Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé - SC

Histórico
Em 1989, quinze famílias de pescadores artesanais da Costeira do Pirajubaé, sob a orientação do IBAMA/CNPT iniciaram um projeto para a implantação de uma fazenda marinha de berbigão (anomalocardia brasiliana) no baixio da Tipitinga, em frente ao manguezal do Rio Tavares. Este trabalho embasou a proposta de criação da Reserva Extrativista Marinha de Pirajubaé, concretizada através do
Decreto Nº 553 de 20 de maio de 1992. A explotação sustentável da Reserva por parte dos extrativistas foi assegurada através do Plano de Utilização publicado pela Portaria do IBAMA nº078/96. O molusco berbigão é fonte de renda estável para 100 famílias de pescadores artesanais, a exploração baseia-se em critérios ambientais que garantem a reposição dos estoques e a continuidade da atividade. As famílias beneficiadas com a criação da Reserva acumularam , ao longo dos anos, conhecimento e uma rica experiência sobre o manejo de recursos marinhos. Essa tradição gerou uma elevada especificação dos artefatos de pesca e das práticas para a captura e manejo desses recursos. Preservar a tradição cultural da pesca artesanal é prioridade na Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé. A Associação da Reserva Extrativista do Pirajubaé - AREMAPI, entidade que representa os extrativistas, juntamente como IBAMA/CNPT-SC, estabeleceram parcerias com Polícia Ambiental de Santa Catarina, para apoiar a ação dos Agentes Ambientais Colaboradores na fiscalização da Reserva.
Atualmente está sendo implementado o Plano de Desenvolvimento da Reserva Extrativista do Pirajubaé que visa a melhoria da qualidade de vida dos extrativista através da capacitação, com cursos profissionalizantes e novas parceria institucionais com a iniciativa privada, órgãos estaduais e Universidades.

Localização, tamanho e acesso
A Reserva extrativista marinha do Pirajubaé está localizada na chamada Baía Sul da Ilha de Santa Catarina, na área urbana do município de Florianópolis, próxima ao aeroporto da cidade. Possue uma área total de 1444 ha, dos quais 740 ha são de manguezais do Rio Tavares, e os 704 ha restantes pertencem ao Baixio da Tipitinga. O acesso é feito por mar ou via terrestre pela Costeira do Pirajubaé e bairro dos Carianos.

Vegetação
O Bioma dominante da Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé o manguezal, onde destacamos em sua vegetação característica, como a gramínea de mangue (Spartina alterniflora), a Siriúba, gênero Avicennia, o mangue branco, gênero Laguncularia e o mangue vermelho, gênero Rhiziphora.

Fauna
A espécie de destaque nos manguezais de Pirajubaé é o molusco berbigão (anomalocardia brasiliana), ocorrem também o camarão rosa (Penaeus paulensis e Penaeus brasiliensis), o camarão branco (penaeus schimitti). Entre os peixes destacam-se a tainha (Mugil brasiliensis) e o parati (Mugil curema). Ainda ocorrem inúmeras espécies de crustáceos (sirís e caranguejos), peixes como a pescadinha, bagres e courvina, além de outra espécies de muluscos. o Manguezal do Rio Tavares também abriga várias espécies de aves marinhas e migratórias, que utilizam o manguezal como abrigo.

Clima
Sub-tropical úmido com ventos quentes, temperatura média de 20°C

Solos
Indiscriminados de mangue, altitude ao nível do mar.

   

Veja Também:
CNPT

 

 

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