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| Brigadistas do Ibama lutam contra o fogo em várias regiões do país |
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Brigadistas do Ibama estão cobrindo as áreas mais críticas e reforçam os trabalhos em unidades de conservação e terras indígenas. São mais de 1630 homens espalhados pelo país para combater o fogo. Em Tocantins, por exemplo, os brigadistas do Ibama fizeram operações de sobrevoo no Parque Nacional do Araguaia para conter focos de queimadas que ameaçam o cerrado na Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, situada naquele estado. A área é do tamanho de Sergipe. Uma das maiores dificuldades da fiscalização em caso de incêndio criminoso é identificar o responsável pelo fogo. Hoje, os técnicos do Ibama usam imagens de satélite na investigação dos prováveis locais de inicio da queimada. Cerca de 41 brigadistas trabalham no parque com apoio das brigadas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de helicópteros para sobrevoo da área. O coordenador do Prevfogo, Rodrigo Falleiro, admite que a maioria dos casos de incêndio da região pode ser de origem criminosa, culpa de agricultores que utilizam a queima de pasto de forma irresponsável. “Nossos brigadistas continuam em operação diária aqui no parque durante os próximos dez dias para tentarmos conter os focos de fogo. Estamos num trabalho constante para salvar os animais e diminuir a força do fogo”, explica. O superintendente do Ibama em Tocantins, Flávio Luiz Souza Silveira, explica que são comuns focos de incêndio na Ilha do Bananal por conta da vegetação seca e acrescenta que o estado tem muita facilidade para ter incêndios devido à cobertura orgânica que se acumula no solo. “Anos que não tiveram muitos incêndios são seguidos de aumento de focos de calor, mas infelizmente os incêndios criminais dificultam ainda mais o trabalho das brigadas”, comenta. Ele ressalta que é um trabalho duro em áreas isoladas. “Hoje, são nove brigadas indígenas atuando em terras indígenas e em unidades de conservação. A grande dificuldade é que, quase sempre, os incêndios começam às margens de rodovias ou em pequenas propriedades e se espalham por áreas de difícil acesso.” Segundo o Ibama, as queimadas no país vão até o fim de outubro. Neste ano, até agora, o número de focos de incêndio é 88% maior do que foi registrado neste mesmo período do ano passado.
Michelle Horovits Ascom/Ibama Foto: Prevfogo
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Brigadistas do Ibama lutam contra o fogo em várias regiões do país

