estuário, em Regência (ES).

    Uma das ações preventivas em andamento é a transferência de ninhos de tartarugas marinhas para áreas que não deverão ser atingidas diretamente pela onda de rejeitos de mineração. O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar/ICMBio) faz o monitoramento das praias onde as tartarugas marinhas desovam e já removeu 33 ninhos das praias capixabas.

    Barreiras de contenção foram colocadas nesta quarta-feira (18) para evitar ou atenuar o possível avanço da lama para áreas de desova. As ações no cordão arenoso da barra do Rio Doce seguem para manter permanentemente abertos os canais escavados que conduzirão a lama diretamente para a praia.

    O impacto à biodiversidade neste momento está concentrado nos peixes. O avanço da lama provavelmente está provocando a fuga dos peixes de superfície rio abaixo. Mas os peixes de fundo – como cascudos e bagres – não acompanham este movimento. Ibama e ICMBio definiram que será feita a captura de matrizes e a proteção dos tributários (rios de menor porte que desaguam em outros maiores).

    A captura e o transporte de matrizes de espécies ameaçadas será realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental (CEPTA/ICMBio) com o objetivo de constituir uma poupança genética desta biodiversidade de peixes e iniciar de um processo de reprodução em cativeiro para viabilizar o repovoamento de trechos do rio.

    Técnicos iniciaram a busca e o mapeamento dos rios que estão servindo de refúgio aos peixes de superfície em toda a extensão do Rio Doce, entre a cidade de Mariana e a foz em Regência (ES). A previsão para conclusão deste trabalho é 11 de dezembro e incluirá as recomendações de exclusão de pesca na região.

    Também será realizada coleta e análise de material para verificar o impacto sobre os peixes em suas diversas fases de vida. Após esta etapa, será preparada uma avaliação geral sobre o estado de conservação da biodiversidade do rio e as recomendações para um plano de ações de conservação e recuperação da fauna do Rio Doce.

    O diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama, Paulo Fontes, e o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino, realizam vistorias técnicas nos dois estados desde domingo (15).

    Alerta

    Em razão de notícias sobre iniciativas de resgate e transporte de peixes do Rio Doce para lagoas marginais no Espírito Santo, o Ibama e a Sociedade Brasileira de Ictiologia (SBI) alertam que é preciso cuidado para que o problema não seja aprofundado por ações precipitadas, ainda que bem intencionadas.Transferência de ovas

    Os peixes de rio e os peixes das lagoas têm comportamentos e necessidades ambientais diversas, assim como são diferentes as características de cada um desses ambientes. As lagoas são alguns dos poucos ambientes que podem estar razoavelmente protegidos desta catástrofe, e podem ser fundamentais na tentativa de recuperação do Rio Doce no futuro. A transferência indiscriminada de peixes do rio para as lagoas pode gerar os seguintes problemas potenciais:

    - Altíssimos índices de mortalidade dos peixes trazidos do Rio Doce, pelas dificuldades técnicas no transporte ou pela não adaptação aos ambientes das lagoas marginais;

    - Predação maciça de peixes jovens em desenvolvimento em lagoas que tenham papel de berçário;

    - Transferência indiscriminada de espécies exóticas invasoras presentes no Rio Doce, como o bagre africano e o Tucunaré;

    - Concorrência intensa com os peixes residentes das lagoas, por comida e refúgios;

    - Alterações químicas decorrentes de possíveis contaminantes que podem já ter chegado aos pontos mais baixos do Rio Doce;

    - Mortandade em massa pelo esgotamento de oxigênio na água em razão da superlotação das lagoas.

    O Ibama atua em conjunto com o ICMBio e outros órgãos no resgate da fauna afetada desde antes da chegada da lama de rejeitos ao Espírito Santo. O objetivo é resgatar matrizes de espécies ameaçadas de extinção, endêmicas do Rio Doce ou de maior importância socioeconômica.

    Elas são alojadas em tanques de aquicultura e outras estruturas capazes de conter os animais para futura reintrodução. Foi uma iniciativa realizada com a urgência requerida pela situação e o apoio voluntário de pesquisadores e especialistas.

    Assessorias de Comunicação do Ibama, do ICMBio e do MMA
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  • Brasília (02/05/2016) - Agentes do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgataram 870 animais silvestres na região de Euclides da Cunha, a 323 km de Salvador. A operação Azul Cobalto, realizada entre os dias 21 e 29 de abril, teve como objetivo inibir o tráfico e a caça predatória de animais silvestres, apreender instrumentos utilizados nas atividades ilegais e promover ações de educação ambiental. Os animais serão avaliados por especialistas antes de voltar à natureza.

    Um filhote de arara-azul-de-lear estava ferido por arma de fogo. O animal foi encaminhado para recuperação no Centro de Manejo de Fauna da Caatinga, em Petrolina (PE). Essa espécie de psitacídeo, endêmica na região do Raso da Catarina, é a mais ameaçada de extinção no país. Um dos motivos é seu alto valor comercial. O coordenador de Operações de Fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, destaca que, com a destruição do Licuri (pequeno coco que serve de alimento para a arara), o animal procura plantações de milho onde acaba sendo alvo de agricultores armados.

    Em 2015, o Ibama resgatou mais de 20 mil animais silvestres. Os estados com maior número de apreensões são Ceará (4.698), Bahia (3.511) e Rio Grande do Norte (2.077). “A captura ocorre de forma rotineira e vários animais são vendidos ou mantidos em condições de maus-tratos. É uma ameaça à biodiversidade brasileira. A população precisa se conscientizar de que prender passarinho é crime ambiental”, diz o coordenador.

    Denúncias podem ser encaminhadas ao Ibama por meio da Linha Verde: 0800 61 8080. O sigilo é garantido.

    Pescado ilegal no Pará

    No Pará, o Ibama apreendeu 90 quilos de pescado ilegal no terminal de passageiros da Companhia Docas do Pará (CDP), em navio proveniente de Macapá. O pescado seria comercializado em Belém e foi doado para o Mesa Brasil – programa de segurança alimentar e nutricional do Serviço Social do Comércio (Sesc). Tanto a empresa proprietária do navio quanto o comprador do pescado foram autuados em R$ 63 mil.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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    Foto: PRF

  • Manaus (07/11/2016) – O Ibama aplicou mais de R$ 1,3 milhão em multas durante ação de fiscalização de crimes contra a fauna no Amazonas. A Operação Teia foi realizada com o objetivo de identificar e punir a utilização ilegal de animais silvestres em publicações nas redes sociais e em anúncios publicitários para vendas de pacotes turísticos. Seis empresas de turismo e a organizadora do concurso Miss Brasil Be Emotion foram autuadas.

    No total, foram aplicados 22 autos de infração para ilícitos identificados pelo núcleo de inteligência do Ibama, além de duas multas durante ação de fiscalização no Lago Janauari, ponto turístico do município de Iranduba (AM). O Instituto já havia recebido denúncias de utilização ilegal de animais silvestres em atividades realizadas no local.

    Uma equipe do Ibama, em conjunto com o Batalhão de Policiamento Ambiental do Amazonas, se infiltrou em um pacote turístico no Lago Janauari e conseguiu flagrar um cativeiro com seis animais silvestres. Duas sucuris, uma jibóia e dois jacarés foram resgatados e devolvidos à natureza. Um filhote de bicho-preguiça foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama para reabilitação.

    “Essas atividades desrespeitam a legislação ambiental. Os animais são capturados na natureza e mantidos em cativeiro ilegalmente, onde sofrem maus tratos para serem expostos aos turistas”, disse o coordenador da operação, Geandro Pantoja. A pena nestes casos varia de seis meses a um ano de detenção, além de multa por animal mantido ilegalmente, no valor de R$ 500 até R$ 5 mil, quando a espécie está ameaçada de extinção.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • Brasília (08/04/2016) – O Ibama recebeu no último dia 23/03 o Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza, na categoria Melhor Exemplo em Fauna, pelo Projeto Pirarucu, que realiza o manejo da espécie Arapaima gigas desde 2000 no estado do Amazonas.

    Com o apoio de institutos de pesquisa, órgãos municipais, estaduais, federais e populações ribeirinhas, o Ibama autoriza e monitora o manejo do pirarucu no Amazonas, iniciativa fundamental para manter o equilíbrio ecológico, assegurar a recuperação do estoque da espécie e promover o desenvolvimento econômico das comunidades ribeirinhas. Só na Reserva Mamirauá é verificado um aumento médio anual de 25% na população do peixe. A renda resultante da pesca também cresce, em média, 29% ao ano.

    Nos anos 60, a Igreja Católica, já preocupada com a pesca indiscriminada, iniciou um trabalho de base com as comunidades ribeirinhas, mostrando a importância da conservação da espécie. Atualmente o pirarucu está na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) e, desde 1996, sua captura está proibida no Amazonas. A pesca só é autorizada por meio de manejo em Unidades de Conservação (UC), áreas de Acordo de Pesca e Terras Indígenas (TI). Como resultado, a produção de pirarucu passou de 75 toneladas em 2001 para 1.300 toneladas em 2013.

    Criado em 2010, o Prêmio Hugo Werneck está em sua sexta edição. Sob o tema  “Pelas águas do Planeta – da Caixa D'Àgua do Brasil à Terra das Cataratas”, foram selecionados 78 projetos de 13 estados brasileiros. A solenidade de premiação foi realizada em 23 de março, em Belo Horizonte. O Ibama foi representado pelo superintendente em MG, Marcelo Belisário. A estatueta recebida pelo Instituto será entregue aos servidores do Núcleo de Fauna da Superintendência no Amazonas, responsáveis pelo projeto.

    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Foto: Jucier Lima
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  • Rio de Janeiro (14/01/2016) - O Ibama embargou na manhã desta quinta-feira (14/01) o acesso de visitantes ao Zoológico do Rio de Janeiro. O instituto aplicou multa diária de R$ 1 mil contra a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, à qual a Fundação Rio Zoo está subordinada, até que o órgão realize a adequação ambiental do parque. Em outubro de 2015, a prefeitura do Rio já havia sido autuada em R$ 1 milhão por não cumprir notificação do Ibama.

    De acordo com a norma que regulamenta o setor, os zoológicos devem cumprir funções sociais, educacionais, científicas e de conservação das espécies animais que justifiquem a sua existência. Apesar de ter sido pioneiro na reprodução de espécies ameaçadas de extinção, como as ararajubas, o Zoológico do Rio não tem hoje condições de receber outros animais e de atender adequadamente o público, aponta parecer do Ibama.

    "Na situação em que se encontra, o Zoológico do Rio não cumpre mais seu papel de educação ambiental e não promove o ensinamento do respeito aos animais, importante valor social a ser repassado às futuras gerações. A visitação ao parque não é mais uma experiência positiva para as crianças e a população em geral", disse o chefe do Núcleo de Fiscalização do Ibama no Rio de Janeiro, Vinícius Modesto de Oliveira.

    O embargo não significa o fechamento definitivo do zoológico. A Fundação Rio Zoo deverá continuar realizando a gestão adequada do plantel até que as irregularidades sejam corrigidas. Isso inclui manter os animais com alimentação adequada, em recintos limpos e enriquecidos ambientalmente, que favoreçam a manifestação do comportamento característico de cada espécie.

    A multa diária é a segunda sanção aplicada pelo Ibama à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Em outubro de 2015, ela foi autuada em R$ 1 milhão por não cumprir uma notificação que determinava o início das obras de reforma no zoológico até agosto do ano passado. Outra notificação foi emitida em 17 de novembro de 2015, com novo prazo para a realização das obras de adequação ambiental, que expirou em 24 de dezembro.

    O Ibama aponta irregularidades no Zoológico do Rio desde 2012. A Fundação Rio Zoo tem sido notificada a se adequar, principalmente em relação à densidade populacional nas instalações, e a realizar obras estruturais urgentes, além de corrigir a ambientação inadequada.

    Para que a aplicação diária de multa seja suspensa, a Fundação Rio Zoo deve regularizar as pendências apontadas em parecer do Núcleo de Controle e Fiscalização do Ibama/RJ. Entre elas, reformas estruturais nos setores extras, no viveirão das aves, no corredor de fauna, no setor de reprodução e nos pontos de fuga; melhorias no enriquecimento ambiental; instalação de travas de segurança e telas de proteção; ajuste das distâncias regulamentares do guarda-corpo e do posicionamento do público visitante; e adequação da praça de alimentação em local afastado dos recintos dos animais.

    As medidas impostas à Secretaria Municipal de Meio Ambiente têm o objetivo de promover o bem-estar dos animais e garantir a segurança de visitantes e funcionários do zoo.

    Assessoria de Comunicação do Ibama

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  • São Paulo (22/01/2016) - O irlandês Jeffrey Paul Lendrun, preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) em outubro de 2015 sob acusação de tráfico internacional de uma espécie rara de falcão, foi condenado pela Justiça Federal a 4 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. De acordo com a decisão, Lendrun ainda deverá pagar multa no valor de R$ 42.552,00. Ele foi detido quando tentava embarcar com quatro ovos de falcão peregrino (Falco peregrinus) em uma chocadeira na bagagem de mão.

    O falcão consta na lista de espécies ameaçadas da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), da qual o Brasil é signatário.

    Análise constatou que três dos quatro ovos transportados pelo irlandês estavam com embrião formado. Nos volumes despachados pelo traficante também foram encontradas duas incubadoras e equipamentos de alpinismo (cordas, mosquetão, cinto e capacete) que teriam sido usados para acessar ninhos de falcão em bordas de desfiladeiros. Os objetos apreendidos contribuíram para a condenação ao indicar a prática de caça profissional.

    O irlandês poderá recorrer da decisão em liberdade, mas deverá pagar uma fiança e ficará com o passaporte retido na Justiça, portanto impedido de deixar o país. Além disso, deverá comparecer a cada dois meses à 2ª Vara Federal de Guarulhos para comprovar endereço e atividade.

    Lendrun foi preso em flagrante no dia 21 de outubro no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. Na ocasião, foi autuado pelo Ibama em R$ 40 mil. A operação foi realizada pela Unidade Avançada do instituto em Guarulhos, em parceria com a Agência Ambiental do Chile e com o apoio da Polícia Federal. O irlandês partiu de Santiago do Chile e seguia em conexão internacional para o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele já havia sido condenado pela mesma infração no Zimbabwe, em 1984; no Canadá, em 2002; e na Inglaterra, em 2010, segundo informações da BBC.

    “O Ibama tem intensificado a fiscalização ambiental em portos, aeroportos e fronteiras para combater o tráfico de animais silvestres e outras infrações ambientais. Essa prisão é resultado do empenho da equipe da Unidade Avançada do Ibama em Guarulhos”, disse o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental, Jair Schimitt. Segundo ele, além da condenação na Justiça, o traficante também sofrerá sanções impostas pelo Ibama.

    O falcão peregrino é uma ave de rapina diurna de porte médio que alcança velocidades superiores a 320 km/h, sendo considerado um dos animais mais rápidos do mundo. A espécie é frequentemente criada e treinada para a caça. Esta prática, conhecida como falcoaria, vem sendo estudada e utilizada em diversas aplicações, como reabilitação de aves de rapina, educação ambiental e controle de fauna, principalmente em indústrias e aeroportos.

    Foto: Servicio Agrícola Y Ganadero/Governo do Chile
    Assessoria de Comunicação do Ibama
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  • São Paulo (12/11/2015) – O Ibama repatriou quatro ovos de falcão apreendidos com o irlandês Jeffrey Lendrum, em outubro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Os ovos estavam sob supervisão veterinária no Centro de Recuperação de Animais Silvestres do Parque Ecológico do Tietê, com autorização do Ibama.

    A devolução ao Chile foi realizada nesta sexta-feira (13) em voo que partiu de São Paulo. A ação teve apoio da Association for Falconry and the Conservation of Birds of Prey (IAF) e foi coordenada pelos órgãos ambientais do Brasil e do Chile com o objetivo de reintroduzir a espécie em seu habitat e promover sua conservação.

    O falcão peregrino é considerado ameaçado de extinção e está incluído no Anexo I da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites). A soltura na natureza só pode ser feita após o nascimento, que deve acontecer em local sob supervisão técnica especializada e que permita o contato parental com aves de rapina, para que não haja o chamado imprinting com seres humanos.

    Imprinting é um fenômeno comportamental que ocorre em geral com os filhotes e é especialmente significativo em aves de rapina. Eles aprendem por meio da observação do comportamento dos pais e por associação. Nesta etapa, as aves não devem associar seres humanos à obtenção de alimento, pois isso pode dificultar o desenvolvimento de comportamentos naturais necessários à soltura.

    O irlandês foi preso em flagrante em 22 de outubro no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos/SP, sob acusação de tráfico internacional de ovos de espécie rara de falcão. Jeffrey também portava incubadoras e equipamentos de escalada supostamente utilizados para acessar ninhos da espécie. A operação foi realizada pelo Ibama em parceria com a Agência Ambiental do Chile e com o apoio da Polícia Federal. Autuado em R$ 40 mil, o infrator responderá por transportar ovos da fauna silvestre sem autorização dos órgãos ambientais. Ele partiu de Santiago do Chile e pretendia utilizar o Brasil como conexão internacional para o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Lendrum já foi condenado pela mesma infração no Zimbabwe, em 1984; no Canadá, em 2002; e na Inglaterra, em 2010, segundo informações da BBC News.

    Verbena Fé
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    (61) 3316-1015

  • São Paulo (23/10/2015) – Um irlandês foi preso em flagrante nesta quinta-feira (22/10) no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos/SP, sob acusação de tráfico internacional de ovos de uma espécie rara de falcão. A operação foi realizada pelo Ibama em parceria com a Agência Ambiental do Chile e a Polícia Federal. Ele foi autuado em R$ 40 mil e responderá por crime ambiental por transportar ovos da fauna silvestre sem autorização dos órgãos ambientais competentes.

    O irlandês foi flagrado com quatro ovos da espécie Falco Peregrinus, que estavam dentro de uma chocadeira na bagagem de mão. Ovoscopia confirmou que três tinham embrião formado. Nos dois volumes despachados, foram encontradas duas incubadoras e equipamentos de alpinismo (cordas, mosquetão, cinto e capacete) que teriam sido usados para acessar ninhos de falcão em bordas ingrimes de desfiladeiros.

    O infrator partiu de Santiago do Chile e tinha como destino o aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Lá, onde a falcoaria é muito praticada, os ovos têm mercado Operação Ibama Cumbica clandestino valorizado. O acusado, que passou mal na carceragem do aeroporto e foi internado, será apresentado à Justiça Federal. Em 2010, ele já havia cumprido dez meses de prisão na Inglaterra por transportar 14 ovos de falcão com valor estimado de até 70 mil libras cada.

    A operação foi resultado de articulação entre autoridades da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites) no Brasil e no Chile. “A parceria do Ibama com a Agência Ambiental do Chile fortalece cada vez mais a integração do continente na defesa do meio ambiente”, disse o chefe da Unidade do Ibama no Aeroporto de Guarulhos, Daniel Visciano, destacando o trabalho no aeroporto internacional de São Paulo.

    Verbena Fé
    Assessoria de Comunicação do Ibama
    Fotos: UA Ibama/Guarulhos
    (61) 3316-1015

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