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Ibama recebe primeiro relatório do monitoramento da região central do Rio Grande do Sul PDF Imprimir E-mail

Porto Alegre (01/08/2012) - Em cumprimento ao Termo de Compromisso assinado em agosto de 2011 com o Ibama, o Sinditabaco, que congrega 14 empresas associadas, entregou nesta sexta-feira (27/07) à Superintendência do Ibama no Rio Grande do Sul um relatório parcial do monitoramento da cobertura florestal, relativo ao ano de 2012, em três blocos geográficos situados no interior do Rio Grande do Sul. O monitoramento é a primeira etapa do projeto realizado pelo Laboratório de Sensoriamento Remoto, do Departamento de Engenharia Rural da Universidade Federal de Santa Maria. Coordenado pelo professor Rudiney Soares Pereira, a tecnologia será atualizada em 2013 e 2014 através do sistema sensor REIS (RapidEye Earth Imaging System).

 

O Termo de Compromisso com o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) e Associação dos Fumicultores do Rio Grande do Sul (Afubra) prevê um sistema piloto de monitoramento de três áreas de grande expressividade para a produção de tabaco no estado, totalizando uma área de 5.991,29 km². O trabalho de monitoramento, intitulado Tecnologia de monitoramento automatizado da cobertura florestal em áreas de floresta estacional decidual na região Centro-Serra do RS, deverá acompanhar a evolução ambiental da região piloto nó período de três anos consecutivos. No primeiro bloco serão monitorados os municípios de Ibarama, Arroio do Tigre, Sobradinho, Segredo, Salto do Jacuí, Estrela Velha, Passa Sete, Lagoa Bonita do Sul e Tunas, onde predominam as culturas do fumo, milho, arroz e soja.

O segundo bloco monitorado por imagens de satélite abrange os municípios de Pinhal Grande, Ivorá, Silveira Martins, São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Julio de Castilhos, Restinga Seca, Agudo e Santa Maria, com áreas de campo voltadas à pecuária com grandes e médias propriedades. E o terceiro e último bloco geográfico que será monitorado inclui os municípios de Unistalda, Capão do Cipó, Tupanciretã, Jaguari, Jarí, Mata, Nova Esperança do Sul, Santiago, São Francisco de Assis, Toropi e São Vicente do Sul com atividades de características heterogênicas baseadas na agropecuária e na agricultura familiar.

De acordo com o analista ambiental Tarso Isaia, chefe do Escritório de Santa Maria, este primeiro mapeamento é o ponto de partida para estabelecer comparações da paisagem permitindo o monitoramento ambiental da região.

O relatório e as fotos digitalizadas, que serão agora analisados pela equipe técnica do Ibama, foram entregues pelo presidente do Sinditabaco, Iro Schünke ao Superintendente do Ibama. Segundo João Pessoa Moreira Junior, este monitoramento vem ao encontro do projeto de gestão ambiental, que o órgão desenvolve na região Central do Estado e o relatório entregue é mais uma ferramenta para a complementação desse projeto, paralelo às ações de fiscalização na região do Bioma Mata Atlântica que são atribuições legais e permanentes do órgão, em competência comum com o órgão ambiental estadual.

Maria Helena Firmbach Annes
Ascom/Ibama/RS

 

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