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Estatpesca

Treinamento de coletores do Estatpesca

 

O programa ESTATPESCA no Estado do Espírito Santo, foi implantado em virtude de uma  parceria com a SEAP/PR, a qual foi criada para atender uma necessidade do Setor Pesqueiro, na perspectiva de desenvolver o fomento da atividade pesqueira, através de uma política de incentivo ao Setor mantendo o compromisso com a sustentabilidade ambiental.

O trabalho do ESTATPESCA é desenvolvido nacionalmente, porém foi implantado no Estado em 2005, inicialmente com a realização de um Censo do Setor Pesqueiro, o qual teve por finalidade traçar um perfil do Setor Pesqueiro Capixaba, o qual servisse de subsídio para o Monitoramento Pesqueiro.

O  ESTATPESCA é uma metodologia de Monitoramento Amostral das embarcações, das Artes de Pesca, e do que é pescado no Estado, registrando todas as informações dos desembarques. Cada município conta com pelo menos um coletor de dados que levanta as informações  para fomentar um banco de dados estadual, o qual será adicionado ao banco de dados nacional. Um dos principais objetivos do ESTATPESCA é determinar a produção pesqueira local, e também fornecer subsídios ao Ordenamento Pesqueiro.

Atualmente são monitoradas e cadastradas aproximadamente 99 espécies na costa marítima do estado. O peixe mais produzido no estado segundo o ESTATPESCA é o dourado, superando o Atum que é o mais pescado na maioria dos meses do ano.  O peixe mais consumido pelos capixabas tradicionalmente era o Peroá, o qual atualmente apresenta um volume de produção bastante reduzido. O último levantamento de dados da produção pesqueira estadual  feito em 2007,  contabilizou um total de 19.500 toneladas de pescado em todo o estado.

Um estudo técnico de acompanhamento vêm sendo desenvolvido pelo Ibama para avaliar a sustentabilidade da espécie do Cavalo marinho Hipocampus heidi. Uma empresa do estado está criando em cativeiro esta espécie, para testar se a reprodução em cativeiro  é viável, evitando que esse animal seja  retirado do seu habitat natural, o que ajudaria na manutenção deste recurso. Se a pesquisa for bem sucedida neste ciclo de estud , o Nupesca deverá viabilizar um atestado de origem desses Cavalos marinhos para que esta empresa possa ter uma autorização para exportar regularmente um certo volume deste espécie, de acordo com a sua capacidade de produção.