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Prevfogo combate incêndio em terras indígenas no Maranhão

Publicado: Quinta, 10 de Dezembro de 2015, 13h23 | Última atualização em Sexta, 29 de Setembro de 2017, 11h09

Brasília (10/12/2015) - O Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama, atua há dez dias com 75 brigadistas para proteger florestas e povos indígenas ameaçados pelo fogo no norte do Maranhão. A estiagem prolongada elevou o risco de graves incêndios nas terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Caru.

A ação do Prevfogo ocorre cerca de 40 dias após o encerramento da maior operação dos últimos anos de combate a incêndios em terras indígenas, na TI Arariboia, também no Maranhão. Dos 75 brigadistas, 60 são indígenas e 15 atuam na brigada especializada da Caatinga, no Ceará. Eles realizam neste momento a abertura de linhas de defesa na mata fechada, apoiados por um helicóptero. A prioridade é a proteção de grupos de índios da etnia Awá, que vivem em isolamento voluntário nos 819,7 mil hectares das três terras indígenas.

A operação de combate ao fogo, com coordenação unificada do Ibama e da Fundação Nacional do Índio (Funai), tem o apoio do Corpo de Bombeiros do Maranhão e de dezenas de associações, organizações e institutos ligados à questão indígena. "Os incêndios nesse tipo de vegetação são de difícil combate e o acesso ao fogo é restrito. Essas parcerias são muito importantes para o sucesso da operação", disse o chefe do Prevfogo, Gabriel Zacharias, que destacou a importância da participação de indígenas da região no apoio ao combate, como já havia ocorrido na TI Arariboia.

As terras indígenas do Maranhão preservam as últimas grandes áreas de floresta amazônica do Estado. Este ecossistema, rico em biodiversidade, é altamente impactado pelos incêndios. Além dos danos à flora e dos impactos sociais, diversos animais são atingidos pelos efeitos do fogo e da fumaça na floresta.

Segundo Zacharias, não é possível precisar uma data para o início dos incêndios na região, porque eles têm sido extintos e recomeçado ao longo do ano, o que aumenta a suspeita de ação criminosa dentro das terras indígenas, seja de madeireiros, caçadores ou pessoas que foram retiradas durante os processos de desintrusão que ocorreram nos últimos anos.

Em outubro, durante a ação de combate ao incêndio na TI Arariboia, uma equipe de fiscalização do Ibama foi atacada a tiros por criminosos que roubavam madeira no município de Arame (MA). O agente ambiental federal Roberto Cabral, que coordenava a operação, foi baleado no braço direito. A tentativa de homicídio é investigada pela Polícia Federal (PF).

Mais informações podem ser obtidas no portal Ciman Virtual, ferramenta que disponibiliza dados em tempo real sobre incêndios florestais no país. O Ciman Virtual é uma parceria do Ibama, da Funai, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Defesa Civil com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Assessoria de Comunicação do Ibama
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(61) 3316-1015

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