ORIENTAÇÃO PARA SINALIZAÇÃO VISUAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO FEDERAIS

Antonio Danilo Morais Barbosa

Carlos Roberto Troncoso

Abril - 1997

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Apresentação

Este Manual objetiva fornecer aos Chefes de Unidades de Conservação, e a seus técnicos, um roteiro básico para orientar os seus procedimentos na sinalização de uma Unidade.

Está dividido em 5 capítulos, que abordam os principais aspectos a serem observados em cada uma das etapas que compõem um trabalho desta natureza.

No Capítulo ESTUDO DO ESPAÇO FÍSICO E DOS RECURSOS NATURAIS são enfocados os temas a serem considerados em um trabalho de sinalização. Ressalta as principais preocupações que devem nortear os técnicos em suas tarefas preliminares de identificação das situações básicas a serem sinalizadas e apresenta os procedimentos para esta etapa.

No Capítulo DETERMINAÇÃO DOS SINAIS, são elencados os assuntos a serem observados na elaboração do projeto de sinalização, tais como as diretrizes a orientar o trabalho, os tipos de sinais, sua localização desejável, a marca de um eventual patrocinador dos trabalhos e outros.

No Capítulo O PROJETO DE SINALIZAÇÃO VISUAL, define-se a terminologia usualmente empregada em um projeto desta natureza e os elementos básicos a serem observados nos projetos a elaborar, tais como Alfabeto-padrão, Código Cromático e Signo Direcional.

No Capítulo O PROJETO DE SINALIZAÇÃO VISUAL - ELEMENTOS DO SISTEMA são listados, com as devidas explicações, os sinais de utilização possível em uma Unidade, acompanhados de alternativas de desenhos e modelos ilustrativos. Neste Capítulo os sinais são abordados segundo a sua natureza - Externa (E), Interna à Unidade (S) e de Edificações (C). Descreve-se sua função, tipo de mensagens, signos e outros, de forma a propiciar a sua melhor compreensão. Cabe esclarecer que os desenhos apresentados neste Capítulo tem a função básica de tão somente ilustrar as idéias apresentadas. Outras alternativas poderão ser estudadas, obedecidos os princípios estabele-cidos neste Manual.

O Capítulo SUPORTES DE INFORMAÇÃO traz recomendações a serem observadas na escolha de materiais e quanto ao desenho dos elementos físicos de sustentação dos sinais gráficos.

O Capítulo FASES DE UM PROJETO DE SINALIZAÇÃO VISUAL mostra quais são as fases de um projeto desta natureza e os itens básicos a serem nelas observados.

Por fim, o Capítulo EXECUÇÃO DO PROJETO DE SINALIZAÇÃO estabelece as medidas usuais e cuidados a serem observados nesta que se constitui a fase final do processo.

Apesar deste Manual conter todos os passos e procedimentos para a sinalização de uma Unidade de Conservação, é importante ressaltar que a contratação de um profissional especializado é determinante para a garantia da qualidade do trabalho.UDO DO

Estudo do espaço físico e dos recursos naturais

Objetivos

A sinalização de uma Unidade de Conservação, deverá contribuir para que a Unidade atinja seus objetivos de criação através da abordagem dos seguintes aspectos:

a - indicação de acessos à mesma, bem como dos seus limites;

b - contribuir para uma melhor circulação interna de veículos e pedestres;

c - indicação de serviços e facilidades oferecidas, como trilhas, mirantes, postos de informação, guaritas de fiscalização e segurança, Centro de Visitantes, sanitários, locais de venda de souvenirs, lanchonete, restaurante, estacionamento e áreas para banho e piquenique (normalmente estes serviços e facilidades estão disponíveis em áreas destinadas a visitação pública);

d - atividades oferecidas como interpretação da fauna, flora, geologia, arqueologia, manifestações culturais, aspectos históricos, hidrografia, hidrologia, dentre outros, e educação ambiental, objetivando incentivar a criação e o fortalecimento de uma consciência ambiental, levando a população a uma mudança de comportamento;

e - infra-estrutura de apoio administrativo existente na unidade, como sede administrativa, centro de pesquisa, laboratório, alojamento, oficina, garagem, almoxarifado e residências de funcionários, dentre outros, (normalmente localizados em áreas vedadas à visitação pública);

f - indicação de aspectos ligados à segurança do visitante, quando no desenvolvimento de atividades recreativas, educativas e interpretativas, tais como necessidade de uso de equipamentos adequados e áreas de risco de acidentes;

g - horário de funcionamento da Unidade e dos serviços e tarifas cobradas para visitação e desenvolvimento das diferentes atividades;

h - normas e regulamentos existentes, sobre os quais o visitante deva ser informado;

i - indicação da delimitação do espaço de uso para o desenvolvimento das atividades, quando for o caso.

Procedimentos

O Estudo do Espaço Físico e dos Recursos Naturais, para a elaboração do projeto de Sinalização Visual, deverá ser desenvolvido com as seguintes atividades:

Conhecimento do Plano de Manejo da Unidade

O Plano de Manejo é, em síntese, o documento que estabelece o planejamento de uso e destinação dos espaços de uma Unidade de Conservação - uso público, pesquisa, área de preservação, área administrativa, etc.. Algumas poucas Unidades possuem o Plano de Uso Público que consiste no detalhamento das definições contidas no Plano de Manejo.

O Plano de Manejo e o de Uso Público podem, ou não e em maior ou menor grau, conter indicação para sinalização.

É importante atentar para as velocidades diretrizes das vias da Unidade, estabelecidas no Plano de Manejo, para o dimensionamento dos sinais.

A partir destes documentos, inicia-se o processo de conhecimento das situações que deverão merecer estudos para a futura sinalização.

Caso a Unidade não possua um Plano de Manejo, deverá se limitar a uma sinalização básica de:

Mapeamento, Projetos Urbanísticos e Arquitetônicos

É desejável que estejam disponíveis, em escala compatível com as necessidades do projeto, mapas das áreas a serem sinalizadas, projetos urbanísticos e arquitetônicos, quando a sinalização envolver estes espaços.

O mapeamento, principalmente de áreas extensas como as dos Parques, facilita a apreensão do problema por parte do projetista, auxiliando-o na correta determinação de locais e dos sinais necessários.

Reuniões

Deverão ser promovidas reuniões entre o(s) projetista(s) e grupo de técnicos da Unidade, ocasião em que serão discutidos os problemas referentes à questão da Sinalização das áreas da Unidade.

Em seguida, após a realização da fase de reconhecimento de campo, outras reuniões poderão ser realizadas, para a confirmação das premissas adotadas anteriormente.

Reconhecimento de Campo

O(s) projetista(s), acompanhado(s) de técnicos da Administração da Unidade, deverá(ão) percorrer todos os locais previstos para receber sinalização, com o intuito de conhecer, com detalhes, a sua ambientação.

Estudos de Fluxos

Os estudos de fluxos são importantes para se determinar as alternativas dos caminhos a serem utilizados pelos visitantes, que receberão a sinalização que se pretende implantar.

É importante identificar os fluxos de veículos e os de serviço, objetivando estabelecer o sistema de sinais para o motorista. A discriminação dos fluxos básicos de visitantes, na sua procura pelos serviços, sítios, trilhas, etc., fornece as referências básicas ao projetista para a estruturação do sistema de informações, tanto para os motoristas quanto para os pedestres e, em alguns casos, para embarcados e cavaleiros.

Somente após os estudos destes fluxos, e sua identificação mais precisa, é possível estabelecer o sistema de sinalização com mais segurança.

Nomenclatura

Ao se estabelecer a nomenclatura a ser utilizada, tanto para a sinalização das áreas naturais quanto de edifícios, evitar a utilização de siglas ou abreviaturas que possam gerar dúvidas. Quando necessário o uso de siglas, decodificá-las no mesmo sinal.

É importante observar o correto emprego das abreviaturas de distância e hora, independen-temente de estar no singular ou plural, conforme alguns exemplos citados a seguir:

mm = milímetro

cm = centímetro

m = metro

ha = hectare

km = quilômetro

km/h = quilômetro por hora

h = hora

min = minuto

seg = segundo

ml = mililitro

cl = centilitro

l = litro

l/s = litro por segundo

Patrocinador

Ao se iniciar o desenvolvimento do projeto é importante estabelecer se o mesmo deverá contemplar a inserção de marca e nome de um patrocinador. Caso isto ocorra, deve-se estudar a solução que melhor se integre à sinalização proposta. Ver outras considerações a seguir, no Capítulo Determinação dos Sinais, item Patrocínio.

Concluídos os levantamentos de reconhecimento dos locais e ajustados os princípios básicos de sua sinalização, passa-se à etapa seguinte de Determinação dos Sinais.

Determinação dos sinais

Considerações iniciais

A partir do Estudo dos Espaço Físico e dos Recursos Naturais, deverão ser identificadas as necessidades de elementos informativos que deverão se constituir num Sistema de Informação da Unidade de Conservação, que serão traduzidos em um conjunto de sinais que irão transmitir as mensagens aos usuários.

Em uma Unidade de Conservação existem dois tipos de sinais: os Indicativos - de orientação dos visitantes, sinais de trânsito - e os Interpretativos. Os interpretativos são, em geral, mais complexos que os indicativos e explicam aos visitantes de uma maneira ou de outra algo sobre aspectos culturais ou naturais de uma Unidade de Conservação.

Na análise da conveniência de se implantar uma Sinalização, em uma Unidade de Conservação, alguns aspectos podem ser enfocados:

a - sua implantação e manutenção devem ser baratos e seu projeto e fabricação devem se preocupar com estes aspectos;

b - os sinais permitem ao visitante ler em seu próprio ritmo ou preferência, de maneira que possa ler o que lhe interessa, ler duas vezes, ou, simplesmente, não ler;

c - os sinais estão sempre ali, dia e noite, proporcionando informações;

d - podem proporcionar informação e explicações a respeito do assunto que se deseja abordar;

e - podem ser trocados, atualizados ou removidos segundo a necessidade;

f - devem ser localizados de forma a não se constituir em elementos intrusos ao ambiente;

g - sua presença é permanente, reduzindo as informações verbais, prestadas por funcionários;

h - podem incorporar imagens visuais ao invés de palavras;

i - podem ser ferramentas de manejo da área, com economia de tempo e de custos;

j - um sinal é passivo e obriga a um esforço mental por parte do visitante. Em contrapartida, os intérpretes e as mensagens sonoras não requerem tanto esforço;

l - a comunicação por meio de sinais é unidirecional, não proporciona retorno ao visitante, que não pode fazer perguntas nem sugestões;

m - podem atrair a atenção não desejada em um sítio particularmente vulnerável;

n - quando desenhados, localizados ou construídos de forma incorreta, estão mais vulneráveis a vandalismos e deterioração por condições climáticas;

o - quando desenhados ou localizados de forma incorreta, podem confundir ao invés de informar;

p - os sinais têm que ser considerados como parte de um plano integral de manejo da área.

Para se identificar a necessidade de um sinal ou mensagem, algumas perguntas podem ser feitas, para se identificar o meio mais apropriado para transmitir algo:

Mensagens, sinais e outros meios informativos podem ser encontrados ou fabricados em variados tamanhos, formas, cores e materiais. Na análise final, é importante reconhecer que estas mensagens, contribuem consideravelmente para o manejo da Unidade.

Uma informação bem desenhada aumenta muito o prazer e o conhecimento de um visitante que se detenha a vê-la. Mas uma informação mal feita é pior que nenhuma.

Finalmente, pode-se ainda considerar que para a programação correta de elementos desta natureza, alguns aspectos básicos podem ainda ser acrescentados:

Entorno - considerar sempre a paisagem que circunda o sinal e a sua relação com o horizonte. Um painel no deserto se destaca do horizonte, por sua distância a ele. Se estiver, no entanto, no meio da mata, onde o horizonte não é visível, o entorno é a própria vegetação, que visualmente o envolverá, diminuindo o seu destaque.

A informação - é o aspecto que mais condiciona o formato da mensagem. Uma alternativa é prédimensionar um tamanho de suporte e sobre ele distribuir os espaços para desenhos e textos. Caso a informação exceda o espaço previsto, excluir frases ou desenhos que não sejam imprescindíveis.

Letras - forma e tamanho devem ser escolhidas segundo a distância de leitura do visitante. À exceção dos títulos ou nomes importantes, nunca se utilizar somente de letras maiúsculas, pois conferem ao texto uniformidade, o que faz a leitura muito monótona. Definição mais detalhada se encontra no Capítulo "O PROJETO DE SINALIZAÇÃO" deste Manual.

Sinalização de unidades de conservação

Os sinais são fundamentais para comunicar direções de tráfego e outras informações essenciais, principalmente em áreas que tenham grande afluxo de visitantes.

Lembre-se que um sinal representa uma intrusão no ambiente natural e deve ser usado somente quando não existe outra alternativa para transmitir a mensagem.

Quanto maior seja o quociente de seleção de um sinal (expectativa de proveito x esforço requerido), maior número de pessoas o lerão. Ao prepará-los, deve-se esforçar para aumentar a expectativa de proveito e minimizar o esforço requerido.

As Unidades de Conservação não são, entretanto, o local para invasão e grande concentração de sinais, tão comuns nas áreas urbanas. Em uma Unidade, a primeira regra deve ser: quanto menos sinais, melhor. A segunda regra é que, se sinais serão implantados, que sejam bem feitos, em locais apropriados, posicionados com cuidado especial em razão do ambiente das Unidades.

É importante confirmar a sua utilidade: determinada mensagem é necessária? Os visitantes irão captar a mensagem e responder a ela? Isto pode ser feito rapidamente e sem confusões ou equívocos?

Certos princípios básicos se aplicam à localização, materiais e desenho da grande maioria das mensagens dentro de uma Unidade, a saber:

Localização dos sinais

A localização de qualquer sinal deve atender, preferencialmente, às seguintes recomendações:

a - seleção dos sítios que cumpram com as necessidades óbvias de informação, dotados de sinais suficientemente visíveis para cumprir com o seu objetivo, sem se intrometer no ambiente natural;

b - evitar a sua colocação em locais de risco ao visitante ou de danos ao próprio local escolhido;

c - evitar a sua colocação em locais que sejam, mesmo que futuramente, encobertos por vegetação;

d - ao selecionar os locais para a colocação de sinais, prever, também, aqueles em que haja um menor fluxo de visitantes;

e - localizá-los em sítios que proporcionem o máximo de comodidade aos visitantes, durante a sua permanência no local. Sua posição deve permitir que possam ser alcançados e utilizados com a maior facilidade física possível. Normalmente o ponto selecionado não deve exigir que o visitante tenha que se agachar, esticar-se ou subir;

f - normalmente devem ser localizados de maneira que sua leitura seja possível mesmo acima de automóveis ou outros obstáculos, o que justifica suportes maiores. Deve-se evitar esta solução sempre que seja possível.

g - nas situações em que ocorrer o duplo sentido de caminhamento - trilhas, por exemplo - prever os sinais para ambas as faces.

Desenho

Os sinais devem ser compostos de elementos simples, ordenados para apresentar a informação de uma forma clara. As primeiras impressões que o visitante recebe de uma área são influenciadas freqüentemente por sinalizações ou outras formas de comunicação localizadas nas vias de acesso público. Embora a consistência e a aparência de materiais possam prover um tema em toda uma área ou o sistema inteiro, deve-se tomar cuidado para evitar a repetição de sinais com as mesmas mensagens , o que provoca a falta de atenção e indiferença por parte do visitante.

Um desenho de sinais cuidadoso e convenientemente localizado também pode servir como elemento não intruso mas efetivo aos visitantes. Signos direcionais que fazem parte de uma trilha evitam que os visitantes saiam dela, enquanto sinais, localizados estrategicamente, mantém o fluxo de visitantes se movendo em uma só direção e sobre uma determinada trilha.

As mensagens podem se constituir em um elemento interpretativo importante na maioria das áreas naturais, dando aos visitantes a oportunidade de explorar, em seu próprio passo e interesse, enquanto se minimiza a necessidade de pessoal na área. Uma figura ou objeto pode ilustrar uma trilha - a silhueta de um canhão em um forte histórico, ou um animal nativo, facilmente reconhecível, em uma área de muita fauna, podem facilitar o deslocamento dos visitantes de um ponto a outro, prendendo sua atenção no objetivo primordial da área. Estes sinais são especialmente importantes naqueles lugares onde o visitante tem que escolher uma rota, por exemplo, em bifurcações de trilha, ou como indicadores de áreas perigosas. Com um mínimo de palavras, estas figuras podem indicar rumos, destinos e distâncias .

Deve-se tomar cuidado no posicionamento de signos direcionais e outros sinais similares. Estes símbolos devem ser cuidadosamente estudados para cada situação e não, simplesmente, inseridos no desenho onde sua função pode se perder. O desenho de cada sinal deve ser estudado em todos os seus detalhes antes de sua implantação.

Danos e Vandalismo

Todo administrador de Unidade de Conservação enfrenta o problema de destruição de sinalização. Há, entretanto, algumas sugestões que podem ajudar, embora o problema continue crescendo à medida que aumenta a quantidade de visitantes:

a - executar peças de sinalização com materiais que sejam facilmente limpos;

b - usar elementos facilmente substituíveis em áreas de muito uso;

c - manter os sítios bem limpos e organizados: isto tende a diminuir o vandalismo;

d - se uma área ou sítio é fechada, explicar a razão. Avisos tipo "Proibido entrar" encoraja muitas pessoas a desobedecê-lo. Em troca, um aviso que diz "Trilha fechada para permitir a regeneração da vegetação" ou "Trilha interrompida por desmoronamentos" determina o uso de outra rota, devidamente sinalizada;

e - reforçar a idéia de que as Unidades pertencem àqueles que os usam. As pessoas ficam menos propícias a estragar o que lhes pertence;

f - quando um sinal for danificado por atos de vandalismo, converta-o em exposição, demonstrando o que aconteceu. Em alguns casos, a melhor solução é remover o sinal. Por exemplo, se um sinal recebe um constante ataque por parte de vândalos, não deve ser recolocado até que se avalie as suas causas.

Patrocínio

O emprego de publicidade na sinalização das Unidades de Conservação é vedada pela legislação em vigor, que regulamenta o assunto da seguinte forma: ..."É expressamente proibida a instalação ou afixação de placas, tapumes, avisos ou sinais, ou quaisquer outras formas de comunicação audiovisual ou de publicidade que não tenham relação direta com o programa interpretativo dos Parques Nacionais", determinação contida no Art. 21 do Regulamento dos Parques Nacionais Brasileiros, aprovado pelo Decreto nº 84.017, de 21 de setembro de 1979.

Contudo, o projeto de sinalização de uma Unidade poderá conter a logomarca de uma empresa que seja a patrocinadora de sua implantação, sem que isto venha a infringir esta regulamentação.

O patrocínio se constitui em uma forma legítima para viabilizar um projeto desta ordem, considerando-se, principalmente, as dificuldades financeiras das Unidades.

Entretanto, deve-se cuidar para que a inserção de um elemento gráfico, identificando o patrocinador, não venha a concorrer com as informações contidas nos sinais e que seja tratado de maneira discreta. A dimensão da logomarca ou nome do patrocinador deve, no máximo, manter a mesma relação de proporcionalidade da assinatura institucional. A título de ilustração, apresenta-se, no desenho abaixo, a solução adotada na sinalização do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, como visualmente bem resolvida.

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Procedimentos

A Determinação dos Sinais, objeto do presente capítulo, constitui-se em uma atividade a ser desenvolvida conjuntamente pelos técnicos da Unidade e os responsáveis pelo projeto de Sinalização.

Nesta etapa devem ser definidas todas as mensagens necessárias à Sinalização, tarefa fundamental para a elaboração do projeto, baseado no roteiro genérico apresentado no Capítulo O PROJETO DE SINALIZAÇÃO VISUAL, devendo ser complementado ou resumido àqueles itens que são necessários e indispensáveis à realidade de cada Unidade.

O projeto de sinalização visual

Terminologia

Sistema de Sinalização Visual - é constituído de um conjunto de mensagens visuais organizadas segundo uma linguagem gráfica e aplicado num conjunto de suportes. Essas mensagens visuais estão programadas para fornecer informações sobre funções e atividades desenvolvidas no espaço edificado, ou fora dele, obedecidos os códigos estabelecidos para a transmissão das mensagens.

Projeto Gráfico - conjunto de elementos gráficos que visa organizar e disciplinar a execução do Projeto de Sinalização Visual, de modo a orientar o usuário.

Projeto Físico - conjunto de elementos físicos que servirão de suportes para a aplicação do projeto gráfico.

Código das Mensagens - conjunto de regras que definem a maneira e transmissão das mensagens em cada situação específica. São utilizadas no sistema, sempre como base, o Código Verbal (mensagens escritas), complementadas pelo Código Cromático (para diferenciar algumas categorias de informações ou caracterizar algum espaço), e pelo Código Pictográfico (na forma de representações simbólicas ou figurativas, para apreensão mais rápida de determinadas mensagens).

Assinatura Institucional - símbolo do IBAMA e/ou símbolo da Unidade de Conservação, associado ou não a seu nome.

Sistema gráfico básico

Alfabeto-Padrão - alfabeto cujas características de desenho permitem boa legibilidade a curta, média e longa distâncias; utilizado para a normalização de todas as mensagens escritas do sistema.

Signo Direcional - sinal indicador da direção a seguir.

Código Cromático - conjunto de cores com significado pré-estabelecido, a ser adotado para fins deste Manual.

Estes 3 elementos são detalhados nas pranchas mostradas a seguir.

Alfabeto Padrão

Deverá ser utilizado em todas as situações de sinalização, exceto naquelas em que houver legislação específica, como o caso da sinalização rodoviária ou viária e de responsabilidade do DNER, DER ou DETRAN.

O Alfabeto-padrão se apresenta em três versões. A versão Negrito, a ser utilizada nos títulos e mensagens principais. A versão Demi será empregada nas mensagens complementares e a Demi itálico nas situações onde os sinais devam ser apresentados em um segundo idioma.

O Alfabeto poderá ser obtido no programa de computador denominado COREL-DRAW, observando-se o espacejamento entre letras de 0% e o espacejamento entre palavras de 100%. Admite-se para os sinais de edificações (C) uma redução no espacejamento entre letras de até -10% e entre palavras de até 90%, objetivando atender situações específicas de menores dimensões de suportes.

É importante que os projetos específicos a serem desenvolvidos para cada Unidade estabeleçam os critérios de espacejamento entre letras, entre palavras e entre linhas de modo a garantir uma padronização na execução

O dimensionamento das mensagens externas escritas deverá ser feito de acordo com o critério abaixo descrito:

Internamente, não utilizar letras (caixa alta) menores do que 2,0cm, adequando as dimensões para cada sinal em função do dimensionamento dos suportes e sua relação de proporcionalidade com o espaço construído.

 

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Signo direcional

O modelo apresentado será empregado em todas as situações que requeiram direcionamento. As proporções do Signo Direcional devem ser mantidas sempre que sofrer reduções ou ampliações.

Admite-se duas hipóteses para o seu emprego: a primeira, isolado, e a segunda inserido em um campo circular.

A sua dimensão em relação às mensagens escritas deverá ser estabelecida em cada projeto, dada a ocorrência das mais diversas situações de associações possíveis.

A seguir: desenho 1 - diagramação; desenho 2 - posicionamentos possíveis; desenho 3 - isolado e desenho 4 - inserido em campo circular.

 

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Código cromático

O Código estabelecido deverá ser utilizado de acordo com o tipo de cada sinal. Exceções serão feitas nos casos em que se utilizar materiais naturais, como a madeira, onde as cores poderão ser adequadas à sua tonalidade.

Esta prancha estabelece as referências das cores através do sistema PANTONE (internacional) e apresenta uma alternativa baseada em catálogo de tintas automotivas.

As tonalidades escolhidas são as que mais se aproximam das películas auto-adesivas para sinalização.

É importante destacar que as referências aqui apresentadas objetivam padronizar a codificação cromática dos diversos projetos. Entretanto, admite-se pequenas variações de tonalidade, considerando-se a utilização de tintas ou mesmo de películas adesivas de diferentes fabricantes.

 

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O projeto de sinalização visual - elementos do sistema

Sinais indicativos

Sinalização Externa (E)

Os elementos de Sinalização Externa à Unidade de Conservação (E) deverão ser convenientemente posicionados evitando-se a interferência da vegetação, postes, cercas e outros elementos que possam prejudicar a sua visualização ou dificultar o seu entendimento.

Apresenta-se, a seguir, um roteiro para a definição desta sinalização.

E.1 - Aproximação

Placas colocadas ao longo das estradas e rodovias, indicando a existência e a identificação da Unidade, a sua direção e a distância a ser percorrida até o(s) seu(s) acesso(s);

Solicitar sua implantação ao DNER, DER Estadual ou Departamento de Trânsito Municipal, de acordo com a categoria da rodovia ou via a ser sinalizada, de conformidade com a legislação do CONTRAN/DENATRAN.

As placas de aproximação podem agregar sinais de atrativos turísticos, formando com elas um só conjunto. As placas de Atrativos Turísticos têm a função de orientar o usuário-turista dentro do contexto trânsito, atendendo a evolução e as necessidades deste segmento específico.

A definição das situações que demandarão estes tipos de placas será acordada entre a Administração da Unidade de Conservação e o órgão responsável pela via.

Mensagens:

Nome da Unidade de Conservação a 00 km + signo direcional

Nome da Unidade de Conservação + signo direcional

Nome da Unidade de Conservação + pictograma + signo direcional

À medida que se consolidar o fluxo de visitantes a uma determinada Unidade de Conservação, com o decorrer do tempo poderá ser estimulado o turismo regional (pólos turísticos) por meio de indicações de outros pontos turísticos existentes na região. Nesta circunstância, poderão ser utilizadas as placas de mensagens de atrativos turísticos abaixo relacionadas:

Mensagens das Placas de Atrativos Turísticos (I):

Estas placas constam das normas estabelecidas pelo CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito, consubstanciadas no Manual de Sinalização Turística - Parte III, do DENATRAN - Departamento Nacional de Trânsito:

Cores:

Fundo: marrom

Letras e Signo Direcional: brancos

Cores das Placas de Atrativos Turísticos:

Fundo: branco

Pictogramas: pretos

Alfabeto:

Padrão utilizado pelo DNER.

Formato das Placas de Atrativos Turísticos:

Dimensões mínimas:

área urbana - lado de 20cm

área rural - lado de 30cm

 

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E.2 - Divisas

Placas colocadas ao longo das divisas da Unidade, para informar ao transeunte da natureza daquele território. Em alguns casos, esta sinalização, além da identificação da Unidade, poderá conter avisos de advertência do tipo "Não ultrapassar a cerca", "Proibido caçar e pescar", "Acesso somente com autorização", etc.

Mensagens:

Governo Federal / MMA

Símbolo do IBAMA

Nome da Unidade de Conservação

Acesso somente com autorização

Cores:

Fundo: areia

Letras: pretas

Símbolo do IBAMA: cores-padrão

Tarjas: verde e amarelo

Fio de separação: preto

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e alta e baixa.

Dimensões do suporte:

300 x 100cm

 

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E.3 - Identificação de Unidade

Colocada na(s) entrada(s) principal(is), serve para a identificação da Unidade, podendo estar incorporada a um pórtico ou outro elemento construtivo.

Mensagens:

Símbolo da Unidade

Nome da Unidade

Símbolo do IBAMA

Sigla MMA

Cores:

Fundo: areia

Letras: pretas

Símbolos: a cores

Fio de separação: preto

Alfabeto:

Negrito - caixa alta

Formato e Dimensões:

A serem estabelecidos no projeto em função da sua localização no acesso da Unidade de Conservação.

Símbolo:

Manter a relação de 1:3 entre os símbolos da Unidade e do IBAMA. Caso a Unidade não possua símbolo, utilizar o do IBAMA como elemento principal.

 

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E.4 - Acesso à Unidade

Indicando a natureza de seu acesso, para pedestres, motoristas, embarcados, cavaleiros, - seu horário de funcionamento, preços e condições de usos e visitas, etc.;

Mensagens (adequar a cada situação):

Símbolo da Unidade

Nome da Unidade

Aberto: segunda a domingo, 8:00h às 18:00h

Entrada: até às 17:00h

Não é permitido:

Instrumento musical ou aparelhos sonoros

Bebidas Alcoólicas

Acesso de animais domésticos

Retirar plantas

Piquenique

Fazer fogueiras e churrascos

Bicicletas, motos, bolas, pipas, skate

Ingressos:

Pessoas: R$

Trilhas: R$

Camping: R$

Estudantes: R$

Carro de passeio: R$

Ônibus de turismo: R$

Ônibus escolar: R$

Motocicleta: R$

Estacionamento: R$

Observações: - Crianças até 10 anos e adultos acima de 65 anos não pagam

Mantenha o ingresso em seu poder durante a permanência no Parque

Poderão ainda incorporar mensagens móveis ou temporárias do tipo:

Piscina fechada para reconstrução

Estacionamento lotado

Camping interditado para reformas

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço das mensagens restritivas e de serviços disponíveis.

Cores:

Símbolo da Unidade: cores-padrão

Fundo: areia

Letras e fio de separação: pretos

Pictogramas: pretos

Alfabeto:

Negrito - caixa alta para o nome da Unidade

- caixa alta e baixa para os títulos

Demi- caixa alta e baixa - demais informações

 

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Sinalização Interna ( S )

A Sinalização Interna da Unidade de Conservação deverá atender aos mesmos princípios ditados anteriormente e com os mesmos cuidados quanto a vegetação, postes, cercas e outros elementos que possam prejudicar a sua visualização ou dificultar o seu entendimento.

Esta sinalização se compõe, basicamente, dos elementos apresentados a seguir.

S.1 - Direcional para Motorista

Conjunto de sinais e mensagens para orientar os motoristas nos acessos ao interior da Unidade, carga e descarga e aos serviços e atividades oferecidas.

Mensagens:

A serem definidas no projeto de sinalização. Utilizar em cada elemento o máximo de 4 mensagens e separar os conjuntos de informações de direções diferentes por uma tarja.

As informações dos locais a serem visitados poderão vir acompanhadas das distâncias a serem percorridas (km ou m)

Signo Direcional - critérios de ordenamento:

Procurar observar a ordem das mensagens em função dos posicionamentos do signo direcional abaixo indicados:

- em frente;

- à esquerda;

- à esquerda;

- à esquerda (confirmação - placas posicio-nadas após a via de acesso;

- à direita;

- à direita;

- à direita (confirmação - placas posicionadas após a via de acesso.

Os signos direcionais devem se posicionar, sempre que possível, do lado que estão indicando o sentido de fluxo.

Posição do sinal na via/posição do signo direcional na placa

 

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Cores:

Fundo: marrom

Letras, fios de separação e signos direcionais: brancos

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa

Altura da caixa alta:

- até 20km/h = 10cm

- até 40km/h = 12,5cm

- até 60km/h = 15cm

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Formato e Dimensões:

A serem estabelecidos no projeto de sinalização, em função da sua localização no acesso da Unidade de Conservação.

Posicionamento:

1 - o sinal de pré-sinalização deve se localizar de 50 a 75 metros antes da interseção viária, admitindo-se o mínimo de 60 metros para as vias de velocidade máxima de 60km/h. Quando não houver disponibilidade de espaço para a colocação de pré-sinalização e confirmação de saída, deve-se optar, preferencialmente, pela pré-sinalização com uma localização de 20 a 40 metros antes da interseção. Deverão se localizar, sempre que possível, a 25m (vias de 20km/h), a 50m ( vias de 40km/h) e a 75m (vias de 60km/h) do acesso;

2 - as bordas do elemento de sinalização deve-rão estar afastadas, no mínimo 30cm do limite da via cuja velocidade máxima seja de 60km/h;

3 - quanto à distância da borda inferior da placa ao solo, para os casos de instalação na lateral das vias, deverá ser definida de acordo com a visibilidade e interferências físicas do local, recomendando-se o mínimo de 90cm.

Assinatura:

Poderão receber, como assinatura, o símbolo da Unidade ou do IBAMA.

 

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S.2 - Identificação Local para Motorista

Mensagens ou sinais que confirmam as denominações de locais anteriormente indicados.

Podem vir associadas a recomendações de uso da área. Caso os acessos sejam comuns podem se constituir, também, na Identificação Local para Pedestres.

Mensagens:

A serem definidas no projeto de sinalização:

Área de piquenique

Bosque

Camping, etc.

Recomendações de uso:

Proibido fazer churrasco;

Colocar o lixo na lixeira;

Recolher o lixo.

Cores:

Fundo e pictograma: marrom

Letras, fios de separação e campo de picto-gramas: brancos

Alfabeto:

Negrito - alta e baixa.

Altura da caixa alta de 5 a 10 cm.

Pictogramas:

Poderão estar associados à mensagem escrita, tanto na principal quanto nas secundárias (recomendações de uso).

Assinatura:

Poderão receber, como assinatura, o símbolo da Unidade ou do IBAMA.

 

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S.3 - Sinais de Regulamentação ( R )

A sinalização de regulamentação é composta de sinais normatizados pelo CONTRAN/ DENATRAN com o objetivo de organizar a circulação viária, indicando aos condutores de veículos proibições, restrições ou obrigações, relativas à utilização das vias públicas.

O desrespeito a esta sinalização constitui infração às normas legais, estabelecidas pelo Código Nacional de Trânsito, por terem suas informações caráter impositivo, devendo, portanto, o projetista, analisar cuidadosamente o conceito e o uso da sinalização para não utilizá-la em locais ou condições não compatíveis com a informação prestada. Da mesma forma, devem ser analisados o posicionamento e a visibilidade do sinal, uma vez que a adequação a esses princípios possibilita uma otimização do projeto.

Os sinais de regulamentação poderão ser complementados por informações adicionais.

Essas informações poderão ser:

horário de validade da regulamentação;

tipo ou características do veículo para o qual vale ou é excluído da regulamentação;

condições segundo as quais o veículo pode estacionar;

categoria do veículo;

número do ponto;

número de vagas.

Outras mensagens consideradas necessárias à complementação da regulamentação poderão ser utilizadas.

Esta sinalização se divide em dois grupos: Obrigação e Proibição

Mensagens:

Constantes do Manual de Sinalização de Trânsito - DENATRAN:

Cores:

Fundo: branca

Tarja: vermelha

Orla: vermelha

Símbolo: preta

Letras: preta

Formato e Dimensões:

Sinal Circular:

- diâmetro - 40cm a 75cm

- tarja - 4cm a 7,5cm

- orla - 4cm a 7,5cm

Sinal Octogonal:

- lado - 20cm a 25cm

- orla - 2cm a 2,5cm

Sinal Triangular:

- lado - 50cm a 75cm

- orla - 6,5cm a 10cm

Informação Adicional

Sempre que possível, utilizar o alfabeto padrão na versão Negrito, procurando melhorar a qualidade gráfica dos demais desenhos normatizados pelo DENATRAN.

 

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S.4 - Sinais de Advertência ( A )

A Sinalização de Advertência é composta de sinais que têm a função de advertir os condutores de veículos da existência, adiante, de um perigo ou situação inesperada na via, bem como de sua natureza.

A Sinalização de Advertência abrange muitas séries de sinais como curvas, cruzamentos e entroncamentos, irregularidades na pista, limitações de largura, altura e peso, situação perigosa, veículos, animais ou pessoas cruzando a via e outros.

Devido à sua função, a Sinalização de Advertência tem grande importância no conhecimento e reação do condutor de veículo, diante do perigo informado. É, portanto, necessária uma análise cuidadosa por parte do projetista, do conceito e uso de cada sinal, proporcionando, em razão disto, uma correta colocação e uma boa visibilidade, permitindo, assim, tempo suficiente para realização de manobras ou redução de velocidade.

Outro fator importante à correta elaboração do projeto diz respeito à utilização do menor número possível de sinais, para se evitar o desgaste da imagem e a conseqüente negligência à sinalização de advertência.

Mensagens:

Constantes do Manual de Sinalização de Trânsito - DENATRAN:

Cores:

Fundo: amarelo

Orla interna: preto

Orla externa: amarelo

Símbolo: preto

Formato e Dimensões:

Quadrado, com diagonal na vertical:

- lado - 40cm a 75cm

- orla interna - 1cm a 2cm

- orla externa - 1cm a 2cm

Informações Adicionais:

Os sinais de advertência poderão ser complementados por mensagens adicionais do tipo "a.....(quantificar a distância).........m" ou "próximos..(quantificar).....m", inscritos em plaquetas que deverão ter as mesmas cores dos sinais de advertência.

A mensagem "a....m" deverá ser utilizada somente quanto a distância não puder ser medida mentalmente pelo condutor do veículo ou quando a mesma for diferente do que ele normalmente esperaria.

A mensagem "próximos...m" deverá ser utilizada quando o sinal, que a acompanha, adverte da ocorrência de perigo ou situação inesperada ao longo de um trecho, sendo necessário constar o comprimento desse trecho.

Sempre que possível, utilizar o alfabeto padrão na versão Negrito, procurando melhorar a qualidade gráfica dos desenhos normatizados pelo CONTRAN/DENATRAN.

 

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S.5 - Orientação para Pedestre

Conjunto de sinais e mensagens para orientar os pedestres em seus acessos aos diversos setores da Unidade;

Mensagens:

A definir no projeto.

Signo Direcional e critérios de ordenamento:

Procurar observar a ordem das mensagens em função dos posicionamentos do signo direcional abaixo indicados:

- em frente;

- à esquerda;

- à esquerda;

- à esquerda (para confirmação para placas posicionadas após a via de acesso);

- à direita;

- à direita;

- à direita (para confirmação para placas posicionadas após a via de acesso).

Os signos direcionais devem se posicionar, sempre que possível, do lado que estão indicando a direção a seguir.

Cores:

Fundo: marrom

Letras, fios de separação e signos direcionais: brancos

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa.

Altura da caixa alta - 4 a 7,5cm.

Situações especiais poderão requerer um novo dimensionamento para as letras.

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Opcional - poderão receber, como assinatura, o símbolo da Unidade ou do IBAMA.

Formato e Dimensões:

A serem estabelecidos no projeto de sinalização.

 

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S.6 - Identificação Local

Sinais ou elementos que confirmam as denominações de locais, anteriormente indicados ou não, identificação de edificações ou pontos de atração bem como de locais de interesse do visitante.

Mensagens:

Além da identificação, estes elementos poderão conter os dias o horários de visitação, texto histórico sobre o local, apresentando dados e características mais importantes do local bem como avisos sobre a sua correta utilização.

Cores:

Fundo: azul ou marrom

Letras e fios de separação: brancas

Tarjas: brancas ou vermelhas nos casos de avisos de advertência (proibições, recomendações de uso, etc.)

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos.

Demi - textos complementares.

Altura da caixa alta do título- 4cm a 7,5cm.

Altura da caixa alta para textos complementares - 2 a 4cm.

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Poderão receber, como assinatura, o símbolo da Unidade ou do IBAMA.

Formato e Dimensões:

A serem estabelecidos no projeto de sinalização.

 

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S.7 - Pictogramas

Representação gráfica de funções, atividades e serviços existentes na área da Unidade. São utilizados como comunicação universal e imediata; de fácil percepção à distância e de alta legibilidade.

Este Manual apresenta exemplos do padrão gráfico que os pictogramas deverão seguir. Nos projetos específicos para cada Unidade os pictogramas necessários serão desenvolvidos pelos seus autores.

Mensagens:

Três categorias de pictogramas podem ser definidas para o uso em uma Unidade:

Gerais:

- Água potável;

- Animais;

- Área de Estudo;

- Cachoeira;

- Centro de Visitantes;

- Locais para fotos;

- Mirante/Ponto de Observação;

- Não Colher Plantas;

- Não Entre na Floresta;

- Não Fazer Inscrições;

- Não Portar Objetos Sonoros;

- Não Use Fogo;

- Perigo;

- Proibido Alimentar os Animais;

- Proibido Nadar;

- Veículos;

Recreação:

- Anfiteatro;

- Barco;

- Canoagem;

- Descanso;

- Escalada;

- Helicóptero;

- Montanhismo;

- Natação;

- Playground;

- Trilha de Ciclistas;

- Trilha Hípica;

- Trilha Interpretativa de Pedestres;

Acomodações e Serviços :

- Abrigo;

- Alojamento Público;

- Camping;

- Chuveiros;

- Deficiente Físico;

- Estacionamento;

- Feminino;

- Fotos;

- Informações;

- Lanchonete;

- Lava-pratos;

- Lava-roupas;

- Lixeira;

- Masculino;

- Ônibus;

- Piquenique;

- Polícia;

- Primeiros Socorros

- Restaurante;

- Sanitários;

- Souvenir;

- Telefone;

Cores:

Fundo: marrom ou branco

Letras: brancas ou marrom

Tarjas: brancas ou vermelhas nos casos de avisos de advertência (proibições, recomendações de uso, etc.)

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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S.8 - Mapa-Índice da Unidade

Representação sintetizada das áreas que compõem a Unidade, além do detalhe da área aberta à visitação pública, com o objetivo de orientar o usuário sobre sua real posição, informando-o sobre os sítios, trilhas, pontos de interesse, e outras informações que proporcionem ao visitante uma idéia geral e completa dos roteiros a escolher em sua visita, localizando-o no mapa com a informação "Você está aqui". Próximo aos centros de convergência, é recomendável implantar mapas-índice para transmitir ao usuário a idéia do conjunto da Unidade;

Mensagens:

Cores:

Fundo: areia

Mapa: vegetação - verde

água - azul médio

edificações - marrom

pictogramas - preto

textos - preto (fundo claro) ou areia (fundo escuro)

vias - estradas - preto

pistas internas e trilhas - areia

£ Você está aqui - vermelho

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos

Demi - textos complementares

Evitar a utilização de letras menores que 1cm de altura.

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para a identificação dos diversos serviços oferecidos

Assinatura:

Poderão receber, como assinatura, ou junto ao título, o símbolo da Unidade ou do IBAMA.

 

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S.9 - Mapa de Trilha

Localizado no início de cada trilha informa as suas características mais importantes, tais como extensão, pontos de descanso, sítios, restrições, cuidados a serem observados, etc.. Este mapa, se necessário, poderá complementar ou detalhar as informações contidas no mapa descrito no item anterior.

Mensagens:

Cores:

Fundo: areia

Mapa: vegetação - verde

água - azul médio

edificações - marrom

pictogramas - preto

textos - preto (fundo claro) ou areia (fundo escuro)

vias: estradas - preto

pistas internas e trilhas - areia

Você está aqui - vermelho

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos

Demi - textos complementares

Evitar a utilização de letras menores que 1cm de altura.

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para a indicação de serviços e instalações da Unidade.

Assinatura:

Poderá receber, como assinatura, o símbolo da Unidade ou do IBAMA.

 

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S.10 - Trilhas

Elementos informativos colocados ao longo das trilhas, indicando o caminho dos visitantes, suas características principais, distâncias, pontos de interesse, etc.;

Mensagens:

Cores:

- fundo: azul ou marrom

- textos: brancos

- direcionais: fundo verde

- signo: branco

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos

Demi - caixa alta e baixa para textos complementares

Altura da caixa alta - 2cm a 5cm

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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S.11 - Avisos

Sinais que objetivam alertar o usuário quanto às condições de uso de determinada área. Podem ser permanentes ou temporários e devem ser previstos para o uso nas mais diversas situações, tais como desvios de tráfego de veículos ou pedestres, proibições temporárias de acesso, desmoronamento, trilha interrompida, etc.;

Nas situações de proibição ou restrição apresentar justificativas para tal.

Mensagens:

Algumas mensagens poderão ser precedidas da chamada "ATENÇÃO".

Alguns Avisos podem ser móveis e devem ser colocados antes do acesso, principalmente em dias de grande movimento, informando ao visitante situações temporárias de seu interesse, tais como:

Cores:

Fundo: branco

Texto: preto

Tarjas: vermelhas nos casos de avisos de advertência e texto branco.

Pictograma: preto com tarja vermelha (quando houver).

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos

Demi - caixa alta e baixa para textos complementares

Altura da caixa alta - 4cm a 10cm

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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S.12 - Sinalização Horizontal

Sinalização de piso utilizada na demarcação do sistema viário bem como nos estacionamentos, para delimitação de faixas de circulação, vagas de estacionamento, sentido de circulação, etc., de acordo com o padrão CONTRAN/ DENATRAN.

 

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Sinalização de Edificações ( C )

Os componentes da sinalização utilizada nas edificações deverão ser fixados em locais adequados, evitando-se a sua colocação próxima a elementos decorativos como quadros, posters, plantas ornamentais ou luminárias (frente ou fundo) que impeçam ou dificultem sua legibilidade. Deverão ser visíveis e convenientemente iluminados, atraindo a atenção do usuário a distâncias adequadas.

A sinalização mais utilizada está listada a seguir:

C.1 - Painel Índice Geral

C.2 - Painel Índice de Pavimento

C.3 - Identificação Local

C.4 - Numeração de Sala

C.5 - Aviso

C.6 - Pictograma

C.7 - Saída de Emergência

Todos os elementos internos devem ser, preferencialmente, compostos de módulos que, em casos de remanejamentos, possam ser facilmente reaproveitados.

O dimensionamento do alfabeto dependerá das dimensões dos espaços e dos elementos de sinalização utilizados. Pode-se, entretanto, estabelecer o intervalo de 2cm a 7,5cm como suficiente para resolver todas as situações de leitura interna. Poderá ocorrer, eventualmente, a necessidade de aumento de altura das letras em situações de saídas de emergência.

O desenho abaixo ilustra as hipóteses de fixação dos elementos internos.

 

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C.1 - Painel Índice Geral

Elemento que fornece uma síntese das atividades desenvolvidas na edificação e deve estar localizado no acesso principal.

Mensagens:

Cores:

Fundo: azul ou marrom

Letras e fios de separação: brancos

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos

Demi - caixa alta e baixa para os textos complementares

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Poderá receber, como assinatura, o símbolo e nome da Unidade ou do IBAMA.

 

wpe19.jpg (21899 bytes)

 

C.2 - Painel Índice de Pavimento

Painéis utilizados para confirmar as informações referentes às atividades em um determinado pavimento e orientar o usuário quanto ao sentido a ser tomado, quando for o caso. Devem ser localizados nos halls de circulação e de escadas. Em determinadas situações são necessários painéis parciais, complementando a orientação do Índice de pavimento, mantidas suas características.

Mensagens:

Cores:

Fundo: azul ou marrom

Letras e fios de separação: brancos

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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C.3 - Identificação Local

Utilizada para identificar as salas e setores de uma edificação, aplicados sobre as portas ou ao seu lado. Deve compor modularmente com a Numeração de Sala (C.4) e Aviso (C.5).

Mensagens:

Cores:

Fundo: azul ou marrom

Letras e fios de separação: brancos

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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C.4 - Numeração de Sala

Utilizada para a identificação numérica das principais salas das edificações. Deve compor modularmente com a Identificação Local (C.3) e Aviso (C.5).

Mensagens:

Cores:

Fundo: azul ou marrom

Letras: brancas

Alfabeto:

Negrito

Pictogramas:

Não são utilizados.

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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C.5 - Aviso

Utilizado para mensagens de aviso ou advertências. Deve compor modularmente com a Identificação Local (C.3) e Numeração de Sala (C.4).

Mensagens:

Cores:

Fundo: azul ou marrom

Letras e fios de separação: brancas

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa

Pictogramas:

Poderão ser utilizados para o reforço de determinadas mensagens.

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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C.6 - Pictograma

Também utilizado internamente, para transmitir as informações mais importantes.

Mensagens:

Cores:

Fundo: azul ou marrom

Letras: brancas

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa para os títulos

Demi - caixa alta e baixa para textos complementares

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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C.7 - Saída de Emergência

Sinalização destacada e geralmente iluminada em ambientes como auditórios e salas de exposições, podendo incorporar um pictograma como reforço da mensagem. O pictograma deverá ser rebatido, em função da direção a ser indicada.

Mensagens:

Cores:

Fundo: verde

Letras, pictograma e signo direcional: brancos

Alfabeto:

Negrito - caixa alta e baixa

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

 

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Sinais interpretativos e educativos

Normalmente utilizados para informações culturais, históricas, ambientais e de ensina-mentos em geral, acerca dos sítios, espécimes de flora, fauna, geologia, etc.

As mensagens interpretativas são mais eficazes quando se localizam em sítios importantes, de impacto sobre o visitante, onde ele, instintivamente, faz uma pausa para apreciar o local ou a paisagem. A maioria das mensagens devem ser amigáveis e informais, embora algumas requeiram tratamento mais criativo. As frases devem estar diretamente relacionadas com o que se pode observar naquela localização.

Um elementos desta categoria é citado a seguir, a título de ilustração.

Identificação de espécies vegetais

Elementos utilizados para a identificação de espécies de interesse na Unidade.

Mensagens:

Cores:

Fundo: areia

Texto: marrom

Alfabeto:

Nome vulgar - negrito - caixa alta e baixa

Nome científico - demi itálico - caixa alta e baixa itálico

Origem e peculiaridades - demi - caixa alta e baixa

Assinatura:

Não deve ser utilizada.

Localização

A localização de mensagens interpretativas deve atentar para os seguintes pontos:

a - seleção dos melhores exemplos de sítios naturais ou históricos, objetos ou locais que

relatam ou estejam relacionados com a história ou as peculiaridades da Unidade;

b - deverá ser de utilidade comprovada e o visitante deverá vê-lo com facilidade. O tema deve ser facilmente reconhecido e o sítio deve proporcionar clareza e oportunidade em sua interpretação;

c - quando houver vários pontos de observação, selecionar aquele cujos arredores imediatos ofereça maior possibilidade de ser apreciado pelo visitante e que possa suportar um maior impacto de uso;

d - deverão estar localizados de maneira que não exista dúvida na mente do visitante a respeito da identidade do que se está interpretando. Em geral, sua localização deve ser tal que se possa ler o texto e observar a informação natural ou cultural sem que se tenha que trocar de posição;

Textos

Redigir textos para sinais interpretativos e educativos é muito diferente do que escrever para outros tipos de uso. É essencial pensar de forma clara, lógica e precisa para condensar uma informação à sua forma mais simples e apresentá-la logicamente sem aborrecer o leitor.

Frases breves, com palavras de poucas sílabas, não complicadas por prefixos ou sufixos, asseguram que os textos sejam lidos. Frases acadêmicas devem ser evitadas ou bem explicadas; tanto os nomes científicos como os comuns devem ser mencionados onde seja possível. Em muitos casos, é a maneira de se escrever o texto, e não a sua extensão, que determina se o mesmo será lido e compreendido.

Uma lista de pontos básicos a observar na composição do texto inclui:

a - os títulos, se usados, devem ter características em estilo e significado;

b - não se deve repetir o título na primeira linha do texto;

c - expresse a ação e interesse nas primeiras frases do texto;

d - seja dinâmico ao alcançar a essência do assunto a contar, e dê resposta à pergunta: "O que aconteceu ?";

e - evite o uso da voz passiva: substitua-a por formas ativas e verbos apropriados. Utilize-se de palavras que representem sentido de movimento;

f - apresente o tema em poucas palavras;

g - sempre que possível, evite o uso de palavras técnicas ou incomuns, já que dificultam a compreensão do visitante e seu interesse pode diminuir.

Ilustrações

A tradicional frase "uma foto vale mil palavras" nunca foi mais apropriada do que no caso da interpretação de uma área natural. É necessário selecionar e editar as ilustrações tão cuidadosa-mente como o texto. Se alguma cor é usada, deve ser fiel - especialmente para a vida silvestre. Fotografias, mesmo em preto e branco, são muito eficientes quando usadas de forma apropriada.

As estruturas dos sinais também podem ser construídas para combinar ilustrações, textos e pequenos objetos.

Outros elementos

Além dos elementos aqui relacionados, que eventualmente podem ser acrescidos de outros, comprovadamente necessários e não previstos neste Manual, algumas situações especiais podem surgir, na elaboração do projeto de uma Unidade de Conservação, a saber:

Refúgios

Certos elementos de sinalização, como os Mapas-Índice de Unidade (S 8), Mapas de Trilha (S 9) e as Interpretativas e Educativas podem se utilizar de alguma cobertura que os proteja das intempéries, além de proporcionar maior conforto aos usuários.

 

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Bóias

Em Unidades fluviais ou marítimas, determinadas áreas poderão ser sinalizadas por meio de bóias, de acordo com as convenções estabelecidas.

Suportes de informação

Considerações gerais

São peças ou locais utilizados para a transmissão de mensagens, tais como placas, postes, paredes, pisos, etc.

As formas apresentadas neste Manual, à exceção de padrões já definidos em legislação específica, são meramente ilustrativas, devendo a sua configuração final ser definida no projeto específico de cada Unidade.

Materiais

Ao usar materiais nativos, pode-se diminuir o custo da sinalização, obter-se um interesse visual adicional e, freqüentemente, duram mais tempo que outros materiais.

Apresenta-se abaixo uma listagem de materiais a serem empregados na sinalização, sem a pretensão de esgotar as suas possibilidades. A definição do mais indicado deverá ser feita pelo profissional responsável pelo desenvolvimento do projeto:

1 - madeira; 7 - laminado melamínico;

2 - ferro; 8 - fibrocimento;

3 - aço; 9 - fibra de vidro;

4 - alumínio; 10 - vidro;

5 - concreto; 11 - acrílico;

6 - pedra; 12 - lona vinílica.

A escolha do material deverá considerar os seguintes aspectos:

a - facilidade de obtenção no local;

b - resistência às condições climáticas locais;

c - resistência ao vandalismo;

d - durabilidade;

e - custo;

f - estética

Acabamentos

De acordo com a característica de cada material, deverão ser especificados os processos de tratamento para proteção das superfícies e acabamentos.

Apenas a título de ilustração, para a pintura de superfícies metálicas considerar como primeira hipótese a pintura eletrostática, depois a automotiva e por último a convencional.

O que se pretende é que os projetos adotem processos mais duradouros, visando garantir a melhor qualidade às soluções apresentadas.

Fixação

Neste aspecto é importante verificar se os materiais empregados para aparafusar ou colar as peças, são adequados e compatíveis com os materiais dos suportes.

Da mesma forma deve-se cuidar para que os suportes fixados no solo tenham proteção adequada a esta situação.

Aplicação das mensagens

Os sinais externos e internos à Unidade deverão, sempre que possível, serem executados com películas refletivas (de preferência a de esferas encapsuladas), garantindo uma maior efetividade tanto de dia quanto à noite como também uma melhor qualidade e durabilidade dos elementos.

As películas não refletivas, disponíveis atualmente no mercado, tem se mostrado relativamente frágeis e suscetíveis ao vandalismo, não sendo, portanto, recomendáveis mesmo nos sinais de edificações, a não ser nos casos onde estejam fora do alcance dos usuários.

Limitações orçamentárias poderão determinar procedimentos mais simples, tal como a impressão das mensagens utilizando-se o recurso da serigrafia. Neste caso procurar utilizar tintas à base de epoxi ou similar, que têm se mostrado com um bom nível de resistência às intempéries e ao vandalismo.

As soluções de sinais gravados em madeira tem se mostrado bastante compatíveis com os espaços naturais. Contudo, são mais onerosas, por se constituir, via de regra, em trabalho artesanal. Atualmente existem equipamentos, tipo plotter de gravação, que executam este tipo de trabalho, porém ainda restritos a poucos grandes centros do país.

 

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Fases de um projeto de sinalização visual

Contratação do projeto

A contratação de um projeto de Sinalização deverá ser objeto de licitação, segundo as normas legais vigentes. Por se tratar de serviço especializado, deve-se elaborar um Termo de Referência (TOR), baseado neste Manual, para assegurar que todos os aspectos do trabalho estejam contemplados.

Além dos elementos constantes dos itens 2, 3 e 4, a proposta deverá apresentar os prazos de cada etapa e os respectivos custos e condições de pagamento.

O acompanhamento da elaboração do projeto deverá ser feita por técnico(s) ou pessoa designada para este fim, que deverá promover reuniões periódicas de avaliação dos trabalhos contratados, bem como atestar o recebimento de cada fase do projeto, após a sua aceitação.

Levantamentos preliminares

Para a elaboração do projeto de sinalização de uma Unidade de Conservação, são necessárias algumas providências preliminares, para a perfeita compreensão do trabalho que se pretende executar.

Uma delas diz respeito ao mais completo conhecimento da área da Unidade que se quer sinalizar bem como da identificação de suas necessidades de sinalização. Para que isto seja possível, torna-se indispensável que o projetista:

Esta etapa deverá ser implementada em contínua interação com o chefe da Unidade ou de seu responsável. A partir daí, o projeto de sinalização poderá ser desenvolvido em pelo menos duas etapas básicas, a saber:

Estudo preliminar

Nesta etapa são apresentados, graficamente, as primeiras versões da sinalização desejada. De forma esquemática deverão ser apresentados os mapas da área, com a localização dos elementos de sinalização bem como os desenhos destes elementos, alternativas de modelos de suportes, materiais a empregar, forma de implantação, etc.. A escala é livre (flexível) mas deve conter a definição da linguagem gráfica a ser utilizada nas mensagens.

Nos estudos de alternativas de materiais a empregar, considerar:

Função, tipo e qualidade dos elementos, conformação geométrica, locação aproximada, enfim, toda a idéia básica do projeto deve ser configurada nesta etapa, utilizando-se do alfabeto-padrão, código cromático e signo direcional já definidos neste Manual.

Projeto executivo

Após ajustes nas idéias iniciais, elaboradas na etapa anterior, ajustes esses efetuados por meio de reuniões entre o contratante e o contratado, deverá ser desenvolvida a etapa de Projeto Executivo completo, contendo, de forma clara e precisa, todos os detalhes e indicações necessárias à perfeita e inequívoca execução dos elementos do projeto.

Do Projeto Executivo deverão constar:

a - mapas gerais da Unidade, em escala compatível para a perfeita compreensão dos espaços a serem sinalizados, com a locação e identificação de todos os edifícios, sítios e áreas a serem sinalizados, bem como a localização precisa dos elementos de sinalização;

b - mapas setoriais de áreas e sítios, com o deta-lhamento da localização dos elementos projetados;

c - projetos das edificações existentes, em seus diversos pavimentos, escala 1:200 ou 1:250, com a locação exata dos elementos de sinalização;

d - elevações ou vistas frontais, indicando posição e altura dos elementos;

e - desenhos detalhados de cada elemento indi-cando cores, formatos, dimensões, materiais e o modo de fixação, em escalas convenientes;

f - desenhos detalhados de todos os símbolos, pictogramas e outros elementos, utilizados, em escala 1:1, indicando cores, formatos, dimensões, materiais e o modo de impressão;

g - desenhos contendo a diagramação de asso-ciações de mensagens escritas com signos direcionais, mensagens escritas com pictogramas, pictogramas com signos direcionais, mensagens escritas entre si, e outras;

h - detalhes específicos de elementos, para facili-tar a sua execução;

i - relação de todas as peças, com sua nomen-clatura própria e seus quantitativos;

j - especificações técnicas dos elementos, obser-vando-se, quando necessário, aspectos de:

k - orçamento estimado de sua fabricação e im-plantação.

Execução do projeto de sinalização

A execução de um projeto de Sinalização poderá ser contratada através de processo licitatório nos termos da legislação vigente, contendo o Edital todo o projeto elaborado e as especificações técnicas necessárias à sua perfeita execução.

Esta etapa, a exemplo do desenvolvimento do projeto, poderá ser realizada também por meio de um patrocinador, que se responsabilize pelo financiamento dos serviços, ficando a cargo do IBAMA o acompanhamento de sua execução.

Recomenda-se que, em caso de licitação, seja solicitado dos participantes a apresentação de protótipos de alguns elementos, que possam servir à Comissão de Licitação comprovar a qualidade do trabalho a ser contratado. Neste caso, essa Comissão deverá ser assessorada pelo autor do projeto.

Das propostas a serem apresentadas deverão constar os custos dos trabalhos, por peça produzida, programação das etapas, prazos para a sua execução e implantação e outras informações necessárias à sua avaliação pela Comissão de Licitação, além dos prazos de garantia de cada elemento produzido e as recomendações para a sua conservação.

É recomendável que as empresas participantes da licitação tenham conhecimento prévio das áreas, objeto de sinalização e apresentem, juntamente com suas propostas, Declaração de Vistoria Prévia, expedida por membro indicado pela Comissão de Licitação.

A execução dos serviços deverá obedecer rigorosamente aos projetos e especificações técnicas estipulados, com especial atenção às recomendações dos fabricantes dos materiais empregados. A empresa vencedora deverá se comprometer em adotar todos os cuidados necessários à execução dos serviços de forma a evitar danos ou estragos à área a ser sinalizada. A remoção de entulhos, sobras e quaisquer outros elementos da obra deve ser providenciada pela empresa para que os serviços possam ser recebidos pelo contratante.

Referências bibliográficas

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