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Queima controlada ou prescrita consiste na aplicação do fogo na vegetação nativa ou exótica, sob determinadas condições ambientais que permitam que o fogo mantenha-se confinado em uma determinada área e ao mesmo tempo produza uma intensidade de calor e velocidade de espalhamento desejável aos objetivos do manejo.

O Decreto 2661 de 8 de julho de 1998 em seu artigo 2º permite o emprego do fogo em práticas agropastoris e florestais, mediante queima controlada desde que sejam observadas as normas e condições estabelecidas pelo Decreto.

A decisão de executar uma queima requer, acima de tudo, plena segurança afim de que os objetivos possam ser cumpridos integralmente. Isso implica em uma análise detalhada das condições do terreno, especialmente topografia, características da vegetação (quantidade, condição e distribuição) e variáveis meteorológicas (intensidade e direção do vento predominante, temperatura, umidade, incidência de luz, dentre outros).

O primeiro passo para se proceder a uma queima controlada é a solicitação de uma Autorização de Queima Controlada junto aos órgãos do SISNAMA, dentre eles o IBAMA. O procedimento ocorrerá de forma planejada, com objetivos definidos e considerando os aspectos legais (legislações federais, estaduais e municipais), as técnicas de queima, as condições climáticas, a previsão do comportamento do fogo, vistoria de áreas, os equipamentos e as ferramentas apropriadas.

Apesar do processo de queima controlada ser legalmente permitido e atuar como prevenção a incêndios florestais, não se pode negar a existência de amplas externalidades negativas com a utilização do fogo, que envolvem danos à saúde, empobrecimento gradual do solo, perda de biodiversidade, danos à rede de transmissão elétrica, entre outros. Sendo assim, a utilização de alternativas ao uso do fogo deve ser vista como um procedimento relevante quando se busca a realização de atividades agropecuárias com vistas à sustentabilidade ambiental, social e econômica.