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Fortalecimento do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais

Projeto:

Através do Projeto de Fortalecimento do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – BNDES concede colaboração financeira não reembolsável no valor de até R$ 14.717.270,00 (quatorze milhões e setecentos e dezessete mil e duzentos e setenta reais) ao Ibama para realizações de aquisições de materiais e serviços, entre os quais fornecimentos de infraestrutura, tais como equipamentos, ferramentas e veículos e construção de uma central de logística e apoio ao Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – Prevfogo em Brasília para promover o compartilhamento de informações.

 

Objetivos:

O Projeto, no âmbito do Fundo Amazônia, visa a redução do número de ocorrências e/ou intensidade dos incêndios florestais e queimadas não autorizadas no bioma Amazônia por meio da estruturação física e operacional do Prevfogo e educação ambiental para sensibilizar e capacitar atores locais, e terá como beneficiários a população dos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Atividades já concluídas:

1- Aquisição de fogões e botijões de gás: os produtos foram adquiridos e incorporados ao patrimônio do Ibama no dia 09/09/2014;

2- Contratação de empresa especializada na elaboração de catálogo de ferramentas: O catálogo foi entregue em dezembro de 2015, dará maior agilidade nos processos licitatórios de ferramentas assim como servirá de guia para a identificação de ferramentas e equipamentos mais adequados para cada tipo de bioma.

3- Aquisição de acessórios para motobombas, reservatórios de água e mangueiras: Os materiais já foram entregues e colocados em uso. Processo de compra já encerrado.

4- Aquisição de acessórios de geradores de energia e motobombas: Os materiais já foram entregues e colocados em uso. Processo de compra já encerrado.

 

Atividades em execução:

1- Construção da central de logística e sala de situação: O edital foi lançado para abertura do Pregão eletrônico em dezembro de 2015, para pregão no mesmo mês. Devido a questionamentos o Pregão foi suspenso, com previsão de reabertura no dia 18/01/2016

2- Aquisição de equipamentos de comunicação: A minuta de Edital já foi avaliada pela Procuradoria Federal Especializada do Ibama e segue para as correções. Esse é o último passo necessário antes da disponibilização pública do edital.

3- Contratação de Consultoria Metodológica: Está em fase de consulta de preços e elaboração do edital, já tendo o Termo de Referência aprovado. Após essa fase, encaminha-se para a Procuradoria Federal Especializada e posterior abertura do pregão.

4- Aquisição de caminhões para transporte de pessoas e equipamentos (Rodofogo): Está em fase de consulta de preços e elaboração do edital, já tendo o Termo de Referência aprovado. Após essa fase, encaminha-se para a Procuradoria Federal Especializada e posterior abertura do pregão.

5- Aquisição de Equipamentos de Proteção Individual: Está em fase de consulta de preços e elaboração do edital, já tendo o Termo de Referência aprovado. Após essa fase, encaminha-se para a Procuradoria Federal Especializada e posterior abertura do pregão.

 

Primeiros Resultados:

Os materiais de combate já adquiridos (fogões, motobombas, reservatórios, mangueiras e geradores de energia) já foram utilizados nas atividades de proteção da floresta amazônica, tanto na Operação Apona MT, quanto no combate aos incêndios da TI Arariboia – MA, Operação Awá.

A Operação Apoena MT teve como foco a prevenção da conversão de áreas degradadas, principalmente usando o fogo como ferramenta, através de notificações e monitoramento das áreas por fiscais, peritos e brigadistas. Essa Operação durou 9 meses, de março a novembro de 2015.

Os incêndios na TI Araribóia exigiram a instalação da Operação Awá, que durou mais de 30 dias, contou com a presença de mais de 25 pessoas e protegeu 48% da TI, principalmente área de trânsito de índios isolados.

Nessa Operação os equipamentos auxiliaram no combate no bem-estar da população indígena local, sendo usado o gerador para prover energia para algumas aldeias quando a rede pública era desligada por causa do fogo.

Em ambos os casos foram protegidos alguns dos últimos remanescentes de floresta amazônica dos estados.


 

EVOLUÇÃO DO PROJETO

Data da aprovação

30/12/2013

Data da contratação

05/06/2014

Prazo de execução

36 meses

Valor do projeto

R$ 14.717.270,00

1º desembolso financeiro em 03/07/2014

R$ 4.125,59

Valor total desembolsado, até 31/12/2015

R$ 726.881,81

Valor total desembolsado em relação ao valor do apoio do Fundo Amazônia (%)

4,94

 

Operação Apoena/MT

 

Figura 1: Fogão e botijão adquiridos sendo utilizados em operação. Foto: Prevfogo

Figura 2: Fogão e botijão adquiridos sendo utilizados em operação. Foto: Prevfogo

Operação Awá

 

Figura 3: Motobomba adquirida pelo Fundo Amazônia sendo utilizada em Combate aos incêndios. Foto: Prevfogo

 

Figura 4: Fogões e botijões adquiridos pelo Fundo Amazônia sendo utilizada em Combate aos incêndios. Foto: Prevfogo

Figura 5: Gerador de energia adquirido pelo Fundo Amazônia sendo utilizado em Combate aos incêndios. Foto: Prevfogo

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Prevenção, Controle e Monitoramento de Queimadas Irregulares e Incêndios Florestais no Cerrado

"Projeto Cerrado/Jalapão"

 

O “Projeto Prevenção, Controle e Monitoramento de Queimadas Irregulares e Incêndios Florestais no Cerrado” é um projeto do Ministério do Meio Ambiente, apoiado pela Cooperação Oficial Alemã, financeira e técnica, e implementado por órgãos executores federais e estaduais, o qual prevê um conjunto de atividades visando melhorar a prevenção e controle de incêndios e queimadas no Bioma Cerrado e, em particular, na região do Jalapão (Tocantins). 

O projeto eleva-se ao montante de 13,5 milhões de euros, onde 5 milhões são contrapartida do governo brasileiro e 8,5 milhões financiados com recursos não reembolsáveis pelo Ministério Federal do Meio Ambiente, da Proteção da Natureza e da Segurança Nuclear da Alemanha (BMU). Dos recursos doados pelo BMU, 2,5 milhões de euros são destinados à cooperação técnica da GIZ e 6 milhões de euros à contribuição financeira disponibilizada por meio do banco alemão KfW Entwicklungsbank. 

O Coordenador do Projeto é o MMA, através de seu Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento (DPCD) da Secretaria Executiva do Ministério. O Gestor financeiro e Recipiente da Contribuição Financeira é a Caixa, designado como Beneficiário Mandatário pela União, através de sua Gerência Nacional de Fundos e Seguros Sociais (GEFUS). 

Os Coparticipantes são as entidades executoras do Projeto, a saber: 

•  O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); 
•  O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); 
•  O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe);
• O Governo do Estado de Tocantins, através da sua Secretaria do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (Semades) e do seu Instituto Natureza do Tocantins, autarquia estadual do Estado de Tocantins (Naturatins).

O objetivo do projeto é aprimorar a prevenção e o controle de queimadas irregulares e incêndios florestais na Região do Jalapão, contribuindo, assim, para a manutenção das funções do Cerrado como sumidouro de carbono de relevância global. Este objetivo deve ser alcançado por meio da prevenção e do controle efetivo de queimadas e incêndios, do aprimoramento da gestão de unidades de conservação, bem como pela melhoria de instrumentos para o monitoramento de desmatamentos e queimadas no Cerrado. 

Constituem objetivos específicos do Projeto: 

a) a área de abrangência do Corredor Ecológico da Região do Jalapão conta com mecanismos efetivos de prevenção e controle de queimadas irregulares e incêndios florestais; 
b) o aprimoramento da gestão das unidades de conservação prioritárias do Corredor Ecológico do Jalapão assegura a efetividade e fortalece as medidas de prevenção e controle de queimadas irregulares e incêndios florestais; e 
c) os instrumentos de monitoramento de queimadas e desmatamentos no Cerrado disponibilizam informações relevantes para a tomada de decisão sobre a proteção do clima e da biodiversidade.

O Projeto tem os seguintes componentes: 

1.  Prevenção e controle de queimadas irregulares e incêndios florestais na área de abrangência do Corredor Ecológico da Região do Jalapão. 
Este componente prevê a implantação de uma Base Operativa de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais na Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins, bem como a elaboração de Planos de Proteção para as Unidades de Conservação e Planos Operativos municipais. Prevê ainda ações de capacitação para brigadistas, fortalecimento dos comitês estaduais e disseminação de alternativas ao uso do fogo. 

2.  Aprimoramento da gestão de unidades de conservação na região do Corredor Ecológico do Jalapão. 
Além de estudos e levantamentos de dados sobre o manejo do fogo, esse componente deverá trabalhar com programas de educação ambiental para as comunidades locais e de gestão por resultados para os gestores das unidades de conservação. Deverá ainda prestar assessoria aos conselhos das unidades de conservação, bem como organizar um processo de discussão sobre estratégias de manejo do fogo. 

3.  Desenvolvimento e aprimoramento de metodologias de monitoramento de queimadas, incêndios florestais e desmatamento no Cerrado e contabilização de emissões de gases de efeito estufa. 
Nesse componente estão previstas atividades relacionadas ao estabelecimento de metodologias de classificação da severidade de incêndios em áreas de vegetação nativa do Cerrado, as quais incluem o aprimoramento do monitoramento por satélite, o estabelecimento de uma agenda conjunta entre instituições brasileiras e europeias e o desenvolvimento de um sistema de alerta de desmatamento para o Cerrado.
 
Os dois primeiros componentes se referem especificamente à região do corredor ecológico do Jalapão, e o terceiro ao bioma Cerrado como um todo.

O projeto será executado no período de três (3) anos, de julho de 2012 a junho de 2015. Os recursos da contribuição financeira serão executados no período de três anos (julho de 2012 a junho de 2015), somando três (3) anos de execução.

 


Programa Amazônia sem Fogo

No âmbito das iniciativas promovidas pelo Governo brasileiro em defesa da floresta amazônica, a Direção Geral da Cooperação Italiana ao Desenvolvimento – D.G.C.S. e o Ministério do Meio Ambiente brasileiro, realizam desde 1999 o Programa Amazônia sem Fogo.

 

O Programa visa à redução dos incêndios florestais e a melhoria das condições de vida dos produtores residentes nas comunidades rurais. Para tanto, integra ações de emergência e desenvolvimento através de atividades formativas de capacitação, divulgação e negociação nas comunidades rurais, permitindo no futuro, fortalecer os componentes locais de prevenção e de resposta aos incêndios florestais, promovendo a difusão de alternativas às práticas agrícolas fogo. Além disso, busca melhorar a eficiência e a eficácia de intervenção das ações do Governo brasileiro destinadas a ampliar localmente a aplicação das metodologias previstas para o desenvolvimento sustentável do território.

 

Participam da execução da iniciativa a Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR/MMA), o Centro Nacionla de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo/Ibama) e instituições e entidades locais.

 

Depois de 10 anos de experiências o Brasil foi reconhecido como centro de referência regional para redução do fogo. O Programa se transformou em política de governo e segue para uma nova fase na América Latina. Os trabalhos já se iniciaram na Bolívia e o Equador também já solicitou apoio.

 


Programa de Ação Interagências

O Programa de Ação Interagências tem como principal objetivo a ampliação da capacidade de resposta do Ibama em todo o território nacional, no âmbito das questões relacionadas ao controle de queimadas, prevenção e combate aos incêndios florestais. 
Este programa foi concebido para estabelecer parcerias que envolvam ações integradas entre instituições governamentais e não governamentais, assim como com os mais diversos atores da sociedade civil organizada. Por meio de Oficinas de Planejamento são elaborados planos de ação integrados e fomentada a criação de fóruns interinstitucionais permanentes, denominados "Comitês Estaduais/Municipais de Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais". Esses Comitês, criados por meio de Decreto Estadual/Municipal, somam esforços e otimizam recursos humanos, financeiros e materiais na busca de uma estratégia de ações conjunta para atuar efetivamente no controle de queimadas, prevenção e combate aos incêndios florestais.

 


Projeto Piloto de Controle de Queimadas em Quatro Municípios da Bacia do Rio São Francisco 

 "Projeto São Francisco"

O Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, Prevfogo, vinculado à Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama, executou um projeto piloto de controle de queimadas em alguns municípios da bacia do rio São Francisco. Este projeto foi aprovado junto ao Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco e conta com o financiamento do Ministério do Meio Ambiente e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba além das parcerias com a Gerência Executiva do Ibama em Barreiras e Escritório Regional do Ibama em Juazeiro e Bom Jesus da Lapa. No âmbito deste projeto várias são as atividades que foram desenvolvidas nos 16 municípios beneficiados.