Flora
Plantas Medicinais
Introdução
O Brasil tem a maior biodiversidade do planeta com cerca de 55
mil espécies de plantas superiores conhecidas. A maioria
é usada pelo ser humano como fonte de alimento, como matéria-prima
para construção, como medicamentos para cura de
enfermidades ou no uso de aromatizantes.
O conhecimento tradicional de grupos sociais que fazem uso das
plantas é a fonte essencial para a descoberta dos princípios
ativos- substâncias capazes de exercer uma ação
de cura-responsáveis no combate de doenças.
O Brasil vem sendo alvo de um processo de usurpação
de conhecimento tradicional que grupos étnicos e comunidades
tradicionais possuem no uso das plantas medicinais; a retirada
das plantas medicinais retiradas do país para o exterior,as
quais retornam na forma de produtos patenteados, nos leva a pagar
caro por uma riqueza nacional.
Atualmente, o comércio de medicamentos fitoterápicos
brasileiros movimenta cerca de US$ 260 milhões de dólares
ao ano.
Diante dessa situação, para fazer frente à
grande pressão extrativista sobre as plantas medicinais,
o IBAMA criou em 2001 o NÚCLEO DE PLANTAS MEDICINAIS E
AROMÁTICAS - NUPLAM.
O NUPLAM visa conciliar pesquisa científica e conhecimento
tradicional, acreditando que a valorização desse
conhecimento e a partilha dos benefícios dele resultante
são um caminho para a geração de renda, melhoria
da qualidade de vida das populações extrativistas
e a conservação de ecossistemas naturais.
Propõe-se, ainda, a realizar, incentivar e divulgar a pesquisa
científica voltada para o desenvolvimento de técnicas
de cultivo e manejo que garantam a sustentabilidade econômica
e ecológica do uso de plantas medicinais e aromáticas
e a valorização dos conhecimentos e saberes populares.
Objetivos do Nuplam
Pesquisa para conservação e uso sustentável.
Estudo e melhoria das práticas de uso e manejo de plantas
medicinais visando a conservação e uso sustentável
das espécies vegetais.
Articulação entre o setor público, o setor
privado, a comuidade local envolida e organizações
não governamentais.
Promover interlocução entre os diferentes setores
da sociedade sobre o uso dos recursos e as finalidades medicinais
e aromáticas.
Criação e manutenção de uma rede
de informações.
Sistematizar as informações referentes ao conhecimento
técnico-científico e o conhecimento e saberes populares.
Interlocução e divulgação de informações
com outras redes de pesquisa similares no país.
Resgate e proteção do conhecimento tradicional
(etnobotânica).
Reconhecimento da importância de valorizar o saber popular,
sua história e sua transmissão aos demais membros
das comunidades envolvidas, valorando os bens ambientais e à
difusão de práticas e tecnologias ambientais sustentáveis.
Capacitação e treinamento.
Intercâmbio de informação e conhecimentos
enfatizando as formas de interpretar, perceber e apreender o conhecimento
entre os diferentes parceiros, respeitando as diferenças
culturais, com vistas à melhoria no processo de uso, manejo
e conservação.
Avaliação dos impactos de extração.
Analise das práticas de manejo pelos diferentes atores
sociais e a repercussão na sustentação das
espécies, dinâmica ecológica, e ainda, no
modo de vida das comunidades envolvidas. "Pensar global,
agir localmente"
Ações Realizadas
Publicação: Plantas Medicinais do Brasil: Aspectos
Legais da Legislação e Comércio - 2001 TRAFFIC
América do Sul, Quito - Equador /IBAMA, 2001.
Publicação : "Jalapão: Uso de Recursos
Naturais" Entorno do Parque Estadual do Jalapão (TO)
2002. IBAMA, Conservation International do Brasil e Associação
Capim Dourado. Diagnóstico biológico e sócio-economico
da região; identificação de potencialidades
ecológica e economicamente viáveis para a região.
O artesanato de CAPIM DOURADO, está entre as principais
fontes de renda da região atualmente. Estão sendo
desenvolvidos, pelo NUPLAM, em parceria com a EMBRAPA e a PEQUI
- Pesquisa e Conservação do Cerrado, estudos ecológicos
para elaboração de plano de manejo da espécie.
Publicação: Estratégias para a conservação
e manejo de recursos genéticos de plantas medicinais e
aromáticas (IBAMA/EMBRAPA,CNPq - Brasília, 2002):
É o resultado de uma reunião com cerca de 60 pesquisadores
que atuam na área de plantas medicinais nos diferentes
biomas brasileiros. São indicadas as espécies e
as prioridades de pesquisa para a conservação.
Encontro: Estratégias de Conservação e manejo
de Espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) (UFSC/IBAMA, Florianópolis,
2002).
A Espinheira-santa está entre as espécies indicadas
como prioritárias identificadas durante a reunião
técnica. Esta espécie, nativa da Mata Atlântica,
é usada no combate a úlcera e problemas estomacais,
e está seriamente ameaçada de extinção
devida à alta demanda extrativista. Este encontro constituiu
grande oportunidade de troca de informações sobre
formas de cultivo e manejo da espécie.
Áreas de Atuação
Assentamentos rurais -identificação de plantas
medicinais e aromáticas nos assentamentos de reforma agrária,
visando o uso e manejo sustentável garantindo a conservação
das espécies e seus habitats
O assentamento Mata Grande, em São Domingos -Goiás,
é um exemplo deste tipo de trabalho.
Unidades de Conservação
O cultivo e produção de plantas medicinais nas
áreas de Flonas
representam uma alternativa para a geração de renda
e conservação de habitats para a FLONA e sua área
de abrangência.
Na Floresta Nacional de Caçador, em Santa Catarina, estão
sendo desenvolvidas atividades ligadas ao cultivo, manejo e uso
de plantas medicinais nativas da Mata Atlântica.
Maiores informações:
Tel: 61 316-1034
Fax: 61 226 4936
E-mail:
plantasmedicinais.sede@ibama.gov.br
End: SCEN - Setor de Clubes Esportivos Norte - Trecho 2, Av.
L4 Edifício Sede do IBAMA
Bloco B salas 30 e 31
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