| Ibama recebe prêmio internacional por monitoramento ambiental |
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“A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o presidente do Ibama, Volney Zanardi, e nós, da Dipro, temos a missão de fazer com que o Ibama tenha cada vez mais excelência ambiental”, disse Ramiro. Durante sua apresentação, ele falou um pouco sobre a história do instituto com sensoriamento remoto, o que tornou o instituto reconhecido mundialmente. O diretor lembrou que essa experiência começou há duas décadas, com a criação do Programa de Monitoramento da Cobertura Florestal Brasileira (PMCFB), embrião do atual Centro de Sensoriamento Remoto (CSR) do Ibama e do sistema Prodes – Programa de Cálculo do Desflorestamento Brasileiro, do INPE, que mede a taxa anual de desmatamento da Amazônia. Segundo Ramiro, o Prodes provocou grande melhoria no monitoramento da floresta ao encontrar áreas de 6,25 hectares desmatadas, mas suas informações são compiladas numa base anual. “Apesar de não ser apropriado para uma resposta rápida da fiscalização, com o Prodes foi possível verificar o crescimento do desmatamento, que chegou a 27 mil km² em 2004”, relatou. Diante desses números, o governo lançou o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) e foi lançado o Deter – Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que gera informações a cada 15 dias. Aliado aos sensores do satélite Alos, que, por serem geradas por radar não sofrem influência das nuvens da Amazônia, a queda do desmatamento chegou a 71%, ou seja, abaixo dos 6.400 km². “Atualmente, o Ibama é responsável pelo monitoramento anual de todos os demais biomas brasileiros e, aliado ao INPE, os dois institutos repassam sua experiência e sua tecnologia a outros países”, informou o diretor. Além disso, para Ramiro, outro grande desafio criado no âmbito do Sistema Nacional de Informações sobre Meio Ambiente (Sinima), hospedado no Ibama, mas integrado a todas as bases estaduais geoespaciais, é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que tem o objetivo de recuperar as áreas degradadas nas propriedades rurais brasileiras e contribuir com o maior programa de sequestro de carbono do planeta. “O CAR é um marco na gestão do país e possibilitará a mensuração dos passivos e ativos ambientais e cada propriedade rural”, disse Hofmeister. O cadastro terá cobertura de imagens de satélite com 5 metros de resolução para todo território nacional e irá contribuir com a atualização das bases fundiárias nacionais, pois as informações coletadas com participação da sociedade permitirão levantar a quantidade de áreas em uso pela produção agropecuária, áreas florestais, áreas de proteção permanente, reservas legais, etc. “Com acompanhamento via satélite, todas as áreas serão monitoradas, garantindo a disponibilidade de recursos hídricos e a cobertura vegetal de cada bioma”, informou. Para Ramiro, todas essas grandes conquistas são fruto da utilização de ferramentas geoespaciais. Ascom Ibama
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Ibama recebe prêmio internacional por monitoramento ambiental

