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Operação Alho e Óleo fiscaliza pesca do camarão em Santa Catarina PDF Imprimir E-mail

Itajaí (19/03/2012) - Dentro dos procedimentos da Operação Alho e Óleo, que busca coibir a captura do camarão em seu período de defeso, a fiscalização do Ibama está fazendo rondas em alto mar, a bordo do navio Soloncy Moura, do centro de pesquisas do órgão em Santa Catarina. Entre quarta e quinta feira (14 e 15/03) foram abordadas sete embarcações na costa catarinense, todas, exceto uma, estavam regulares. Foi apreendida uma lancha de recreio com pescadores, dentro da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, local proibido para pesca. Na embarcação havia sete caniços com carretilhas e molinetes, além de iscas naturais. Os homens receberam ordem de prisão dos policiais federais que acompanhavam a ação, na delegacia foi arbitrada fiança de R$ 30 mil. Além de responderem na justiça federal por crime ambiental, foram apreendidos os petrechos de pesca, a lancha, e lavrado auto de infração que gerou multa de R$ 15 mil.

De acordo com coordenador da operação em Santa Catarina, Rogério Melo, em que pese à operação tenha por objetivo a pesca ilegal do camarão, todas as infrações observadas em seu curso serão devidamente apuradas. A Reserva Biológica Marinha do Arvoredo é uma Unidade de Conservação de proteção integral que visa proteger uma parte importante do patrimônio natural da costa catarinense. Em Reservas como essa, a visitação pública é proibida, exceto com autorização expressa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para fins de pesquisa científica e educação ambiental. Localizada no litoral centro-norte de Santa Catarina, entre os municípios de Bombinhas e Florianópolis, a reserva do Arvoredo tem uma importância biológica fundamental na conservação do ambiente marinho.

A Operação Alho e Óleo abrange toda a cadeia produtiva, ou seja, captura, descarga, transporte e venda. Estão sendo vistoriadas embarcações em alto mar e no ato da descarga, entrepostos, câmaras frias de indústrias de pesca, estoques de peixarias e restaurantes. Nas embarcações são observados os mapas de bordo, documentação, quantidade de redes e tamanho da malha, bem como o uso do Programa de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite (PREPS).

Badaró Ferrari
Ascom – Ibama/SC
Foto: Badaró Ferrari/Ibama