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Novas imagens de satélite apontam tendência de movimentação dos rejeitos da Samarco no litoral do ES

Publicado: Quinta, 17 de Dezembro de 2015, 12h48 | Última atualização em Sexta, 29 de Setembro de 2017, 11h15
Plumas de Sedimentos
Imagem : Ibama
Imagem : Ibama

Brasília (17/12/2015) – Imagens do satélite Aqua, da Nasa, geradas nos dias 14 e 15 deste mês na foz do Rio Doce, no Espírito Santo, confirmam tendência observada nas últimas semanas de deslocamento dos rejeitos decorrentes do rompimento de barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), no dia 5/11. A parte da pluma situada mais ao sul, hoje a 60 km a leste de Vitória (ES), tende a se afastar da costa brasileira, enquanto a parte localizada mais ao norte, a cerca de 20 km da foz, se aproxima do litoral.

Segundo a pesquisadora Natália Rudorff, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a tendência é que a pluma se movimente na direção sul ou, com menos intensidade, para sudoeste. Frentes frias poderiam estimular um deslocamento no sentido norte, mas isso costuma ser menos frequente nesta época do ano. A geografia do litoral brasileiro também contribui para que a pluma não fique tão próxima à costa, diz a pesquisadora.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental da Superintendência do Ibama em São Paulo, Claudio Dupas, o acompanhamento por imagens de satélite e sobrevoos diários não permite prever com segurança o destino que a pluma terá nas próximas semanas. Variáveis podem influenciar o deslocamento, como direção e velocidade dos ventos, correntes marítimas e vazão na foz do Rio Doce.

Uma das principais preocupações dos pesquisadores neste momento é o nível de turbidez da água no mar, que pode se intensificar com o aumento das chuvas na bacia do rio.

Assessoria de Comunicação do Ibama
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(61) 3316 1015

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