Reserva Extrativista do Médio Juruá - AM
Histórico
A criação da Reserva Extrativista foi resultado da luta dos
ribeirinhos e seringueiros locais, que juntamente com o movimento
de educação de Base - MEB, Sindicato de Trabalhadores Rurais de
Carauarí - STR, Paróquia de Carauarí, Prelazia de Tefé,
Associação de Produtores Rurais de Carauarí - ASPROC, Conselho
Nacional de Seringueiros - CNS, se mobilizaram e conseguiram
convencer o Governo Federal da importância ambiental da região,
bem como de sua capacidade de contribuir, de forma decisiva, para
a conservação da área. Esta luta árdua durou seis anos,
culminando com a assinatura do Decreto S/N° de 04 de Março de
1997.
Localização,
tamanho e acesso
A RESEX do Médio Juruá,
está localizada no Estado do Amazonas, no município de Carauarí.
Partindo de Carauarí chega-se à Reserva pelo Rio Juruá.
Viajando no sentido montante do rio e usando uma voadeira, viagem
até o início da Reserva tem a duração média de 4 horas.
Com uma área aproximada de 253.226 ha, a RESEX do Médio Juruá limita-se ao Norte com o Rio Ipixuna, ao Sul
com o Rio Juruá, ao Leste com o Igarapé Arrombado e a Oeste
com o Igarapé Tracoá.
Vegetação
Caracteriza-se pela floresta
tropical densa, da sub-região aluvial da Amazônia, com terraços
baixos e planos, sendo muito freqüente a presença da
seringueira (Hevea sp.), louro (Ocotea sp.),
virola (Virola surinamensis) e samaumeira (Bombax
globosum). A vegetação das margens do Rio Juruá sofre o
efeito das cheias, registrando a ocorrência do capim canarana (Canarana
ereta), consumido pela capivara (Hidrochoeris).
Clima
Pertencente ao grupo tropical
chuvoso, com precipitação pluviométrica média anual de 2.500
mm. O período chuvoso inicía-se em Novembro, atingindo os
maiores índices entre os meses de Janeiro e Abril. A temperatura
média do ar gira em torno de 24°C, com pequena amplitude térmica.
A umidade relativa do ar geralmente permanece acima de 90%.
Fauna
A fauna da Reserva é riquissima e
reage com indiferença à presença humana, fato explicado pela
quase ausência da prática da caça de subsistência, exceção
feita aos quelônios. É comum a presença de porco queixada (Tayassu
pecari), veado mateiro (Mazonia americana), anta (Tapirus
terrestre), jaboti (Geochelone sp.), mutum (Mitu
mitu), jacu (Pipile nateri), nambu (Cripturellus
sp.), macaco guariba (Alonata belzebul), papagaio (Pionnus
sp.) e peixe-boi (Trichechus ininguis).
| Ictiofauna É grande o potencial pesqueiro, por causa dos muitos lagos, igarapés, paranás e igapós, que fazem a conexão com o Rio Juruá. Ali ocorrem quase todas as espécies que se prestam à alimentação, tais como acará, aracú, aruanã, bodó, branquinha, cascuda, curimatá, jaraquí, mandí, matrinchã, pacu, pirapitinga, pescada, piraíba, piramutaba, pirannha, pirarara, pirarucu, sardinha, surubim, tambaqui, tamboatá, traíra e tucunaré. Informações
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