Ecossistemas Brasileiros

 

Projetos Mata Atlântica

Gestão Biorregional do Maciço do Baturité

O projeto engloba o Maciço ou Serra do Baturité, no Estado do Ceará, com área de aproximadamente 4 mil km², contendo excepcionalmente florestas tropicais úmidas de altitude. O Maciço é cercado pela caatinga, que se caracteriza por secas periódicas, baixos níveis médios de pluviosidade e relativa escassez de recursos hídricos. A região possui rica biodiversidade, ocorrendo o jatobá (Hymenaea courbaryl), a barriguda (Cavanillesia arborea), o babaçu (Orbignye matiniana), o pau-d’arco-roxo (Tabebuia impetiginosa), o angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa) e o pau-ferro (Caesalpinia ferrea leiostachya), dentre outros. Vale ressaltar também sua importância como provedor de água para a população local e de parte da população da cidade de Fortaleza.

O IBAMA incentiva e desenvolve ações no Maciço para facilitar a cooperação entre as instituições, obter informações relevantes, refletir sobre os problemas e oportunidades de conservação da natureza, estabelecer uma visão de futuro e objetivos, definir atividades e implementar projetos. Esta abordagem é conhecida por “gestão biorregional” e adotada pelo IBAMA como um reforço às demais medidas de conservação da natureza. Recentemente, foram implementadas medidas de articulação interinstitucional e planejamento participativo no Maciço do Baturité, envolvendo mais de 30 organizações governamentais e não- governamentais que atuam na região.

O IBAMA e a Universidade Estadual do Ceará estão desenvolvendo estudo para o estabelecimento do Corredor Ecológico Baturité-Aratanha-Maranguape, e estudo para conhecer todas as matas de altitude do Nordeste e planejar ações para a sua conservação.

Os principais parceiros do projeto de gestão biorregional do Maçiço do Baturité são: IBAMA, UECE, Associação dos Municípios do Maçiço do Baturité, Governo do Estado do Ceará, organizações não-governamentais, comunitárias e empresariais.

Corredor Ecológico Atlântico de Santa Catarina

O projeto está localizado no litoral norte do Estado de Santa Catarina, em uma área com mais de 700 quilômetros quadrados, com a presença de ecossistemas de Mata Atlântica e marinhos, tais como, a floresta ombrófila densa, onde ocorre a canela-preta (Ocotea catharinensis) e o palmiteiro (Euterpe edulis), floresta quaternária, restinga, manguezais, estuários e costões, além de várias ilhas oceânicas. Também existem na área do Corredor Ecológico diversas áreas-núcleo constituídas por unidades de conservação, tais como, Reserva Biológica Federal do Arvoredo, Área de Proteção Ambiental Federal de Anhatomirim, dentre outras municipais e privadas.

O projeto nasceu da mobilização das comunidades locais de Zimbros, com vistas a impedir que modelos de ocupação do solo propostos fossem implementados. A partir daí, sua ação foi ampliada para distritos e municípios vizinhos e apoiada por um amplo conjunto de organizações não-governamentais e governamentais. O projeto foi elaborado de forma participativa e resultou na definição de objetivos, metas e orçamento. São previstas e executadas atividades relativas à educação ambiental, fiscalização, pesquisa científica, extensão rural, dentre outras. Foi proposta ao IBAMA a criação de um parque nacional, com cerca de 3 mil ha, na região costeira de Zimbros.

Os executores do projeto são: IBAMA/Decoe/Cepsul, Pelican Brasil, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade do Vale do Itajaí, Governo de Santa Catarina, Prefeituras Municipais de Bombinhas, Porto Belo e Itapema, organizações não-governamentais e comunitárias, bem como o setor empresarial.

Corredor de Biodiversidade do Rio Paraná

Este corredor estende-se pela bacia do rio Paraná desde Mato Grosso, São Paulo, Paraná, até Foz do Iguaçu. É composto por diversas áreas protegidas: Parques Nacionais do Iguaçu e Ilha Grande, a APA Federal do Rio Paraná, o Parque Estadual da Serra do Diabo (SP) e outras APAs municipais.

Este projeto resultou de um convênio firmado entre o IBAMA e a Itaipu Binacional, com o objetivo de implementar o Parque Nacional da Ilha Grande. Participam do projeto os gestores das áreas protegidas, Governos Estaduais e ONGs.