Treinamento à Distância  Maio de 1999 
Introdução  
Um dos aspectos mais importantes para a conservação dos recursos naturais nas diversas categorias de manejo das áreas protegidas, é sem dúvida a qualidade das atividades desenvolvidas pelos servidores lotados nas unidades de conservação.  

Muitas vezes, esses servidores, em quantidade insuficiente com relação ao tamanho e complexidade da Unidade, não possuem as qualificações necessárias para desempenhar as inúmeras funções exigidas cotidianamente.  

Por outro lado, o isolamento de algumas Unidades obriga os funcionários nelas lotados a atuarem de forma autônoma em relação à administração central do IBAMA.  

Considerando este quadro, assim como a vital necessidade de nivelar os conhecimentos, principalmente dos servidores de nível médio, é que se está buscando formas alternativas para o desenvolvimento de programas de capacitação, que contemplem tanto temas básicos como os mais específicos.  

Portanto, a modalidade "Educação à Distância", foi identificada como um modelo apropriado para a realidade atual, quando se presencia a formulação de um novo desenho institucional requerido pela reforma administrativa do Estado.  

Optou-se pela discussão e elaboração de propostas de treinamento de servidores de nível médio, que poderão servir como modelo para as unidades de conservação interessadas em implantar o programa de capacitação, após as devidas adaptações.  

Cada unidade de conservação interessada na capacitação de seus servidores através do módulo de Educação à Distância ora implementado, deverá, quando houver necessidade, fazer a previsão de alocação de recursos financeiros nos POAs das respectivas Unidades.  

Além da previsão de recursos financeiros, deverão também elaborar e encaminhar ao Projeto Escola Móvel/IBAMA-Brasília-DF, um plano detalhado do treinamento, com justificativa, objetivo, público-alvo, procedimentos e o calendário (veja modelo anexo) preenchido, para que os treinamentos sejam acompanhados e avaliados por um técnico da Escola Móvel e também para que a unidade de conservação receba todo o material disponível para o treinamento, de acordo com o número de funcionários a serem treinados.  

Quando isto não for possível, os interessados deverão entrar em contato com a equipe que já participou dos treinamentos anteriores da Escola Móvel e cuja relação encontra-se nos Anexos deste documento. Estas pessoas estão habilitadas para fornecer informações e orientações sobre o treinamento.  

Antecedentes  
Os temas do módulo de Educação à Distância foram elaborados a partir de levantamentos realizados junto às unidades de conservação, sobre demandas para a capacitação de servidores de nível médio.  

Objetivo 
Capacitar os servidores de nível médio das Unidades, tendo como recursos didáticos de apoio os materiais do módulo de Educação à Distância.  

Temas do Módulo 

  • Noções Básicas sobre Ecologia
  • Unidades de Conservação
  • Ecossistemas Brasileiros
  • Desenvolvimento Sustentável
 Material de Apoio   
  • Manual do monitor
  • Manual do aluno
  • Pré e pós-testes
  • Fitas de vídeo
 Características do Programa  
  1. Direcionado a servidores de nível médio.
  2. Enfoca a capacitação no próprio lugar de trabalho.
  3. Necessita o envolvimento de monitores locais e/ou regionais, que têm o papel de supervisionar a capacitação dos servidores.
  4. Devem ser utilizados tanto os materiais escritos para leitura como os recursos audiovisuais.
  5. O conteúdo dos materiais deve ser complementado com atividades de grupo e de campo, organizadas pelo monitor.
  6. Os materiais estão organizados por temas, permitindo ao monitor preparar a capacitação segundo as necessidades específicas dos servidores.
  7. O programa de treinamento poderá ser desenvolvido de maneiras diferentes em cada região, de acordo com as realidades específicas do local. A idéia é que o monitor possa elaborar e executar seu próprio programa, de acordo com a situação particular que enfrenta, podendo organizar um programa de capacitação básico generalizado ou um programa com temas mais específicos.
  8. Em alguns casos, é necessário que o monitor prepare ou consiga materiais específicos que tratem diretamente da situação local e/ou regional.
 Função do Monitor  
O papel do monitor é fundamental para o êxito do programa. Esta pessoa ou pessoas deve desempenhar as seguintes funções:  
  1. Coordenar e supervisionar as atividades de capacitação em nível local e regional.  
  2. Estimular e motivar os servidores a participarem do programa e a cumprirem as metas estabelecidas para a sua capacitação.  
  3. Estabelecer objetivos a serem atingidos através da capacitação durante um período determinado.  
  4. Programar outras atividades ou eventos que possam auxiliar no cumprimento dos objetivos de capacitação.  
  5. Orientar os servidores durante todo o processo de capacitação.  
  6. Buscar e assegurar o envolvimento de outras instituições no programa de capacitação.  
  7. Avaliar o rendimento dos servidores durante sua capacitação.  
 Sugestão de Estrutura Básica  
O monitor em conjunto com outras pessoas interessadas devem definir os parâmetros de capacitação, tais como:  
  1. Definir os objetivos que se pretende atingir através da capacitação dos servidores.  
  2. Definir os servidores que irão receber o treinamento, levando-se em conta:  
    • a possibilidade de realizar a capacitação por etapas, de acordo com a disponibilidade de tempo e o número de servidores;
    • os objetivos da capacitação por temas;
    • as unidades de conservação e os ecossistemas a serem enfocados;
    • perfil dos servidores;
    • nível de conhecimento dos servidores;
    • período durante o qual será realizada a capacitação.
  3. Definir, de acordo com cada tema, sua evolução necessária e coerente.  
  4. Definir a forma de relacionamento que deve existir entre o monitor e os servidores, de maneira que garanta o cumprimento de sua função de estimular, guiar e orientar. 
  5. Definir e preparar os materiais adicionais necessários.  
  6. Definir um programa de atividades que deverá ser realizado durante o período de capacitação.  
  7. Definir a forma de avaliação: se durante o processo ou depois da capacitação.  
  8. É importante que as chefias das Unidades apóiem e facilitem o processo de capacitação, através de:  
    • compreensão sobre a importância da capacitação;  
    • do comprometimento em facilitar o processo de capacitação de seus servidores;  
    • do comprometimento em permitir e estimular os servidores às leituras e a participarem de todas as atividades definidas no processo de capacitação. 
  9. É importante que o monitor reconheça que quanto mais baixo o nível de formação dos servidores, mais ênfase deverá ter em atividades práticas e interativas.  
  10. Definir critérios de entrega dos materiais aos servidores. Poderão ser entregues de uma só vez ou por partes, à medida em que os temas forem sendo trabalhados de acordo com o programa de capacitação  
  11. Ao elaborar seu programa de capacitação, o monitor deverá levar em consideração que estará tratando com pessoas adultas que trazem consigo um leque de conhecimentos e experiências anteriores, tanto no nível pessoal como profissional. Estes podem ser valiosos como ponto de partida e enriquecimento numa situação de aprendizagem.  
 Aspectos a serem Considerados nos Treinamentos 
Os monitores e/ou responsáveis pelos treinamentos dos servidores das unidades de conservação deverão considerar os seguintes aspectos para que os objetivos do curso não sejam prejudicados:  
  • O monitor deverá conhecer antecipadamente todos os materiais disponíveis: Manual do monitor, Manual do Aluno, vídeos e pré e pós-testes, através de avaliação profunda dos mesmos.
  • O monitor deverá adequar o conteúdo teórico às atividades práticas, as quais deverão estar estreitamente relacionadas à realidade ambiental local e regional e nacional.
  • O monitor deverá identificar profissionais na própria Unidade ou junto às instituições locais, governamentais ou não, que possam contribuir como docentes durante os treinamentos. A formação ou experiência profissional deverá ser de acordo com o tema a ser abordado pelos mesmos.
  • É importante que o monitor, juntamente com outros profissionais que irão auxiliar no treinamento, faça a escolha criteriosa dos locais onde as aulas teóricas e as atividades de campo serão desenvolvidas, podendo ser dentro da própria unidade de conservação ou no seu entorno.
  • Caso a Unidade possua um número de treinandos acima de 20 pessoas, o monitor deverá elaborar um calendário de treinamento, de forma que todos os funcionários participem do treinamento.
  • Se a Unidade não possuir número suficiente de funcionários para a realização do treinamento, o monitor deverá programar o treinamento juntamente com outras unidades de conservação localizadas nas proximidades.
  • Deve-se aplicar os pré-testes e pós-testes, a fim de avaliar o nível de conhecimento dos funcionários antes e depois do treinamento.
  • Durante o treinamento, se existir a necessidade de palestrantes de outras instituições, definir antecipadamente os procedimentos didáticos para o desenvolvimento das aulas.
  • Fazer um levantamento do perfil dos servidores a fim de facilitar a estruturação do treinamento, levando-se em conta a realidade, os problemas da Unidade, o nível de formação dos servidores, atividades desenvolvidas pelos mesmos e tempo disponível para o treinamento.
  • Quando o tema exigir, prever o desdobramento do conteúdo em aulas seqüenciais.
  • As aulas devem ser enriquecidas com recursos audiovisuais, a fim de ilustrar melhor os conceitos.
  • Prever atividades que estimulem a participação dos treinandos.
  • Ter cuidado com os termos técnicos. Quando forem inevitáveis, é importante esclarecer o seu significado para não deixar dúvidas.
  • Durante o treinamento, é importante que os servidores disponham de tempo para as atividades previstas.
  • Devem ser preparadas pastas para cada treinando, contendo papel de rascunho, programação de treinamento, fichas de avaliação, roteiro de apresentação de cada aula, apostilas e caneta.
  • É interessante divulgar com antecedência para o grupo que será treinado a programação do curso, os objetivos e a importância do envolvimento dos servidores durante o treinamento.
  • No primeiro dia de aula deve deixar bem claro o horário para início e término das aulas e a importância de que esses horários sejam respeitados por todos.
  • Ter cuidado com brincadeiras que possam constranger os treinandos.
  • Fazer lista de presença.
  • Emitir certificado para os treinandos.
  • O monitor deve ter autonomia e pulso para conduzir o grupo e controlar o tempo de acordo com o conteúdo proposto, a fim de não prejudicar alguns tópicos em detrimento de outros. Se o monitor não se organizar, muito provavelmente a aula será desorganizada. 
 Orientações Didáticas 
Aulas Teóricas   
 
  • Antes de qualquer exposição oral ou palestra, deve-se organizar no quadro negro um esquema geral com os tópicos fundamentais e não ter a ambição de dar mais conteúdo do que é possível no tempo disponível. 
  • Os treinamentos deverão ter início com Noções Básicas sobre Ecologia, seguido de Ecossistemas Brasileiros, Unidades de Conservação e finalmente Desenvolvimento Sustentável, cujos termos técnicos e conceitos deverão ser transmitidos aos treinandos de forma branda e numa linguagem compatível com o nível de conhecimento dos mesmos. Fazer comparações de termos ou conceitos com algo relacionado à vida das pessoas, como por exemplo, em Ecologia, comparar o habitat com o endereço e o nicho com a profissão de um indivíduo, pode ajudar muito na compreensão por parte dos treinandos. 
  • No início de cada exposição oral, de acordo com o tema, o monitor ou o palestrante deverá escolher alguns termos importantes e solicitar que cada treinando ou uma parte deles escreva no quadro ou explique verbalmente, o que ele entendeu. Depois que cada um expuser o seu ponto de vista, o monitor ou o palestrante deverá trabalhar o tema a partir das idéias apresentadas, corrigindo conceitos errados, sem provocar constrangimentos e reafirmando as definições corretas. 
  • Durante as aulas teóricas o monitor deverá estimular as discussões e exposição de idéias à respeito do tema, a fim de quebrar a monotonia, tornando as aulas mais dinâmicas. As atividades que estimulam a movimentação, como jogos, desenhos e simulações, deverão ser consideradas. 
  • Quando os treinandos forem induzidos a emitirem suas opiniões ou idéias a respeito de determinado assunto e quando elas forem apresentadas de forma errada, o monitor deverá ter o cuidado de, ao corrigí-las, não ridicularizar a pessoa através de gestos, olhares, ironias, expressões faciais etc. Estas atitudes podem inibir a participação durante as aulas. 
  • Sempre que o monitor fizer uma pergunta a um treinando, deve ter a paciência de ouvir atentamente a resposta completa, não interrompendo e, sempre que possível, estimular uma linha coerente de raciocínio na formulação da resposta. 
  • O monitor deve ter sempre a sensibilidade de perceber se os treinandos estão entendendo ou não o assunto, sem fazer as clássicas perguntas: "todo mundo entendeu?"..."alguém tem dúvida?", pois geralmente, mesmo que não estejam entendendo, as respostas serão sempre afirmativas. É importante que o monitor ou o palestrante estimule a participação, incitando-os com perguntas, isto dará a exata idéia se a compreensão do assunto está se dando de forma ideal. 
  • É interessante que as exposições orais não sejam muito longas e, quando necessário, que sejam enriquecidas com apresentação de mapas, tabelas e gráficos e intercaladas por projeções de filmes, slides, leitura de textos complementares ou dinâmicas de grupos. Após estas atividades, promover discussões sobre o assunto a fim de quebrar a monotonia das aulas. 
  • Quando houver necessidade de utilização de quaisquer equipamentos e materiais didáticos, como transparências, slides e filmes, que os mesmos estejam em perfeita condições de uso, quanto ao som, imagens e letras legíveis. 
Aulas Práticas  
 
  • Durante o desenvolvimento dos temas, é fundamental que a teoria vista em um ambiente de sala de aula, seja vivenciada através de atividades práticas no campo. Portanto, as excursões dentro ou no entorno da Unidade devem ser consideradas, a fim de oportunizar a observação dos aspectos e fenômenos dos ambientes naturais ou urbanos por parte dos treinandos. 
  • Quando a excursão for programada para ser desenvolvida dentro da Unidade, o monitor deve chamar a atenção dos treinandos, com relação ao comportamento que deverão adotar durante as caminhadas em trilhas, destacando as possibilidades de se observar as diferentes formas de vida naquele ecossistema. Portanto, o silêncio é muito importante. Porém, não significa, que esclarecimentos e comentários não possam ser feitos durante as caminhadas, atentando apenas para se escolher um local adequado para tal fim. Deve-se também realizar algumas simulações durante as atividades de campo.
  • Para garantir a eficácia da atividades de campo e obter resultados positivos, antes de qualquer saída para atividades de campo o monitor deve seguir as seguintes etapas:  
    1. Definir com os treinandos, com antecedência, a data, horário, vestimentas adequadas e o local onde se dará a atividade. Para que as excursões sejam bem aproveitadas e todos os aspectos do ambiente sejam bem explorados como elementos didáticos, é importante que antes da data marcada para a excursão, o monitor faça um reconhecimento da área a ser visitada, identificando os problemas existentes, concentração de espécies vegetais e animais, aspectos geográficos e de relevo, cursos de rios, acesso ao local, procurando saber de fatos históricos importantes sobre o local, quais as atividades desenvolvidas por alguma comunidade, quais as influências dessas atividades sobre a Unidade etc. 
    2. De posse destas informações, o monitor deve fazer um mapa com algumas informações para ser distribuído aos participantes e, antes da saída da excursão, solicitar que os mesmos complementem as informações que acharem necessárias durante a visita ao local. 
    3. No retorno de qualquer atividade de campo deve-se prever momentos de discussão sobre a visita, enfocando as características do local visitado; sinais de influência humana no local; como seria o local vinte ou trinta anos atrás; como deverá ser o local daqui a vinte anos. 
    4. Quando for o caso, estimular a elaboração de propostas viáveis para a solução de problemas detectados nos locais visitados, lembrando que estas propostas devem prever o envolvimento dos treinandos na sua execução.
 Proposta de Treinamento 
A proposta de treinamento detalhada a seguir, poderá servir como modelo para a implementação do projeto de treinamento em qualquer região ou Estado. Ela contempla experiências já vivenciadas por alguns monitores em termos de capacitação de funcionários.  

É evidente que a sua adoção como modelo em outras Unidades deverá sofrer as devidas adaptações, de acordo com as peculiaridades e exigências em nível local ou regional, não sendo, portanto, uma fórmula rígida de treinamento.  

É importante lembrar que, além do responsável pelo projeto na Escola Móvel, todos os monitores treinados durante as Oficinas em Brasília (Veja relação abaixo), poderão prestar orientação em nível regional, quando necessário.  

Albino Batista Gomes  
Parque Nacional Serra do Cipó/MG - Pedagogo  

Ary Soares dos Santos*  
Parque Nacional Emas/GO - Téc. Ass. Educacionais  

Christiane Horiwitz*  
Parque Nacional de Brasília/DF - Engº Florestal (Bacharel Ecologia)  

Denise Alves  
Parque Nacional da Tijuca / RJ - Comunicação Social  

Deolindo Mora Neto  
SUPES/PI - Biólogo  

Eliana Maria V. Linhares  
SUPES/PE - Pedagoga  

Elizabeth Bravo Viana  
Parque Nacional Serra dos Órgãos/RJ - Belas Artes  

Guadalupe Vivekananda  
Parque Nacional Superagui/PR - Bióloga  

Ione Sampaio  
Parque Nacional do Itatiaia - RJ Nível Médio  

Ivan Benício de Almeida*  
Parque Nacional de Brasília/DF - Advogado  

Ivandy N. de Castro Astor  
Reserva Biológica Poço das Antas/RJ - Bióloga  

Leonardo Tortoriello Messias  
Parque Nacional Lagoa do Peixe/RS - Oceanógrafo  

Luiza Juliana S. Lopes  
Reserva Biológica Guaporé/RO - Méd.Veterinária  

Marcelo Marcelino de Oliveira  
Reserva Biológica Guaribas/PB - Biólogo  

Maria de Fátima B. L. Barbosa  
SUPES/PE - Psicóloga  

Maria Izolda Monte Cardoso  
SUPES/PI - 3º Grau incompleto  

Paulo Amozir G. de Souza*  
Parque Nacional de Brasília/DF - Engº Florestal  

Raquel Milano*  
Parque Nacional de Brasília/DF - Geógrafa  

Ricardo de Magalhães Barbalho*  
Parque Nacional Grande Sertão Veredas/MG - Pedagogo  

Rosa Lia Gondim de Castro  
Parque Nacional Chapada dos Veadeiros/GO - Téc. Agropecuária  

Sultane Maria Mussi  
Área de Proteção Ambiental Petrópolis/RJ - Méd. Veterinária  

Luiz J. Alves da Silva  
Parque Nacional Chapada dos Veadeiros/GO - Biólogo  

(* Monitores que participaram da 1ª e 2ª Oficinas, realizadas no primeiro semestre de 1998)  
 

Veja um exemplo de simulação; 

Veja alguns quadros de exemplos de Planos e Calendários de Treinamentos. 

Detalhamento da Proposta 
Elaborada por: 

  • Maria Izôlda Monte Cardoso-SUPES/PI 
  • Deolindo Moura Neto-SUPES/PI 
  • Eliana Maria V. Linhares-SUPES/PE 
  • Maria de Fátima B.L. Barbosa-SUPES/PE 
  • Marcelo Marcelino de Oliveira-Rebio Guaribas/PB
Objetivo Geral: 

Proporcionar a capacitação sobre temas ligados às questões ambientais para grupos formados por 10 a 15 pessoas, dentre os servidores do IBAMA, contratados de empresas particulares e/ou pessoas ligadas às instituições locais e da sociedade civil organizada das comunidades do entorno. 

População-alvo:   

  • Servidores do IBAMA dos diferentes níveis: auxiliar, intermediário e superior; 
  • Vigilantes de empresa particular; 
  • Guias pertencentes a ONGs.
Local do Treinamento: No caso da região Nordeste, inicialmente se utilizará as unidades de conservação com estruturas adequadas localizadas nos Estados do PE/PI. 

Colaboradores/Instrutores Envolvidos: 

  • Servidores das SUPES lotados: NURH/NEA/DITEC/DIAJUR.
Carga Horária: 
  • 80 horas (distribuídas em 02 módulos de 40 horas/aula). 

Conteúdo Programático: 

  • 1º Módulo: Noções de Ecologia e Ecossistemas Brasileiros; 
  • 2º Módulo: Unidades de Conservação e Desenvolvimento Sustentável.
Etapas do Treinamento: 

Abertura: 

  • Apresentação da proposta, objetivos, metodologia e avaliação; 
  • Integração dos participantes (dinâmica de grupo); 
  • Conceitos/vivências sobre relações humanas; 
  • Levantamento de expectativas; 
  • Construção de um "contrato de convivência". 
  • Tempo: 04 horas/aula
Desenvolvimento do conteúdo teórico do 1º módulo: 
  • Construção grupal dos conceitos principais (tempestade de idéias); 
  • Aulas expositivas; 
  • Recursos audio-visuais: vídeos, cartazes, slides, músicas e textos; 
  • Atividades práticas dentro da Unidade; 
  • Atividades vivenciais: Dramatização e dinâmica de grupo; 
  • Análise de casos; 
  • Mapas ilustrados. 
  • Carga horária: 40 horas
Avaliação:
  • qualitativa/quantitativa ao final de cada tema.
Desenvolvimento do conteúdo teórico do 2º módulo: 
  • Aquecimento (dinâmica de grupo); 
  • Resgate dos conceitos do 1º módulo (vivência); 
  • Apresentação do conteúdo teórico, através da mesma metodologia utilizada no 1º módulo; 
  • Avaliação ao final de cada tema e uma dinâmica de encerramento, ao final do módulo. 
  • Carga horária: 40 horas
Observação: Ao iniciar-se cada tema, será feita uma sondagem oral, através de perguntas explorativas. 

Cronograma de Execução: 

A. Apresentação da proposta junto às Superintendências 
B. Contatos com as chefias das Unidades selecionadas para o treinamento 
C. Contato com instrutores/busca de parcerias 
D. Definição de datas e locais 
E. Preparação de proposta para Escola Móvel 
F. Preparação do material de apoio 
G. Divulgação junto às Unidades para seleção dos candidatos 
H. Execução 
I. Avaliação 
J. Preparação de relatório do treinamento 
K. Encaminhamento do relatório para Escola Móvel 
 

OBS: O programa de capacitação deverá ter continuidade nos Estados, até que todas as unidades de conservação e comunidades do entorno sejam contempladas com o treinamento.